sexta-feira, 4 de junho de 2010

Papa preside solenidade de Corpus Christi no Vaticano

Rádio Vaticano


Bento XVI durante momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, ao final da Missa de Corpus Christi
O Papa Bento XVI presidiu nesta quinta-feira, 3, a celebração da Missa da solenidade de "Corpus Christi", na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Uma celebração bastante esperada já que em Roma, ela tem uma particularidade: Em todo o pais, só o Papa celebra a solenidade na quinta-feira. As demais dioceses da Italia celebram o Corpus Christi no domingo.

Na homilia, o Santo Padre propôs aos fiéis uma meditação sobre a relação existente entre a Eucaristia e o Sacerdócio de Cristo. O Papa salientou que, na Última Ceia, Jesus transforma o pão e o vinho no seu próprio Corpo e Sangue, para que os discípulos possam nutrir-se d’Ele e viver em comunhão íntima e real com Ele.

O Pontífice ressaltou que, na Santa Ceia, Jesus agiu movido pelo Espírito Santo, com o qual se ofereceu depois na cruz. "É o amor divino que transforma: o amor com o qual Jesus aceita, antecipadamente, dar-se inteiramente por nós. Este amor nada mais é senão o Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, que consagra o pão e o vinho e muda a sua substância no Corpo e no Sangue do Senhor, tornando presente no Sacramento o próprio Sacrifício que se realiza depois de maneira cruenta na Cruz".

:: Veja fotos no Flickr

"Cristo foi o sacerdote verdadeiro e eficaz porque estava cheio da força do Espírito Santo, cheio da plenitude do amor de Deus e isto precisamente na noite em que foi traído, na hora das trevas", disse o Papa, e destacou que "o poder divino do sacerdócio de Cristo transforma a extrema violência e a extrema injustiça em um ato supremo de amor e de justiça".

E concluiu afirmando que "este é o trabalho do sacerdócio de Cristo, que a Igreja herdou e perpetua na história, na dupla forma do sacerdócio: a comum aos batizados e pelos ministros ordenados, para transformar o mundo com o amor de Deus".

Por causa da chuva, a procissão eucarística teve que ser suspensa e a adoração a Eucaristia foi realizada no interior da Basílica.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Deixe sua Mensagem de Boa Viagem ao Padre Silvio


O Rosto de Deus

Após a celebração do tempo pascal, iniciamos o Tempo Ordinário do Ano Litúrgico. E começamos por refletir sobre o vulto de Deus que Jesus nos revelou: o mistério de Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo. Mistério que nos diz respeito pessoalmente como nos diz o apóstolo Paulo: “Nele vivemos, nele nos movemos e somos”.

O encontro com Deus dá-se no âmbito de nossa consciência, nosso coração e se traduz tantas vezes em encontros da comunidade, de nossas famílias, lembrados da palavra de Jesus que nos diz: “Onde dois ou mais se reúnem em meu nome, eu estarei no meio deles”.

Deus se revelou a nós na criação: todas as criadas falam de Deus. Manifestou-se na história da salvação que teve como protagonista inicial o povo eleito de Israel, instruído e guiado pelos profetas. Finalmente, fez-se reconhecer no Verbo encarnado , em Cristo Jesus.

E continua apresentar-se a nós nas assembléias da Igreja, em torno ao altar onde o Senhor Jesus nos acolhe como outrora reunia consigo os seus discípulos.

A atenção da criatura humana ao rosto de Deus é compreensível e foi crescendo ao longo dos séculos: com a atração do coração humano para tudo que nos supera e àquele que nos atrai: com Abraão, pai do Povo eleito, “nosso pai na fé”; com os profetas educadores de seu povo; com os salmistas com a intuição da presença de Deus no mundo exprimindo-se na forma poética.

A leitura do livro dos Provérbios 8,22-31 é como um hino à criação. Deus está na origem de tudo. A Sabedoria, realidade misteriosa, junto de Deus desde sempre, antes de toda sua obra; quando Deus projeta os fundamentos da terra, como um arquiteto na construção do mundo, “encontra as suas delícias em estar entre os filhos do homem.”

O mundo não surgiu do acaso, mas de um projeto sapiente. Deus não joga na sorte, dizia Albert Einstein. A contrario, na criação empenha a sua sabedoria. Os primeiros cristãos, relendo esta passagem poética da Bíblia, e outros semelhantes, concluíram que nesta Sabedoria está a evidente referência ao Verbo de Deus que se encarnou, Jesus Cristo.

O evangelho de hoje, João 16,12-15, traz um fragmento do longo discurso proferido por Jesus a seus apóstolos, à tarde da Quinta Feira Santa, no Cenáculo. Momento do adeus. Todos comovidos pois o amavam. Chegou a hora de deixá-lo. Jesus havia lhes falado diversas vezes do Pai, procurando desvelar o seu rosto, mas era um discurso difícil para os apóstolos. “Muitas coisas tenho ainda para dizer-vos, mas neste momento não sois capazes de suportar o seu peso”. Os apóstolos eram plenos de boa vontade, simples, empregavam tanto tempo para compreender.

Com a morte e ressurreição do Senhor, começaram a abrir os olhos e mais ainda compreenderão depois de Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo. Na última Ceia lhes anunciou: “Virá o Espírito da verdade e vos guiará à verdade toda inteira”.

Assim o Espírito de Jesus, dado à Igreja, guiou pouco a pouco a humanidade a conhecimentos vertiginosos sobre Deus. Levou-nos a compreender que ele é amor do Pai; que a encarnação do Verbo derrubou a barreira entre o espiritual e o material para unir-nos a ele; que agora ajuda o homem a levantar-se acima do peso do corpo. E isso mediante o Espírito Santo, o qual habita em nós, e nos aconselha, sugere o que é sábio pensar e fazer.

Na carta aos Romanos 5,1-5, Paulo em certo sentido tirou as conclusões para nós: por meio de Jesus nós temos a fé e a paz com Deus, e a esperança em uma vida sem fim. Descobrimos que Deus habita em nós, conosco. Jesus, na quinta feira santa, disse ainda aos apóstolos: “Se alguém me ama, observará a minha palavra”; depois explicou as conseqüências: “e meu Pai o amará, e nós viremos a ele, e faremos morada junto dele” (João 14,23).

