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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Milagres de Jesus Eucarístico

Milagres de Jesus Eucarístico

Professor Felipe Aquino
Foto: Sávio Gabatel

Estamos aqui hoje para celebrar a festa litúrgica de Corpus Christi, também conhecida antigamente como “Corpus Domini” (Corpo do Senhor).

Algum tempo atrás, eu li uma coleção de 5 livros de São Pedro Julião Eymard. E a partir dessa leitura eu fiquei tão encantado que publiquei um livro a respeito. Esse santo francês nos ajuda a entendermos o lindo mistério da Eucaristia.

Hoje a Igreja nos convida para parar, no meio da semana, numa quinta-feira, dia da instituição da Sagrada Eucaristia, a fim de adorarmos a Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Mas algumas coisas estranhas andam acontecendo: recebi e-mail de duas pessoas dizendo que precisavam trabalhar hoje, porque a empresa havia transferido o feriado de hoje para amanhã, sexta-feira. Isso não está certo: hoje é um dia para adorarmos ao Senhor na Eucaristia. Esse é o convite para nós, feito pela Igreja, para celebrarmos a festa de hoje.

Professor Felipe explica a origem da Festa de Corpus Christi. Ouça!

Nós não precisamos dos milagres eucarísticos para acreditar [na presença real de Jesus na Eucaristia]. A nossa fé nos leva a afirmar: “Basta para nós a Palavra de Deus e a palavra da Igreja a respeito”. A Igreja jamais duvidou da presença real de Jesus na Eucaristia. São mais de dois mil anos de Celebração Eucarística. No entanto, Deus gosta de se revelar também por meio de “sinais”, como esses dos milagres eucarísticos.

Em 1970, o Papa autorizou alguns cientistas a analisarem o milagre eucarístico de Lanciano. Esses estudiosos chegaram a algumas conclusões: a Carne e o Sangue encontrados no milagre eucarístico de Lanciano são Carne e Sangue humanos. A Carne é do tecido muscular do coração, do miocárdio (e isso nos diz muito, pois estamos para celebrar a festa do Sagrado Coração de Jesus dentro de alguns dias). O Sangue encontrado é do tipo “AB”, muito comum entre o povo judeu; e é compatível com o Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim, ou seja, é o mesmo Sangue. E a Carne e o Sangue são de uma Pessoa “viva”, isto é, que vive atualmente; e o Sangue é como se tivesse sido retirado de alguém vivo naquele momento. E esse milagre aconteceu há mais de 1.300 anos! E a amostra de Sangue examinada é semelhante a de uma amostra retirada de alguém vivo hoje e não de alguém que morreu por volta do ano 700! Que coisa maravilhosa!

Deus não é para ser entendido, é para ser adorado!
Foto: Sávio Gabatel
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Ao final do relatório conclusivo os cientistas escreveram: “E o Verbo se fez carne!” Muitos não se aproximam da Eucaristia por ceticismo. Algumas pessoas insistem em não acreditar na Eucaristia, pensando: “Como pode este pedacinho de pão ser Deus?”. Essas pessoas esquecem que se Deus só fizesse o que é possível, Ele não seria Deus! Ele é Deus exatamente porque somente Ele pode realizar o impossível.

Certa vez, Santo Agostinho caminhava pela praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade. Então ele encontrou um menino cavando na areia e tentando colocar a água do mar dentro do buraco. Ele perguntou ao garoto o que ele estava fazendo. E este respondeu que estava tentando colocar o mar dentro daquele buraquinho. Santo Agostinho respondeu-lhe que o mar não cabia dentro daquele buraco e recebeu como resposta do garoto: “É mais fácil eu colocar o mar aqui dentro deste buraco do que você tentar colocar o mistério da Santíssima Trindade dentro da sua cabeça!”. E o grande santo da Igreja desistiu da ideia de “entender” a Deus.

Meus irmãos, Deus não é para ser entendido, é para ser adorado! Nós não conseguimos entender ao Todo-poderoso. Mas saiba que o mais importante para nós é adorá-Lo!

No capítulo seis do Evangelho de São João, encontramos a narração do discurso de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o Pão da Vida. É um capítulo longo, mais de setenta versículos e começa com o milagre da multiplicação dos pães. Hoje em dia, existe uma corrente liberal em nosso meio que nega esse milagre [da multiplicação dos pães]. Fala-se sempre em “partilha”. Dessa forma, tenta-se esvaziar o milagre de Jesus. Não foi simplesmente uma partilha, na qual cada um foi repartindo o que possuía. Eu pergunto: “E quanto aos doze cestos que sobraram?” Entenda que não havia pão ali; se houvesse pão, os discípulos não teriam dito a Jesus que tinham somente cinco pães e dois peixinhos. Criar é tirar do nada, é não usar matéria-prima. Cristo matou a fome daquela multidão ao mostrar a Sua divindade e tirar do nada pão para saciar a fome daquelas pessoas.

Quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo
Foto: Sávio Gabatel
Logo depois da multiplicação Jesus Cristo realiza outro milagre: Ele caminha sobre as águas. Pedro tenta caminhar sobre as águas também. Mas sente medo ao ouvir o barulho do mar agitado e do vento. Quando começa a se afogar, o apóstolo é salvo pelo Mestre, que o chama de “homem de pouca fé”. Também nós afundamos “no mar agitado da vida”, quando tiramos os olhos de Jesus e nos assustamos com o barulho ao nosso redor. Não podemos ser homens e mulheres de “pouca fé”! Depois disso, o Senhor faz o discurso sobre o Pão da Vida. E as pessoas não entendem o que Ele diz. Muitos O abandonaram ao ouvir “que tinham que comer da Sua Carne e beber do Seu Sangue para ter a vida eterna”. Pensavam que se tratava de canibalismo... E Cristo pergunta a Seus discípulos se eles queriam abandoná-Lo também.

Pedro, então, professa a sua fé no Cristo. Aqueles homens que viram o Senhor multiplicar os pães e O viram caminhar sobre as águas agora professavam a sua fé n'Ele. Com isso, o Messias nos ensina que, ao multiplicar os pães, Ele é o Senhor do pão: o pão lhe obedece! Ao andar sobre as águas, Ele nos revela que Ele tem poder de fazer o que bem entende de Seu Corpo físico.

A Hóstia Consagrada é Nosso Senhor Jesus Cristo! Entenda isso! Aquele “branco” da Hóstia é o Corpo de Nosso Senhor! “Por que Jesus se 'esconde' na Hóstia?” nós nos perguntamos. Veja: nenhum de nós pode ver a Deus como Ele o é em Sua glória, porque a nossa natureza não suportaria tamanha glória, tamanha grandeza! Daí, em Sua infinita bondade, Jesus mostra-se na Hóstia Consagrada, como Sacramento do Amor, a cada um de nós, para nos fazer companhia. Pois “Sem mim nada podeis fazer” diz Jesus. Nada, nada, podemos fazer! É necessário permanecer no Senhor. E é Ele mesmo quem nos revela: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele”. Ao comungarmos, o Senhor se torna a nossa bandeira, a força de nossa vida!

No século II, na Alexandria, no Egito, existiu um santo chamado São Cipriano. E é ele quem nos ensina que quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo. Quando você comunga saiba que, para onde você for, Jesus vai junto.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A presença real de Cristo na Eucaristia

A Igreja nunca duvidou dessa verdade

Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.

Na Última Ceia, Jesus foi muito claro: "Isto é o meu corpo". "Isto é o meu sangue" (Mt 26,26-28). Ele não falou de "símbolo", nem de "sinal", nem de "lembrança". São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma: "O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?" (1Cor 10,16).E o Apóstolo, que não estava na Última Ceia, recebeu esta certeza por revelação especial do Senhor a ele: "O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes"(1Cor 11,23-29).

Sem dúvida a Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que fosse repetido a cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos curar e nos alimentar. "A Eucaristia é 'fonte e centro de toda a vida cristã' (LG,11). Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa" (PO,5 e CIC n.1324).

O Catecismo da Igreja nos garante que "Os milagres da multiplicação dos pães... prefiguram a superabundância deste pão único da Eucaristia" (CIC, n.1335). Tudo o que foi dito até aqui está baseado principalmente nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho: "Eu sou o Pão vivo que desceu do céu... Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo... O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia... Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida."

Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do Senhor na Hóstia sagrada. Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser "pedra de tropeço" para os que não crêem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Aos próprios Apóstolos ele disse: "Também vós quereis ir embora?" (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: "Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna"(68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento. E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo:"Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?" (Jo 6,60).

Também para cada um de nós a Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé; mas, crendo na palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes. Quando Lutero pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio de Trento (1545-1563) assim se expressou: "Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exatidão, transubstanciação" (DS, 1642; CIC n.1376).

Acima de tudo é preciso recordar que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e de moral, a fim de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante há vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos duvidando do próprio Jesus.

Para auxiliar a nossa fraqueza, Deus permitiu que muitos milagres eucarísticos acontecessem entre nós: Lanciano (sec VIII), Ferrara (1171), Orvieto (1264), Offida (1273), Sena (1330 e 1730),Turim (1453), etc., que atestam ainda hoje o Corpo vivo do Senhor na Eucaristia, comprovado pela própria ciência. Há tempos, foi traçado na Europa um "mapa eucarístico", que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade deles ocorridos na Itália.