O mistério da Trindade foi comparado ao sol. Não conseguimos olhar o sol, porque nos deslumbra. Porém o sol ilumina tudo, e nos permite dever o mundo. Assim, para o cristão, o mistério da Trindade permanece imperscrutável. Mas ao mesmo tempo ilumina toda a nossa vida, e oferece um significado e dá uma orientação ao nosso agir.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Ecos da 48ª Assembleia Geral da CNBB

O Cinquentenário de fundação da Capital Federal, o Jubileu de Ouro da Arquidiocese de Brasília e a Celebração do 16º Congresso Eucarístico Nacional motivaram a realização da 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade de Brasília.

De 4 a 13 de maio de 2010, os Bispos debruçaram- se sobre uma pauta bastante carregada e desafiadora. Muitos foram os temas e assuntos tratados e discutidos. Além da pauta prevista, ocupamo-nos, ainda, com notas e declarações e participamos de diversas celebrações comemorativas.

Não é pretensão nossa repercutir aqui nem fazer uma análise completa do que foi e aconteceu ao longo da 48ª Assembleia Geral.

A nosso ver, merece destaque especial a “Mensagem dos Bispos sobre a Palavra de Deus e a Animação Bíblica de toda a Pastoral”. Aguardando a Exortação Apostólica pós-Sinodal do Papa Bento XVI sobre a Palavra de Deus, a Assembleia, ao invés de um Documento, optou por uma Mensagem que motivasse as comunidades a serem anunciadoras corajosas da Palavra em “estado permanente de missão”, em toda a sua ação evangelizadora. Para isso, porém, é necessário que os discípulos e discípulas de Jesus se deixem alcançar pela palavra do Mestre, escutando-O, acolhendo sua Pessoa, para segui-Lo...

A missão evangelizadora exige procura e desejo de conhecer, viver e anunciar a mensagem da Sagrada Escritura. O encantamento pela Palavra deve levar nossas Paróquias e comunidades a oferecer e facilitar o acesso à Bíblia, ao estudo bíblico e à vivência da mensagem revelada. Soou a hora de compreendermos que a Palavra de Deus é a “alma de toda a ação evangelizadora da Igreja”. Seria maravilhoso contemplar todos os agentes de pastoral “com a Bíblia na mão”, a Palavra de Deus no coração e com os pés na missão”.

A Leitura Orante da Palavra é escola que forma discípulos e discípulas apaixonados por Jesus Cristo. Pessoas e comunidades são convidadas a se engajarem num verdadeiro mutirão da Leitura Orante: a Palavra faz arder nossos corações, abrir nossas mãos e torna velozes nossos pés na missão.

Tempo apreciável dedicamos às “Comunidades Eclesiais de Base”, tema prioritário de nossa Assembleia. Na Mensagem que enviamos ao Povo de Deus, tocamos os desafios postos às CEB’s hoje, seu percurso histórico no Brasil, a experiência dos Intereclesiais, a espiritualidade e vivência eucarística, vivência e anúncio da Palavra de Deus e o testemunho de fé, solidariedade e serviço, a formação dos discípulos missionários, a participação nos movimentos sociais, de cidadania, de defesa do meio ambiente em vista da construção do Reino de Deus, espírito de abertura ecumênica e diálogo interreligioso, formação de rede de comunidades.

A promoção e a defesa dos Direitos Humanos exigiram de nós particular atenção e cuidado. Fazem parte da mensagem bíblica e da ação evangelizadora da Igreja. Quando a Igreja se pronuncia sobre os Programas Nacionais dos Direitos Humanos, ela o faz com o propósito de exercer o seu direito de sujeito presente na sociedade e participante dos destinos de nosso povo. Entre outras coisas, “reafirmamos a defesa da vida e da família cristã, a dignidade da mulher, o direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, o respeito aos símbolos religiosos, e nossa posição contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição”.

Através da “Declaração sobre o momento político nacional”, afirmamos a necessidade de uma profunda “reforma política, que atinja o âmago da estrutura do poder e a forma de exercê-lo, tendo como critério básico inspirador a participação popular. Trata-se de reaproximar o poder e colocá-lo ao alcance da influência viável e eficaz da cidadania” (Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática, Documento da CNBB 91, 101).

Enfim, gostaríamos ainda de destacar a “Carta dos Bispos aos Presbíteros”, pelo encerramento do Ano Sacerdotal, expressando nosso desejo a todos os Sacerdotes do Brasil: que perseverem na fidelidade a Cristo e ao sacerdócio. Reiteramos, outrossim, nossa satisfação e confiança pelos Presbíteros que buscam cada vez mais identificar-se e configurar-se com Cristo Sacerdote.

Muitos outros temas e assuntos foram abordados durante a última Assembleia. Para qualquer outra informação sobre o andamento da 48ª Assembleia Geral, consulte a Página: www.cnbb.org.br.

Dom Nelson Westrupp

“Família não é invenção humana, é criação de Deus”, destaca dom Dimas Lara

“Família é patrimônio da humanidade, já disse o papa Bento XVI. Está na hora de começarmos a resgatar este patrimônio, não apenas histórico, mas que brota do próprio coração de Deus. Família não é invenção humana, é criação do próprio Deus sonhada desde toda eternidade, desde toda criação”, ressaltou dom Dimas por ocasião da 2ª Peregrinação Nacional das Famílias, evento que aconteceu nos dias 29 e 30, em Aparecida (SP).

Romarias de várias partes do Brasil estiveram presentes durante todo o domingo, 30, nas Celebrações Eucarísticas que aconteceram no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida. A peregrinação é organizada pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.
O tema do evento deste ano foi “Família, formadora dos valores humanos e cristãos”. Muitos bispos e sacerdotes acompanharam as romarias de suas dioceses e paróquias.

Na celebração das 10h, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que as famílias do nosso país são chamadas a viver em comunhão com a Santíssima Trindade.

Para o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, a família é a base de tudo e é insubstituível. “A família é importantíssima e insubstituível na formação da pessoa, por isso refletimos que é formadora de valores humanos e cristãos”.

Estiveram presentes o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer; o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno; o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte; o bispo auxiliar de Salvador, dom João Carlos Petrini; o bispo responsável pela Pastoral Familiar no estado de São Paulo, dom Paulo Roxo; o bispo de Jataí (GO), dom José Luiz Majella Delgado; o bispo de Santo André (SP) e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, dom Nelson Westrupp.