Foto Felipe Aquino

sábado, 15 de maio de 2010

Eucaristia nos ensina a ser discípulos, explica Dom Alberto

Comissão de Comunicação do CEN2010


Dom Alberto Taveira fala sobre Eucaristia e Discipulado

"A Eucaristia nos ensina a ser discípulos", disse o Arcebispo de Belém (PA), Dom Alberto Taveira Corrêa, nesta sexta-feira, 14, na sua palestra no Pavilhão do Parque da Cidade, dentro das atividades do XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN), em Brasília.

O arcebispo explicou que as características dos discípulos de Jesus é que "eles têm, como centro de sua vida, a pessoa de Jesus Cristo, têm um espírito de oração, são amantes da Palavra de Deus, praticam a confissão e participam da Eucaristia, se inserem na sociedade, são solidários no amor e têm um fervor missionário".

Mas que precisamos "aprender a lição do Altar", pois a Eucaristia é a escola de discipulado, utilizada também por Jesus. "No Evangelho de Lucas, capítulo 22, encontra-se a passagem da última ceia, onde Jesus manda preparar o lugar para a ceia (...) Eucaristia já forma discípulos quando nós descobrimos que preparamos bem as coisas da nossa fé". E destacou que "para ver a Deus é preciso a melhor cara, a melhor disposição, a melhor roupa".

Dom Alberto exortou às pessoas a nunca mais perguntarem se "é obrigado ir a Missa no domingo", pois é "uma honra, uma necessidade, um direito e não uma obrigação".

E explicou que a Eucaristia "é o bem mais precioso, o maior tesouro da Igreja", nela aprendemos que "o maior é aquele que serve (cf. Lc 22, 26)" e a dar lugar aquele que é menor. "Celebrar é também aguardar os outros, é dar a devida importância a todas as pessoas".

"Deus tem milhões de caminhos para salvar uma pessoa, mas o caminho comum passa pela preparação e participação, ativa e consciente, na Eucaristia", destacou.

E recordando uma frase dita pelo Papa Paulo VI, no Evangelli Nuntiandi, onde ele dizia que "as pessoas aprendem muito mais com as pessoas do que com o mestre, e quando aprendem com os mestres, é porque além deles serem professores são testemunhas", Dom Alberto destacou que foi isso que caracterizou a vida de Jesus e Ele nos chamou a também ser testemunhas. "Precisamos, pouco a pouco, nos imbuir de tal forma com o Evangelho, deixar que Ele encharque nosso modo de viver, para que nossas reações e respostas mostrem que somos discípulos de Jesus, em nosso modo de viver".


Programação do dia

As atividades de hoje começaram com a adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, seguida de sua palestra. Logo após, o Arcebispo de Goiânia (GO), Dom Washington Cruz, preside a Missa às 11h.

Após o almoço, o Arcebispo de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno de Assis, fará uma colocação com o tema "Eucaristia e Missão". As atividades encerram às 16h30, com a benção do Santíssimo.

O evento continua amanhã até às 13h e está aberto ao público em geral.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Papa em Portugal: "Nossa esperança tem fundamento real, é Jesus"

bentoxviportugal.pt
Bento XVI durante a Santa Missa na Esplanada do Santuário de Fátima: ''Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está conosco''

"Aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré", disse Bento XVI na homilia da Solenidade da Bem-Aventurada Virgem Maria de Fátima.



A programação começou às 9h40min (em Portugal - 5h40min em Brasília) desta quinta-feira, 13, com uma solene procissão entre a Capelinha das Aparições e a Esplanada do Santuário, trajeto que o Pontífice percorreu a bordo do papamóvel.


Às 10h (em Portugal - 6h em Brasília), o Pontífice presidiu a Santa Missa em alusão às celebrações que marcam também o 10º aniversário da Beatificação de Jacinta e Francisco Marto, bem como o 5º aniversário da morte de Irmã Lúcia e o 100º aniversário do nascimento de Jacinta. O Bispo de Leiria-Fátima, Dom Antônio Marto, acolheu o Santo Padre e introduziu a Celebração Eucarística.


"Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima. [...] Vim a Fátima porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos", disse Bento XVI ao início da homilia.


O Papa confiou os sacerdotes à proteção de Maria: "Vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que 'amo', de que a Igreja, de que os sacerdotes 'amam' Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à proteção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus".



Visão interior


O Santo Padre exclamou um grande "Sim" à certeza de que o Senhor caminha com o seu Povo, indicando como prova o lugar bendito de Fátima, que daqui a sete anos dará lugar às celebrações do centenário da primeira aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos.


"Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está conosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo".


Àqueles que, mediante a experiência mística das três crianças portuguesas, olham-nas com um pouco de inveja ou resignação por não terem visto, Bento XVI indicou que Deus pode nos alcançar através da visão interior:


"A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: 'Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?' (Mc 12, 24). As Escrituras convidam-nos a crer: 'Felizes os que acreditam sem terem visto' (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso, exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Cardeal Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior".


Nesse sentido, o Sucessor de Pedro perguntou: "Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé?", ao que indicou como resposta que "a fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo".