2009

A primeira Peregrinação Nacional da Família aconteceu no dia 24 de maio de 2009 e reuniu 130 mil pessoas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sendo que pelo menos 40 mil participaram diretamente do evento. Na ocasião, o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Orlando Brandes, afirmou que o evento tinha por objetivo “despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade”. Ele disse ainda que “esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira”.

A presença real de Cristo na Eucaristia

A Igreja nunca duvidou dessa verdade

Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.

Na Última Ceia, Jesus foi muito claro: "Isto é o meu corpo". "Isto é o meu sangue" (Mt 26,26-28). Ele não falou de "símbolo", nem de "sinal", nem de "lembrança". São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma: "O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?" (1Cor 10,16).E o Apóstolo, que não estava na Última Ceia, recebeu esta certeza por revelação especial do Senhor a ele: "O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes"(1Cor 11,23-29).

Sem dúvida a Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que fosse repetido a cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos curar e nos alimentar. "A Eucaristia é 'fonte e centro de toda a vida cristã' (LG,11). Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa" (PO,5 e CIC n.1324).

O Catecismo da Igreja nos garante que "Os milagres da multiplicação dos pães... prefiguram a superabundância deste pão único da Eucaristia" (CIC, n.1335). Tudo o que foi dito até aqui está baseado principalmente nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho: "Eu sou o Pão vivo que desceu do céu... Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo... O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia... Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida."

Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do Senhor na Hóstia sagrada. Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser "pedra de tropeço" para os que não crêem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Aos próprios Apóstolos ele disse: "Também vós quereis ir embora?" (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: "Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna"(68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento. E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo:"Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?" (Jo 6,60).

Também para cada um de nós a Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé; mas, crendo na palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes. Quando Lutero pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio de Trento (1545-1563) assim se expressou: "Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exatidão, transubstanciação" (DS, 1642; CIC n.1376).

Acima de tudo é preciso recordar que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e de moral, a fim de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante há vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos duvidando do próprio Jesus.

Para auxiliar a nossa fraqueza, Deus permitiu que muitos milagres eucarísticos acontecessem entre nós: Lanciano (sec VIII), Ferrara (1171), Orvieto (1264), Offida (1273), Sena (1330 e 1730),Turim (1453), etc., que atestam ainda hoje o Corpo vivo do Senhor na Eucaristia, comprovado pela própria ciência. Há tempos, foi traçado na Europa um "mapa eucarístico", que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade deles ocorridos na Itália.

Foto Felipe Aquino

Intenções de oração do Papa para o mês de junho


Neste mês, Bento XVI reza pelo respeito à vida humana e pela Igreja na Ásia

Nas intenções de oração para o mês de junho, o Papa Bento XVI reza pelo respeito à vida humana e pelas Igrejas na Ásia.

Como intenção geral, o Santo Padre roga para que todas as instituições "se empenhem para garantir o respeito pela vida humana, desde a concepção até a morte natural".

E, em sua intenção missionária, Bento XVI pede "para que as Igrejas na Ásia, que constituem "um pequeno rebanho" entre as populações não cristãs, saibam comunicar o Evangelho e testemunhar com alegria a sua adesão a Cristo".

Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A unidade é o cartão de visita da Igreja.

Partindo da leitura dos Actos dos Apóstolos, o Papa fez notar que “esta nova e potente auto-comunicação de Deus” desencadeia um processo de reunificação, cria unidade e compreensão: “a unidade é o sinal de reconhecimento, o "cartão de visita" da Igreja ao longo da sua história universal. Desde os inícios, do dia de Pentecostes, e fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares e estas devem sempre conformar-se com aquela, segundo os critérios de unidade e universalidade. A Igreja nunca fica prisioneira de confins políticos, raciais, culturais”.

Daqui se deduz um critério prático de discernimento para a vida cristã: quando uma pessoa ou comunidade se fecha no seu modo de pensar e de agir, quer dizer que se afastou do Espírito Santo: “A unidade do Espírito manifesta-se na pluralidade da compreensão. A Igreja é por sua natureza una e múltipla, destinada como é a viver em todas as nações, povos e nos mais diversos contextos sociais. Só permanecendo autónoma em relação a cada Estado e cada cultura particular, a Igreja corresponde à sua vocação de ser sinal e instrumento de unidade de todo o género humano. Sempre e por toda a parte a Igreja deve ser verdadeiramente católica e universal, a casa de todos em que cada um se pode reencontrar”.

“Esta abertura de horizontes confirma a novidade de Cristo na dimensão do espaço humano, da história das gentes: o Espírito Santo abrange homens e povos e, através deles, supera muros e barreiras”.

Bento XVI concluiu a sua homilia de Pentecostes, recordando o convite tantas vezes repetido por Jesus: “Não tenhais medo”. Bem precisamos de ouvir o Senhor dizer-nos isto, para podermos permitir que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração: “Quem se confia a Jesus experimenta já nesta vida a paz e a alegria do coração, que o mundo não pode dar, e não pode nem sequer tirar, porque foi Deus que no-las deu. Vale portanto a pena deixar-se tocar pelo fogo do Espírito Santo. O sofrimento que provoca é necessário à nossa transformação”.

Na audiência geral, Bento XVI fala da "incondicional disponibilidade" que se requer da parte dos padres e exorta-os a participarem na conclusão do Ano

Eis as suas palavras em português:



Queridos irmãos e irmãs,

Os sacerdotes têm a tríplice missão de ensinar, santificar e guiar a porção do povo que Deus lhes confiou, a exemplo do Santo Cura d’Ars, que se demonstrou pastor forte e determinado na defesa do bem das almas. Para conduzir o rebanho para onde o Senhor quer, e não na direcção que nos parece mais conveniente ou mais fácil, é necessária uma disponibilidade incondicional, deixando que o próprio Cristo governe a vida do sacerdote. Por isso, na base do ministério pastoral, está o encontro pessoal e constante com o Senhor, para conformar a própria vontade com a d’Ele. Convido os sacerdotes para as celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal nos próximos dias 9, 10 e 11 de Junho: meditaremos sobre a conversão e a missão, o dom do Espírito e a relação com a Virgem Maria e renovaremos as nossas promessas sacerdotais, sustentados por todo o povo de Deus.



* * *

Amados peregrinos de língua portuguesa, com destaque para a Associação «Família da Esperança» pela numerosa presença dos seus membros: a minha saudação amiga para vós e para os fiéis de Niterói e de Curitiba. De coração a todos abençoo, pedindo que rezeis por mim, Sucessor de Pedro, cuja tarefa específica é governar a Igreja de Cristo, bem como pelos vossos Bispos e sacerdotes para que saibamos cuidar de todas as ovelhas do rebanho que Deus nos confiou. Obrigado!

A guerra santa que Deus quer

Foi em 1095 que se falou da primeira guerra santa de que se tem notícia. No verão daquele ano, o Papa Urbano II deixou Roma e se deslocou até a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a fim de abrir um concílio com o propósito de motivar os cristãos europeus a socorrerem seus irmãos de Jerusalém e demais cidades da Terra Santa, dominados pelos muçulmanos. A alocução que proferiu no dia 19 de novembro foi tão incisiva, que todos os presentes prorromperam no grito “Deus o quer!”, grito que atravessou as fronteiras da França e se alastrou pela Europa, motivando milhares de pessoas para a que passou à história como a primeira Cruzada.

Hoje, seria muito difícil encontrar cristãos que se disponham a imitar o exemplo de seus antepassados, até mesmo pelo clima de diálogo e de solidariedade que os anima. Contudo, continuam em vigor muitas guerras em nome da religião – ou contra ela – em inúmeros ambientes e segmentos da sociedade. Não me refiro tanto à Jihad muçulmana, mas, sobretudo, a determinados órgãos de informação, que parecem ter assumido, como objetivo, o aniquilamento da Igreja Católica, sustentados por forças mais ou menos ocultas.

Não foi por nada que, na França, onde nasceu a guerra santa, nos dias que antecederam a Páscoa deste ano, um abaixo-assinado de 70 intelectuais pediu aos meios de comunicação maior ética e responsabilidade ao se referirem à Igreja Católica. Mas não precisamos ir tão longe. Aqui mesmo, no Brasil, alguns católicos – normalmente tímidos quando se trata de defender a sua Igreja – começam a questionar as notícias trazidas pela imprensa. É o que fez, no dia 6 de abril, um leitor do Provedor Terra, ao rebater o alarde feito em relação a um padre acusado de pedofilia na Índia: «A quem interessa divulgar um fato dessa natureza acontecido na Índia? Só mesmo aos meios de comunicação interessados em mover um ataque cerrado à Igreja Católica. Por que não noticiam, com a mesma veemência, casos semelhantes em outros extratos da sociedade?».

Para o Presidente do Senado italiano, Marcelo Pera, os maiores culpados dessa difamação da Igreja são os próprios católicos: «Esta guerra ao cristianismo não seria tão perigosa se os cristãos a entendessem. Ao invés, muitos deles participam dessa incompreensão. São os teólogos frustrados pela supremacia intelectual de Bento XVI; os bispos incertos que pensam que compactuar com a modernidade seria a maneira melhor de atualizar a mensagem cristã; e os intelectuais católicos que pensam existir um problema não resolvido entre cristianismo e sexualidade. Desencadeou-se uma guerra. Não propriamente contra a pessoa do papa, pois seria inviável. Bento XVI tornou-se invulnerável por sua imagem, sua serenidade, sua clareza e sua firmeza. Mas ela existe, entre outras razões, porque um papa como Bento XVI, que sorri, mas não retrocede um milímetro, alimenta o embate!».

Sobre o mesmo assunto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu uma nota no dia 31 de março, assinada por seu Presidente, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Nela, o prelado recorda que «o povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos. É de se lamentar, no entanto, que a divulgação de notícias relativas a esses crimes injustificáveis se transforme numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra o Papa. Bento XVI, ao reconhecer publicamente os erros de membros da Igreja e ao pedir perdão por esta prática, não merecia esse tratamento, que fere também grande parte do povo brasileiro, que sofre com esses momentos difíceis, e reza pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar sua vocação».

Dom Redovino Rizzardo

O agricultor e os três viandantes

Certa vez, ao anoitecer, um agricultor sentou-se à frente da sua humilde casa para aproveitar do frescor da noite. Ali perto passava uma estrada que levava à cidade. Um homem passou por lá e, vendo o camponês sentado, pensou: “Aquele homem deve ser bem folgado e preguiçoso. Fica aí sentado o tempo todo”. Em seguida passou outro homem, também viu o agricultor e pensou: “Veja o cara, fica só olhando e incomodando as moças que passam. Deve ser um mulherengo”. Por fim passou um terceiro homem, quando viu o agricultor pensou consigo mesmo: “Aquele homem deve ser um trabalhador. Está merecendo o seu descanso”.

A bem da verdade, nós não podemos dizer muito sobre o camponês sentado à porta da sua casa. Em compensação podemos dizer muito dos três homens que passaram. O primeiro devia ser um preguiçoso, o segundo um mulherengo e o terceiro um trabalhador.

Não tem jeito. Nós vemos os outros como nós mesmos somos. As nossas ideias, ideais e posição social, são como lentes coloridas que filtram tudo o que estamos vendo. Tudo passa pelo filtro do nosso entendimento. Quem vive na dúvida acha que não existem convicções, e pensa que os outros estão fingindo. Quem não acredita com sinceridade suspeita que os outros também estejam mentindo. Quem ama de maneira interesseira, e nunca faz nada por nada, tem medo de ser enganado e que os outros se aproveitem dele.

É por isso que é tão difícil contemplar a Santíssima Trindade. Disse contemplar e não entender, porque nunca chegaremos lá. Deus, na sua plenitude, nunca estará totalmente ao nosso alcance. Nós continuaremos sempre a ser as criaturas e Ele o criador.
Contudo, na sua bondade, Ele quis e quer que participemos da sua grandeza e da sua intimidade. Fez-se fez conhecer, revelou-se claramente levando em conta as nossas limitações na compreensão, na inteligência, no amor.

Nós exaltamos as diferenças, as particularidades. Queremos sempre ser melhores que os outros. Assim é difícil entender um Deus que, ao mesmo tempo, é misteriosamente único e em três pessoas. Nós queremos a nossa felicidade e, mesmo quando a procuramos juntos, reclamamos a nossa parte. Para nós buscar o bem do outro antes do nosso é sempre muito complicado. Para Deus não. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não disputam nada entre si, doam-se totalmente, ninguém quer nada para si. Assim Deus é a felicidade perfeita.