O Povo de Deus é abençoado por uma esperança inabalável, que se sacrifica pelos outros, mas não sacrifica os outros, afirmou.


Com relação ao sentido das aparições de Nossa Senhora em Portugal, Bento XVI disse: "Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. [...] Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade".



Saiba mais sobre a visita


Bento XVI chegou nesta terça-feira, 11, a Portugal. Lisboa é a primeira cidade a receber o Pontífice, que também visita Fátima e Porto, celebrando três missas e proferindo sete discursos, além de dirigir uma mensagem e uma saudação aos fiéis portugueses. Nesta 15ª viagem apostólica de seu Pontificado, o Papa vai centrar as suas intervenções em três eixos fundamentais: a cultura, a ação social e a vida da Igreja em Portugal.


No entanto, um dos principais motivos para esta viagem é a celebração do décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, reafirmado pelo próprio Bento XVI no último domingo, 9, durante a saudação inicial da oração Regina Coeli. Neste ano, o País anfitrião também celebra os 100 anos da Proclamação da República.


O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio), no Encontro com o Mundo da Cultura (dia 12), na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima (dia 13).


Terceiro Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI esteve, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estreitamente ligado às Aparições, estudando profundamente a Mensagem de Fátima, além de ter presidido às cerimônias do 13 de Maio em 1996. Foi o autor do comentário teológico sobre a Terceira Parte do Segredo de Fátima, revelado precisamente em 2000, quando João Paulo II se deslocou pela terceira e última vez a Portugal.


A maioria das viagens de Bento XVI foi realizada na Europa: quatro em países que fazem fronteira com a sua Alemanha natal - Polônia (2006), Áustria (2007), França (2008) e República Checa (2009) -, outras duas viagens a solo germânico (2005 e 2006), Espanha (2006), Turquia (2006) e Malta (2010).


Ainda neste ano, o Papa fará mais três viagens em território europeu: Chipre, Reino Unido e Espanha.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homilia Diária: Será que Conhecemos Jesus Cristo?



“Felipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces”? Esta resposta de Jesus a Felipe nos questiona. Aliás, neste dia em que celebramos a Festa de São Felipe e São Tiago, cabe-nos esta pergunta: será que conhecemos a Jesus Cristo? Conhecimento como fruto de uma experiência e não, simplesmente, como fruto de um estudo intelectual, por mais importante que este seja! Do conhecimento de Cristo Jesus subentende-se o “conhecimento” do Pai.

Na plenitude dos tempos, quis o Pai dar-se a conhecer a todos, sem exceção, com o intuito de fazer comunhão e aliança com a humanidade e resgatá-la. Para isso, quis fazer-se Homem, assumindo a nossa humanidade em tudo, exceto o pecado. Para isso toda a Santíssima Trindade concorreu, pois o que não é assumido não pode ser redimido. O Pai envia o Filho; o Filho se deixa enviar e cumpre tudo em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Esta maravilha toda para quê? Para que pudéssemos ter vida na Santíssima Trindade.

O Filho age na força e no poder do Espírito e cumpre a missão, revelando o Pai a toda a criatura, fazendo cada uma se tornar filho/filha de Deus.

Porque o Filho revela o Pai, o Filho sendo um com o Pai, torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida. Como deparamos com pessoas totalmente perdidas, vivendo mergulhadas num mundo de ilusão e mentira e, consequentemente, desiludidas, desanimadas da vida! Isso, infelizmente, é óbvio, pois o caminho, a verdade e a vida, não se descobre em Jesus: Ele, por excelência, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É muito mais que mostrar e indicar: é Ele próprio.

Nós precisamos, urgentemente, entender que nunca haverá caminho certo para nós, nunca teremos vida e nunca estaremos na verdade se quisermos andar sem Cristo, sem Sua Palavra. É impossível! Ele nos revela o Pai; logo, nos revela – sendo Ele mesmo – o Caminho, a Verdade e a Vida.

“Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe”? A pergunta de Jesus Cristo é forte. Felipe, hoje, tem sobrenome. Sim! Qual o seu nome, meu irmão, minha irmã? Seu nome, meu nome, é o sobrenome de Felipe. Para dizer que esta pergunta de Jesus é feita diretamente para cada um de nós: “Há quanto tempo estou contigo e não me conheces?” Se conhecêssemos, eu e você, nossa vida, nossa família, nossa sociedade, nosso mundo, tudo seria bem diferente; seriam bem menos egoístas, mentirosos, desumanos.

Quem verdadeiramente conhece a Jesus, não consegue mais ter certas atitudes que muitos ainda têm, como por exemplo, pensar numa possível aprovação teste “Plano Nacional de Direitos Humanos”, que nosso Governo estava pensando em implantar. Disparate!