A obediência, para quem ama, não é um peso, é resposta a quem também o ama. Por isso, o Filho obedece ao Pai e o Pai o glorifica. Mas o Pai escuta o Filho que exulta no Espírito Santo. Para nós autoridade vira facilmente autoritarismo. O poder, quando não é colocado a serviço do bem comum, torna-se opressivo, imposição, ameaça para todos. Em Deus o poder está sempre no servir ao outro, em fazer que o outro seja feliz. Assim Deus é comunhão perfeita que, por amor e em total gratuidade, comunica o seu amor à humanidade.

Para compreender o que é belo e o que não é precisamos ter contemplado algo de verdadeiramente belo. Sem essa experiência, o nosso costume à mediocridade nos fará achar belas obras medíocres, ou até horrorosas. A verdadeira beleza não cansa, a feiúra enjoa. Nunca cansaremos de contemplar a beleza da Santíssima Trindade.

Ainda bem que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Assim podemos falar dessas coisas e sentir a saudade de como deveríamos ser. É ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo que devemos olhar para aprender a amar, a servir, a criar uma nova humanidade liberta do pecado e da morte, porque liberta do egoísmo, da ganância, do ódio e de todas as rivalidades.

Quem sabe enxergar alguém melhor do que ele é sente desejo, também, de ser melhor. Até quando ficarmos sempre julgando os outros, e até Deus, por nosso ponto de vista, e somente dele, pouco entenderemos de sua grandeza e riqueza. Se olharmos somente a nós mesmos, ficaremos também mais pobres, piores e infelizes.

Dom Pedro José Conti

Corpus Christi

Quando o povo da antiga aliança atravessou o deserto, rumo à terra prometida, Deus fez cair do céu o maná, para que não morresse de fome. Com sua vida, morte e ressurreição Jesus Cristo suscitou o Povo da nova aliança.

Neste novo Povo Deus derrama o Espírito Santo e o alimenta com o verdadeiro pão do céu: a Eucaristia.

Na festa do Corpo e do Sangue de Cristo, costuma-se prolongar a ação de graças da Celebração Eucarística em espaço público, em forma de procissão. É a manifestação pública da fé na Eucaristia. É o reconhecimento do que Jesus Cristo fez por nós, doando a si mesmo ao Pai pela nossa salvação e entregando-se a nós como ceia mística: “Tomando um pão, deu graças, o partiu e o deu dizendo: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós. Igualmente tomou a taça depois de cear e disse: Esta é a taça da nova aliança, selada com meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22, 19-20).

A procissão é um ato comunitário. É a comunidade de fé que se põe a caminho, para louvar, bendizer e adorar a Cristo na Eucaristia. Não é uma caminhada de luto, silenciosa, mas um povo a caminho, exultante, que derrama seu coração em público. É também ocasião para súplicas e pedidos de perdão, pois somos um povo frágil e carente.

Ao celebrar a doação de Cristo, recordamos do que Ele disse: “Eu vos dei o exemplo, para que façais o que eu fiz” (Jo 13, 15). Por isso, a festa de “Corpus Christi” é convite para gestos de amor, de busca da superação de ódios e de conflitos de poder.

Ao natural, o povo alimentado pela Eucaristia anseia pela unidade em Cristo e pela solidariedade e a paz.

A procissão eucarística é como que a inserção da Missa na vida do povo. A Missa termina como fermento na sociedade, como compromisso dos adoradores de Cristo pela transformação do mundo segundo o Evangelho: “Eu vos dou um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 13, 34).

A Eucaristia é grande ação de graças. E a procissão, além de prolongamento da ação de graças, é também compromisso de transformação do mundo, segundo o Evangelho de Cristo.

Dom Aloísio Sinésio Bohn

Pai de oito filhos torna-se padre; idosa é mãe de três sacerdotes

Canção Nova Notícias

Na quarta reportagem da série "Sacerdotes para Sempre", você vai conhecer a história de duas pessoas, com caminhos distintos e que vivem o chamado de Deus. Um padre, que é pai de oito filhos e a mãe de três padres que um dia, quis ser religiosa.


Assista à reportagem


Luiz e Terezinha moram distantes cerca de 1.750 quilômetros um do outro e nunca se conheceram. Em comum, a grande intimidade com a Igreja.

Luiz conheceu a esposa, dona Joana, ainda nos anos 60. A primeira namorada. A esposa é mãe de 8 filhos, dois já falecidos. Mas Luiz também quis ser diácono, chegou a casar dois de seus filhos.

Em 1997 sua esposa faleceu. Luiz buscou um segundo casamento, não muito convencional: ser padre.

O caso é considerado raro dentro da Igreja, mas possível. O bispo da diocese de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde mora Padre Luís, foi quem fez a ordenação. É claro que com a ordenação vieram as brincadeiras com os filhos. Padre Luiz celebrou o casamento do terceiro filho. Emoção redobrada de Wagner e Katiane.

Para quem é filho, ir até o pai é fácil. O problema, no caso deles, é chegar até o padre. Ser padre e ser pai tem peculiaridades que com o tempo todos aprenderam a distinguir.

Na cidade de Barbacena, interior de Minas gerais. Dona Terezinha, de 84 anos e os filhos seguem rumo a Igreja de São José Operário, réplica da Basílica de São Pedro, em Roma. Ir para a Missa não é novidade para eles, a vida inteira foi assim.

Mas os caminhos de Deus podem sempre surpreender nossa maneira racional de compreensão. Dona Terezinha tem três filhos padres. O mais velho é o cônego Eustáquio. Há 31 anos reza todos os dias a liturgia das horas. O Sacerdócio em nossos tempos é definido por ele como desafio.

O segundo é padre Geraldo que atua na coordenação da pastoral de Fé e Política. E, o outro, padre Paulinho foi o terceiro a entrar para o seminário. Mas engana-se quem pensa que foi por causa dos dois irmãos.

A viúva Dona Terezinha ganhou três filhos como padres. O maior presente, é a alegria da entrega deles.

Já Padre Luiz é pai de 8 filhos. A mesma satisfação.

Discurso do Papa ao Pontifício Conselho para os Migrantes

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede

Senhores Cardeais,
venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
queridos irmãos e irmãs!

Com grande alegria vos acolho por ocasião da Sessão Plenária do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Saúdo o presidente do Dicastério, Dom Antonio Maria Vegliò, a quem agradeço pelas palavras de grata cordialidade, o Secretário, os Membros, os Consultores e os Oficiais. A todos desejo um trabalho frutífero.

Tendes escolhido como tema para esta Sessão aquele da Pastoral da mobilidade humana hoje, no contexto da corresponsabilidade dos Estados e dos Organismos Internacionais. A circulação das pessoas tem sido objeto de convenções internacionais, que buscam garantir a proteção dos direitos humanos fundamentais e combater a discriminação, a xenofobia e a intolerância. Trata-se de documentos que estabelecem os princípios e técnicas de proteção supranacional.

É apreciável o esforço para construir um sistema de regras comuns que contemplem os direitos e deveres do estrangeiro, bem como aqueles das comunidades de acolhimento, tendo em conta, em primeiro lugar, a dignidade de cada pessoa humana, criada por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26). Obviamente, a aquisição de direitos anda de mãos dadas com a aceitação dos deveres. Todos, na verdade, gozam de direitos e deveres não arbitrários, porque brotam da própria natureza humana, como afirma a Encíclica Pacem in Terris, do Beato Papa João XXIII: "Todo o ser humano é pessoa, isto é, uma natureza dotada de inteligência e livre arbítrio; e, portanto, sujeito de direitos e deveres que emanam imediata e simultaneamente da sua própria natureza: direitos e deveres que são, por isso, universais, invioláveis e inalienáveis" (n. 5). A responsabilidade dos Estados e Organismos Internacionais, portanto, explica-se principalmente no compromisso de influenciar as questões que, ressalvadas as competências dos legisladores nacionais, envolvem toda a família dos povos, e exigem uma consulta entre os Governos e os Organismos diretamente interessados. Penso nas problemáticas como o ingresso ou expulsão forçada para o estrangeiro, a usabilidade dos bens da natureza, da cultura e da arte, da ciência e da técnica, que a todos devem estar acessíveis. Não se deve esquecer o importante papel de mediação, a fim de que as resoluções nacionais e internacionais, que promovem o bem comum universal, encontrem acolhimento pelas instâncias locais e repercutam na vida cotidiana.

Nesse contexto, as legislações a nível nacional e internacional que promovam o bem comum e o respeito pela pessoa encorajam a esperança e os esforços para alcançar uma ordem social baseada na paz, fraternidade e cooperação de todos, não obstante a fase crítica que as instituições internacionais estão atravessando, empenhadas em resolver as questões cruciais de segurança e desenvolvimento para o benefício de todos. É verdade que, infelizmente, assistimos ao ressurgimento de demandas particularistas em algumas áreas do mundo, mas também é verdade que assim estamos fugindo de assumir responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. Além disso, ainda não se tornou profundo o desejo em muitos de quebrar os muros que dividem e estabelecer acordos globais, também mediante disposições legislativas e práticas administrativas que favoreçam a integração, o intercâmbio e enriquecimento recíproco. Com efeito, perspectivas de convivência pacífica entre os povos podem ser oferecidas através de orientações concertadas e prudentes para o acolhimento e integração, permitindo oportunidades de ingresso na legalidade, favorecendo o justo direito ao reagrupamento familiar, ao asilo e ao refúgio, compensando as necessárias medidas restritivas e contrastando o desprezível tráfico de pessoas. Exatamente aqui as diversas organizações de caráter internacional, em cooperação entre si e com os Estados, podem fornecer sua contribuição peculiar através do conciliar, de várias maneiras, o reconhecimento dos direitos da pessoa e o princípio da soberania nacional, com específica referência às exigências de segurança, ordem pública e controle das fronteiras.

Os direitos fundamentais da pessoa humana podem ser o ponto focal do compromisso de corresponsabilidade das instituições nacionais e internacionais. Isso, portanto, está intimamente relacionado com a "abertura à vida, que está no centro do verdadeiro desenvolvimento", como enfatizei na Encíclica Caritas in veritate (cf. n. 28), onde também fiz um apelo aos Estados a fim de que promovam políticas em favor da centralidade e integridade da família (cf. ibid., 44). Por outro lado, é evidente que a abertura à vida e os direitos da família devem ser repetidos nos diversos contextos, pois "numa sociedade em via de globalização, o bem comum e o compromisso de obtê-lo não podem assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, a comunidade dos povos e Nações" (ibid., 7). O futuro da nossa sociedade repousa sobre o encontro entre os povos, sobre o diálogo entre culturas no respeito da identidade e das legítimas diferenças. Neste cenário, a família mantém o seu papel fundamental. Por isso a Igreja, com o anúncio do Evangelho de Cristo em todo o setor da existência, leva adiante o "compromisso [...] de favorecer não somente o indivíduo migrante, mas também a sua família, lugar e recurso da cultura da vida e fator de integração de valores", como reiterei na Mensagem para o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados do ano de 2006.

Queridos irmãos e irmãs, cabe também a vós aumentar a conscientização acerca de formas de corresponsabilidade nas organizações que se dedicam ao mundo dos migrantes e itinerantes. Este setor pastoral está ligado a um fenômeno em contínua expansão e, portanto, o vosso papel deverá traduzir-se em respostas concretas de proximidade e acompanhamento pastoral das pessoas, tendo em conta as diferentes situações locais. Sobre cada um de vós invoco a luz do Espírito Santo e a proteção maternal de Nossa Senhora, renovando os meus agradecimentos pelo serviço que prestais à Igreja e à sociedade. A inspiração do Beato João Batista Scalabrini, chamado de "Pai dos migrantes" pelo Venerável João Paulo II e do qual recordamos os 105 anos de nascimento ao céu no próximo 1º de Junho, ilumine a vossa ação em favor dos migrantes e itinerantes e vos estimule a uma caridade cada vez mais atenta, que testemunhe o próprio amor infalível de Deus. De minha parte, asseguro-vos a oração, enquanto de coração vos abençoo.


Família é fundamental para futuro da sociedade, afirma Bento XVI

Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes na manhã desta sexta-feira, 28.

"O futuro da nossa sociedade repousa sobre o encontro entre os povos, sobre o diálogo entre culturas no respeito da identidade e das legítimas diferenças. Neste cenário, a família mantém o seu papel fundamental", afirmou o Papa com relação à necessidade de favorecer não somente o indivíduo migrante, mas também sua família como "lugar e recurso da cultura da vida e fator de integração de valores", disse.