Celebrar a Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago é celebrar a certeza da presença de um Deus, que é Pai e está presente: primeiro em Jesus, que O revela por excelência, depois nos apóstolos que transmitem esta revelação até nós, por meio da Igreja. Convençamo-nos, irmãos e irmãs: o Caminho, a Verdade e a Vida/Felicidade só são possíveis em uma Pessoa: Jesus Cristo, que se encontra vivo e ressuscitado. Fora d’Ele só há uma certeza: perdição, mentira e morte.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

domingo, 25 de abril de 2010

Ser discípulo de Jesus significa estar com o Mestre,diz Pe. Jonas

Renan Félix / Canção Nova
Ser discípulo de Jesus significa estar junto do Mestre, afirma Padre Jonas
O Fundador da Comunidade Canção Nova, Padre Jonas Abib, esteve presente na manhã desta quinta-feira, 24, na V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, que acontece em Aparecida (SP) desde o dia 13. Em entrevista o sacerdote fala da importância da Conferência para a Igreja e também testemunha sua experiência de discípulo e missionário de Jesus Cristo.

Sobre o tema da V Conferência: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos tenham Nele a vida”

No começo do ano passado nós fomos convidados pelo Pontifício Conselho para os leigos para participar de um congresso sobre esse tema lá em Bogotá, onde está justamente a sede do CELAM. Primeiro que foi maravilhoso, segundo, que em meu coração explodiu. Estava junto com Dom Alberto e nós o tempo todo estávamos nos entreolhando e manifestávamos com os olhos e sorrisos a nossa alegria em ver como os participantes estavam aprofundando aquele tema. Porque há quanto tempo nós desejávamos que um tema assim fosse tratado pelo CELAM e ali estávamos fazendo uma apresentação das Novas Comunidades e dos movimentos a respeito disso. E agora esta V Conferência tratando diretamente deste assunto.


Ser discípulo e missionário de Jesus

É só olhar para minha cara, me acompanhar naquilo que eu faço, para perceber que graças a Deus sou discípulo e não paro de ser discípulo e quero ser discípulo até o final da minha vida. E por isso eu sou missionário, com 70 anos. Desculpa a referência, mas o povo diz: “a gente não acredita que o senhor tem 70 anos”. E hoje estou dizendo, mas o Papa tem 80! E nós vimos a agilidade, dinamismo, disposição física do Papa aqui no Brasil porque eu acredito que o Papa, como Pedro, continua sendo discípulo de Jesus.

Ser discípulo de Jesus significa estar junto do Mestre, andar com o Mestre, caminhar com o Mestre, escutar, ver e perceber o procedimento do Mestre. Os apóstolos puderam fazer isso, nós não podemos ficar vendo a atitude do Mestre, mas através das escrituras, dos Evangelhos principalmente, e as referências das cartas, a gente percebe o jeitinho que era o Mestre Jesus. Vamos conformando com isso, mas não é esse se conformar brasileiro, eu me conformo, acomodação. Não! É o original da palavra, tomar a forma do Mestre. Tem sido duro, porque o meu “gesso” é meio duro para pegar as feições do Mestre, mas eu fico admirado de quando as pessoas me dizem: “padre o senhor passa uma paz, uma alegria”. Algumas chegam a dizer: “na sua presença, a gente sente uma presença diferente, é como se Jesus estivesse com o senhor”. Eu me alegro porque esse é o meu dever, e é o dever de todo cristão, de tal maneira ir se parecendo com o Mestre porque convive com o Mestre. Eu não deixo as minhas missões, nem deixo as minhas Missas e mesmo que eu tenha pouco tempo para celebrar a Missa eu capricho. Faço questão de não perder minha adoração, não deixo de estar estudando a Bíblia, claro, entendendo que esse estudo não é apenas intelectual, mas eu tento penetrar na Bíblia. É por isso que eu tenho uma estante só de Bíblias nas várias traduções. Não só as várias traduções em português, mas tenho também umas Bíblias muito especiais em outras línguas, até mesmo uma Bíblia em hebraico e aramaico para tentar ir conferindo e vendo como Jesus era pra eu entra numa luta continua ser como Jesus.


Proposta da V Conferência

A V Conferência está propondo como Igreja, o testemunho de pessoas que cumpram a palavra de Deus. Eu vejo que esse propondo é uma palavra de ordem, nós Igreja temos que aprender a ser disciplinados. Temos que ser disciplinados e assim tomar esse acontecimento da V Conferência não só como uma simples proposta, mas como uma palavra de ordem na Igreja, e palavra de ordem da Igreja é sermos discípulos para sermos missionários, para que então, os povos da América possam ter vida, vida em abundância.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Jesus aponta o caminho da comunidade

Imagem de Destaque
Saibamos compreender que precisamos lutar pela unidade de fé

Pedro negou Jesus três vezes, três vezes ele havia sido levado a professar o seu amor e três vezes o Cristo ressuscitado apareceu a ele. Tudo isso aconteceu para reforçar a missão que ele deveria abraçar, pois Jesus confere a ele o cuidado supremo do rebanho. Este pastoreio deve assemelhar-se ao de Cristo, que entregou a vida pelas Suas ovelhas. Cristo escolheu Pedro para assumir Seu lugar de Pastor.

O amor é sempre uma mensagem universal que pode atingir todas as culturas, raças e ideologias, pois é a aplicação mais profunda do homem, que o capacita a tornar-se testemunha de Deus.

As comunidades cristãs, quando não assumem o projeto de Jesus, entram em crise interna e externamente não conseguem sentir a força do Espírito de Jesus, que as anima e se esforçam inutilmente na missão que procuram desenvolver. Contudo, as comunidades que procuram praticar a vontade de Deus não se importam com os sofrimentos e torturas. Pelo contrário, sentem-se felizes em poder partilhar a mesma sorte de Cristo.

Entretanto, corremos sempre o risco de perder as forças e a identidade. É aí que a certeza de que Jesus Cristo é o Senhor da história gera novas esperanças e impulsiona a ação.

O amor que Jesus exige é uma experiência nova, diferente e única. Trata-se da presença de Cristo ressuscitado, que atua por meio do serviço aos homens e ao mundo, tendo em vista a unidade.

Essa dinâmica, criada pelo Senhor para os apóstolos e para todos nós, permite entender que o amor significa seguir a Cristo, possibilitando a distinção entre o que há de autêntico e falso na vida.

Que todos nós fiéis católicos saibamos compreender que precisamos lutar pela unidade de fé e, realizando o amor, nos dediquemos à iniciativa de servir. Servir dentro da família, servir na comunidade, servir a todos na construção de um mundo melhor, sem preconceitos, mas com aceitação das dificuldades do pecador para que ele seja recuperado com caridade e decência, para viver no seguimento de Jesus.

Que Deus nos ajude nesse bom propósito!

Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Papa a jovens de Malta: Encontro com Jesus é experiência de amor



Papa e jovens de Malta na chegada ao porto de Valletta
"Cada encontro pessoal com Jesus é uma experiência avassaladora de amor", disse Bento XVI durante o encontro com os jovens de Malta na tarde deste domingo, 18.


O Papa indicou o exemplo de São Paulo como a conversão que leva a se tornar discípulo e ter "o desejo ardente de levar o anúncio desse amor até os confins da terra".


À possível pergunta de que, tendo São Paulo sido severo em seus escritos, como poderia se afirmar que difundiu uma mensagem de amor, Bento XVI ofereceu a seguinte resposta:


"Deus ama cada um de nós com uma profundidade e intensidade que nem sequer podemos imaginar. Ele nos conhece intimamente, conhece cada uma das nossas capacidades e cada um de nossos erros. Posto que nos ama tanto, deseja purificar-nos de nossos erros e fortalecer nossas virtudes, de maneira que possamos ter vida em abundância. Ainda que nos chame a atenção quando há algo em nossa vida que lhe desegrada, Deus não nos rejeita; antes, nos pede para mudar e sermos mais perfeitos. Isso é o que pediu a São Paulo no caminho de Damasco. Deus não rejeita ninguém, e a Igreja tampouco rejeita ninguém. Mais ainda, em seu grande amor, Deus nos desafia a cada um para que mudemos e sejamos melhores".


A seguir, o Santo Padre repetiu insistentemente: "Não tenhais medo". Frente às oposições encontradas à mensagem do Evangelho, em meio a culturas que promovem ideias e valores diversos dos vividos e pregados por Cristo, é preciso não se deixar abater.


"Às vezes, essas ideias são apresentadas com um grande poder de persuasão, reforçadas pelos media e pelas pressões sociais de grupos hostis à fé cristã. Quando se é jovem e impressionável, é fácil sofrer a influência de outros para que aceitemos ideias e valores que sabemos não serem os que o Senhor quer realmente para nós. Por isso, repito: Não tenhais medo; antes, alegrai-vos do amor que Ele tem por vós; confiai-vos a Ele, respondei ao seu convite a ser seus discípulos, encontrai alimento e ajuda espiritual nos sacramentos da Igreja".


O Papa também disse que, no contexto da sociedade europeia, "os valores evangélicos estão chegando a ser de novo uma contracultura, como acontecia nos tempos de São Paulo".


Por fim, destacou que todo o cristão deve levar a mensagem do Evangelho a todos. "Deus ama a cada pessoa deste mundo, mais ainda, ama a cada pessoa de todas as épocas da história do mundo. Na morte e ressurreição de Jesus, que se faz presente cada vez que celebramos a Missa, Ele oferece a todos a vida em abundância. Como cristãos, somos chamados a manifestar o amor de Deus que inclui a todos. [...] Não tenhais medo de ser amigos íntimos de Cristo".