O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano. A Assembleia tem como tema Pastoral da mobilidade humana hoje, no contexto da corresponsabilidade dos Estados e dos Organismos Internacionais.

O Santo Padre ressaltou que o esforço de cooperação entre os organismos internacionais e os governos deve ser incentivado, indicando que "ainda não se tornou profundo o desejo em muitos de quebrar os muros que dividem e estabelecer acordos globais, também mediante disposições legislativas e práticas administrativas que favoreçam a integração, o intercâmbio e enriquecimento recíproco".

Bento XVI destacou que a aquisição de direitos anda de mãos dadas com a aceitação de deveres, sendo que ambos não são apenas um produto social, mas "brotam da própria natureza humana, como afirma a Encíclica Pacem in Terris, do Beato Papa João XXIII".

Entre as problemáticas enfrentadas pelos migrantes e elencadas pelo Papa estão o ingresso ou expulsão forçada para o estrangeiro, a usabilidade dos bens da natureza, da cultura e da arte, da ciência e da técnica, que a todos devem estar acessíveis, de acordo com ele.

O Pontífice encerrou sua intervenção desejando que "os direitos fundamentais da pessoa humana podem ser o ponto focal do compromisso de corresponsabilidade das instituições nacionais e internacionais". Da mesma forma, lembrou aos membros do Pontifício Conselho que seu setor pastoral está ligado a um fenômeno em contínua expansão.

"Portanto, o vosso papel deverá traduzir-se em respostas concretas de proximidade e acompanhamento pastoral das pessoas, tendo em conta as diferentes situações locais", finalizou.

CNBB promove curso de comunicação e liturgia na Canção Nova

A Canção Nova sedia, entre os dias 28 e 30 de maio, o curso de “Comunicação e Liturgia: celebração do mistério das transmissões televisivas”. Trata-se de uma parceria da comunidade católica com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a fim de aprimorar a missão específica desta obra, que é evangelizar por intermédio dos meios de comunicação.

O curso está sendo ministrado pela assessora nacional de comunicação da CNBB, Irmã Elide Maria Fogolari, e terá a duração de 24 horas-aulas, conduzidas de forma teórica e prática. Cerca de 220 profissionais do Sistema Canção Nova de Comunicação estão participando desse importante momento de formação.

De acordo com os organizadores, esta iniciativa é uma grande necessidade em vista do crescimento progressivo das transmissões de Celebrações Eucarísticas e demais eventos religiosos em emissoras de rádio e canais de TV católicos. O conteúdo é embasado em documentos eclesiais e alicerçado na fundamentação teológica, pastoral e comunicativa.

O objetivo do curso é promover “o encontro, a escuta, o louvor, a ação de graças, a partilha, a comunhão e o compromisso, ajudar as mídias a envolverem os telespectadores numa profunda experiência do mistério pascal de Cristo e abordar as modalidades discursivas da TV a partir dos fundamentos teológicos e litúrgicos”.

O responsável pela Liturgia na Canção Nova, padre Donizete Ferreira, afirma que a comunidade católica sempre buscou caminhar em comunhão com a Igreja. “Colaboramos com a missão de conduzir os fiéis a uma participação ativa, conscientes no mistério da Celebração Eucarística. Este curso é mais uma oportunidade de colocarmos à disposição da Igreja todas as mídias que possuímos”, declarou.

Chipre IV: Pafos, depois de Paulo, recebe Bento XVI

Além do trabalho social desenvolvido pela Igreja Católica em Chipre, que está sob a jurisdição do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, vamos conhecer Pafos, a primeira cidade que o Papa Bento XVI vai visitar em Chipre, onde ele fará uma oração ecumênica no dia 4 de junho.

No último vídeo da série, vamos acompanhar o trabalho da comunidade católica que, em unidade com a Igreja Maronita, Grego-ortoxoda e o governo de Chipre, se prepara para receber o Papa Bento XVI.

Caí mas venci!


“A vida é como andar de bicicleta. Para manter seu equilíbrio você deve continuar em movimento”, dizia Einstein. E ao aprender a andar de bicicleta você garante alguns tombos, hematomas e torções. Mas nada se compara aquele vento no rosto que sente só quem se arrisca na ladeira.

Volte um pouco comigo em sua vida, aquele tempo de engatinhar onde você arriscava ficar em pé sozinho. Com certeza caiu muito. Se você tivesse parado no primeiro tombo? Você com certeza não estaria aqui. A queda não foi capaz de parar você! Você caminhou!

Mesmo com “rodinhas” na bicicleta, você se arriscou.

O equilíbrio no andar que aparentemente era um obstáculo se tornou a vitória!

A todo instante a vida nos traz questões, hora abertas, hora de múltiplas escolhas. Mas quem dá a resposta é você! E o sentido da vida se encontra no significado que dá a cada pergunta!

Aprendi nesta manhã que a vida está cheia de obstáculos, porém quando invisto com perseverança nestes obstáculos, eles se tornam impulso para vitória.

Minha queda não tem o poder de impedir o movimento! O sentido está em não desistir!

Qual a dor que você enfrenta? Qual sofrimento? Qual angústia aperta seu coração? Se não há como mudar a situação, deixe que a situação mude você! Diga sim a vida! Diga sim a você! Diga sim a Deus.

Apesar das adversidades, das inevitáveis misérias somos capazes de responder à vida utilizando-se da capacidade de transformar criativamente os aspectos negativos em algo positivo, construtivo. Retirar do caos o melhor que puder, esse é o nosso dever. Este é o segredo da felicidade.

Não foram as quedas e os obstáculos que me impediram de caminhar, foram eles que me impulsionaram a vencer!

No cego que foi curado por Jesus, vejo minha vida. O manto da indigência não tem a ultima palavra, a margem não foi o lugar preparado para mim. As vozes querendo me calar não foram capazes de silenciar minha sede de felicidade! Eis o meu grito:

“Jesus Filho de Davi tem piedade de mim”.

Mesmo caído, não sou a queda, não sou o erro!

Hoje quero dizer a você, o obstáculo que enfrenta ou a multidão que te sufoca não são pontos finais em sua vida e sim pontos de interrogação. É a vida te perguntando: Vai parar aqui? E Deus coloca um ponto de exclamação e diz: “Você foi criado para ser feliz!”. O travessão que precisa dar é a resposta que a vida espera!

Você nasceu para ser feliz!

Adriano Gonçalves

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mantenhamos o Espírito na realidade

A humanidade deu mais um passo para o futuro. Neste mês de maio/2010 a equipe de Craig Venter deu publicidade a um trabalho científico, pelo qual conseguiu elaborar a primeira bactéria capaz de viver com um DNA montado em laboratório. Foi um passo notável para a insaciável mente humana, em busca permanente dos “porquês” e dos “comos”. Passados os primeiros momentos de estupor, já é possível fazer uma avaliação mais realista.

  1. Trata-se de uma façanha da inteligência humana, cumprindo o imenso desafio do Gênesis: “Dominai a terra” (Gen 1, 28). Portanto, nada a temer. A humanidade está fazendo a lição de casa.
  2. O cientista chefe não é nenhum desconhecido no mundo da ciência. Quando da decifração do genoma humano, com uma verba dez vezes menor, em caráter não-oficial, conseguiu bater a equipe do governo, chegando aos resultados esperados bem antes.
  3. Quem achava que os americanos estavam saindo da cena científica, devido à crise econômica, precisam rever seus conceitos. Temos aqui um novo candidato ao prêmio Nobel. (No Brasil, em um dia qualquer, ainda vamos ter esse prêmio).
  4. O fabuloso feito, contudo, não chega a criar vida a partir dos seres inanimados. Aproveita-se de uma bactéria pré-existente, na qual se substituiu o DNA original, por um que foi planejado em laboratório. É o aperfeiçoamento, em outra dimensão – numa comparação pobre – do enxerto. Numa cepa de laranjeira silvestre (cavalo), se pode sobrepor uma segunda espécie de laranja, cujo resultado será da qualidade desejada pelo ser humano.
  5. A experiência assim mesmo é fantástica, pois admite bilhões de possibilidades. Desde os usos mais nobres, até a síntese de bactérias da maldade. Pode virar uma guerra, ou pode virar a salvação da vida humana. Espero que se faça uma nova declaração da ONU, sobre os Direitos Humanos. Desta vez encarando os limites das experiências científicas.
  6. Não sei se um dia a ciência terá o poder de “criar” vida, e imitar o Onipotente. O fato é que antes disso precisa pelo menos desvendar o que é a matéria escura, e como curar a calvície.

Dom Aloísio Roque Oppermann

Renovar a Face da Terra

Cristo Jesus, tendo subido aos céus, enviou o seu Espírito Santo para renovar a face da terra. O cristão é chamado a testemunhar no mundo a força renovadora do amor que vem do sacrifício de Cristo na cruz.

Neste domingo celebramos a festa de Pentecostes. Recordamos a descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, reunidos no cenáculo; a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém; a formação da primeira comunidade cristã; o nascimento da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O protagonista escondido de tudo isso é o Espírito Santo. Ele operou outrora e continua operando hoje na sua Igreja. E se lhe damos espaço, intervém com eficácia também em nossa vida. Talvez até agora tenhamos descuidado da presença do Espírito em nós, os seus convites para operar o bem.

Notamos algo de curioso nas três leituras da missa deste domingo. Normalmente, a mais importante é a do evangelho que apresenta Jesus operando no meio dos homens. Nos últimos domingos a importância está na primeira leitura, tomada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas. Este livro nos conta a vida dos discípulos depois da ressurreição do Senhor, a história da Igreja em seus inícios. Nesse livro encontramos o relato por extenso de Pentecostes, acontecimento que dá origem à festa de hoje.

Pentecostes significa qüinquagésimo dia. Cinqüenta dias depois da Páscoa, os apóstolos com a Mãe de Deus recolheram-se no Cenáculo, a grande sala na qual o Senhor tinha celebrado a última ceia. Eles continuavam a recolher-se ali, depois da ascensão do Senhor, e sobre eles veio descer o Espírito Santo. Nesse dia tem início a história da Igreja no mundo. E, portanto começa também a história dos cristãos.

Desse acontecimento, o trecho do Evangelho nos apresenta somente uma antecipação: narra como Jesus prometeu aos apóstolos o dom do Espírito Santo, e lhes assegurou que nele haveriam de encontrar conforto, e dele receberiam tudo que deveriam conhecer para a sua missão. Era a tarde da Quinta feira Santa, depois da última ceia, durante o longo e comovente discurso de adeus de Jesus aos apóstolos. Vivendo perto de Jesus tinham percebido nele a presença do divino.

Pedro um dia tinha concluído também em nome dos outros: “Tu és o Filho de Deus, tu tens palavras de vida eterna.” Sentiam-se amados por Jesus, e o amavam também. Para segui-lo tinham abandonado casa, família, profissão, tudo. Mas Jesus lhes tinha advertido que um dia os deixaria. Daí o seu desencorajamento, sua desilusão. Por isso a promessa de Jesus: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre”.

A palavra usada por Jesus foi Paráclito que significa Consolador e também Advogado, para que nas circunstâncias difíceis lhes sugerisse o que dizer diante dos homens e ainda nos tribunais.

Mas tudo isso se desenrolou na “Quinta Feira Santa”, no recolhimento da Última Ceia, na forma privada.

Ao invés, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo se fez presente de forma sensível, manifesta, clamorosa, com sinais vistosos e surpreendentes. São Lucas fala de “um trovão, um vento impetuoso”. Fala de “línguas como de fogo, que pousavam sobre Maria e os apóstolos”.

Os apóstolos compreenderam bem aqueles sinais, acolheram o Espírito Santo, sentiram-se transformados interiormente, venceram todo o medo. Antes estavam escondidos no Cenáculo. Agora saem fora ao descoberto, falam em público e anunciam a todos o Evangelho.

Assim nasceu a Igreja, como realidade histórica que se radica nas cidades, nas nações e nos continentes, que percorre os séculos e os milênios. Uma experiência de homens em diálogo com Deus, que desde dois mil anos atravessa a história.

O protagonista é o Espírito de Jesus; protagonista na história da humanidade e na pequena história de cada um de nós. Do Espírito de Deus “está plena a terra”, desde a criação, a Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria, no perdão dos pecados, e no testemunho cristão. Um sentido de amor para a vida e aos irmãos que nasce do Espírito e nos faz imitadores de Cristo.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Pesquisar este blog