Itinerário


o Santo Padre Bento XVI deslocou-se de papamóvel para o cais do porto de Kalkara, de onde transferiu-se de barco para o grande Porto de La Valletta, antes da despedida na Nunciatura Apostólica, em Rabat.


O barco do Papa, no qual também se encontrava uma representação de jovens, foi escoltado por uma frota de pequenos barcos típicos das ilhas maltesas.


Após o desembarque, o Santo Padre dirigu-se ao palco para o encontro com os jovens, que começou às 17h15min (hora local), com a saudação do Bispo de Gozo, Dom Mario Grech. Ao final do momento de cantos, leituras e testemunhos dos jovens, o Papa pronunciou seu discurso.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

É preciso testemunhar o amor misericordioso de Jesus, diz Papa


Rádio Vaticano


''Hoje existe a necessidade urgente de um anúncio e de um testemunho da verdade e do Amor''
Centenas de fiéis participaram neste domingo, 11, da oração mariana dominical do Regina Coeli junto com o Papa Bento XVI, em sua residência de Castel Gandolfo. O pátio ficou pequeno para acolher a multidão de fiéis que com bandas musicais, coros e faixas coloridas alegraram o encontro com o Santo Padre.

Em seu breve discurso, Bento XVI frisou que neste II Domingo de Páscoa, em que se celebra a Divina Misericórdia, “testemunhá-la torna Jesus ainda mais familiar”.
.: Bento XVI canta o Regina Caeli

O Papa explicou que depois da Ressurreição, Jesus não se limitou a visitar seus discípulos, mas foi além, para que todos recebessem o dom da paz e da vida com o ‘Sopro criador’. Bento XVI encorajou os sacerdotes para que, “iluminados por esta palavra, sigam o exemplo do Santo Cura D’Ars”, padre francês morto no século XIX e santificado por suas qualidades morais e de fé. “Ele soube transformar os corações e as vidas de tantas pessoas, conseguindo fazê-las perceber o amor misericordioso do Senhor”, completou.

Para Bento XVI, “hoje existe a necessidade urgente de um anúncio e de um testemunho da verdade e do Amor como aqueles. Só assim, será mais familiar e próximo Aquele que nossos olhos não viram, mas de cuja infinita misericórdia temos absoluta certeza”, disse.

A este respeito, o Santo Padre recordou que ao canonizar Irmã Maria Faustina Kowalska, em 30 de abril de 2000, João Paulo II dedicou este domingo à Divina Misericórdia; e saudou de modo especial os peregrinos que vieram a Roma especialmente para esta ocasião.

Acidente aéreo na Polônia

Após rezar a oração mariana, o Papa recordou a tragédia que comoveu a Polônia neste sábado, com a morte do Presidente, Lech Kaczynski, em um acidente aéreo. O Pontífice voltou a expressar a sua ‘profunda dor’ pela catástrofe que deixou 96 mortos, dentre os quais vários expoentes do Estado polonês.

“Ao expressar meu profundo pesar, asseguro de coração a minha oração de sufrágio pelas vítimas e de apoio para a amada nação polonesa”. Também em polonês, o Pontífice se dirigiu aos fiéis da Polônia presentes no pátio de Castel Gandolfo:

“Com profunda dor, recebi a notícia da trágica morte do Sr. Lech Kaczynski, presidente da Polônia, sua esposa e a comitiva que os acompanhava. Morreram em viagem para Katyn, local do suplício de milhares de oficiais militares poloneses, setenta anos atrás. Confio todos ao misericordioso Senhor da vida, unindo-me aos peregrinos que estão reunidos no Santuário de Lagiewniki e a todos os devotos da misericórdia de Deus no mundo inteiro”.

Santo Sudário

Em seguida, o Papa se referiu à exposição pública do Santo Sudário, que começou ontem na cidade de Turim, no norte da Itália, até o próximo dia 23 de maio, e que ele também visitará no próximo dia 2 de maio.

“Alegro-me por este acontecimento, que uma vez mais atrai um grande movimento de peregrinos, além de suscitar novos estudos e reflexões e evocar o mistério do sofrimento de Cristo. Espero que este ato de veneração ajude todos a procurar o rosto de Deus”.

E encerrou concedendo a todos sua benção apostólica.

sábado, 10 de abril de 2010

Conheça mais sobre a devoção à Divina Misericórdia

Neste domingo, 11, a Igreja celebra o Dia da Misericórdia em todo o mundo. São várias manifestações da misericórdia de Deus na vida dos cristãos. Neste dia, a Igreja convida os fiéis a viverem o perdão e o amor de Deus.

Assista à reportagem




“À noite quando estava em meu quarto percebi a presença do Senhor Jesus”. Esse é um relato feito em 1931 por irmã Faustina, uma humilde camponesa da Polônia. De acordo com a história, Jesus apareceu para ela vestindo uma túnica branca de onde saiam raios de luz. A imagem foi fielmente reproduzida pela religiosa e se tornou símbolo da misericórdia de Deus com os pecadores.



Propagar seu amor e sua misericórdia é uma vontade de Jesus relatada a Faustina. Por isso, o Papa João Paulo II instituiu uma das datas mais importantes do calendário da Igreja Católica: a festa da Divina Misericórdia de Jesus, comemorada no segundo domingo da Páscoa e que passou se a chamar Domingo da Divina Misericórdia.



O Domingo da Misericórdia é especialmente dedicado ao arrependimento dos fiéis e à indulgência plenária (LINK), perdão máximo concedido pela Igreja. Na aparição, Jesus teria dito à irmã Faustina que as pessoas deveriam ir até Ele, mesmo sendo pecadoras.



Esse domingo é a festa de devoção católica que mais cresce. A Canção Nova se preparou durante um mês para receber cerca de 30 mil fieis nos dois dias de festa.



Segundo o organizador do evento, Robson Luís, a data é uma oportunidade do visitante renovar a fé em Deus.



Para vivenciar o período da misericórdia de Deus, a orientação é que o fiel se prepare de forma específica para o período. Uma confissão bem feita, a comunhão e muita oração, fazem parte do caminho que o fiel deve percorrer para atingir o que Jesus desejou na visão: que sua misericórdia seja refúgio e abrigo para as almas.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Jesus é o maior tesouro", diz Cardeal Bertone em visita ao Chile


O presidente chileno Sebastián Piñera e o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone
O secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Tarcisio Bertone, encontrou-se com o presidente chileno Sebastián Piñera nesta quarta-feira, 7.


Após o encontro, Bertone destacou a unidade do país para enfrentar os efeitos do recente terremoto e a vontade de celebrar os 200 anos de independência em conformidade com a "alma do Chile". O Cardeal está em visita ao país desde terça-feira, 6.





"Expressei ao senhor presidente a aprovação do Santo Padre pelos passos corajosos de unidade que todos os setores da sociedade chilena têm feito para superar, como um só corpo, as graves consequências do terremoto e do maremoto", disse o secretário de Estado após o encontro com Piñera na sede do governo, o Palácio La Moneda.


No contexto de emergência que vive o país, o secretário transmitiu a disponibilidade da Igreja Católica, através da Cáritas, para consolar aqueles que sofrem não somente com ajuda material, mas também com escuta e oração. Da mesma forma, se mortrou agradecido pela preocupação do governo pelos prejuízos sofridos também pela Igreja, em seus templos, escolas, lares e instituições de caridade. "Estamos certos de que a generosidade de todos garantirá que o Chile levante habitações para as famílias desabrigadas e, do mesmo modo, também reconstruir juntos a casa de todos, a mesa de todsos, o lugar comum que congrega a comunidade em torno de Cristo, o Senhor ressuscitado".



"Alma do Chile"


A visita do Cardeal Bertone é fruto de um convite formal por ocasião do bicentenário do país. Sobre esta comemoração, o purpurado assinalou: "Sem dúvida alguma será uma oportunidade preciosa de destacar os valores fundamentais deste país e seu povo. Muitos deles tornaram-se evidentes neste momento de dor. Os mais típicos da identidade chilena, o que o Cardeal Raúl Silva Henríquez chamou de 'alma do Chile', será a base que convoque, no aniversário da independência, o renovar do compromisso em fazer deste país uma terra cada vez mais justa, fraterna e solidária".


Bertone acrescentou: "Os bispos do Chile indicaram que o maior dom que a Igreja pode oferecer ao seu país no bicentenário é Jesus Cristo e seu Evangelho. Certamente ele é o nosso maior tesouro. A vida que Ele nos oferece é um caminho seguro para chegar, como sociedade, a um bom porto, a dias melhores para as gerações futuras".


O Cardeal concluiu sua intervenção desejando que a Virgem do Carmo acompanhe as autoridades e a todos os construtores da sociedade "neste momento tão significativo de sua história".



Convite ao Santo Padre


Por sua vez, o presidente Sebastián Piñera agradeceu a visita do Cardeal Tarcisio Bertone e, em sua pessoa, agradeceu "a ajuda que a Igreja Católica nos ofereceu nestes tempos de adversidade e tragédia. [...] Quero agradecer pessoalmente ao Santo Padre por sua preocupação por nosso país, que se manifestou na oração do Angelus, na bênção Urbi et Orbe".


Posteriormente, o mandatário anunciou o convite oficial para que o Santo Padre visite o país quando sua saúde e agenda o permitam. Mediante o convite, Bertone comentou que a visita não seria antes de 2012, "se Deus concede ao Santo Padre uma boa saúde, como agora".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vida do cristão deve ser espelho do próprio Jesus, afirma Bento XVI


Bento XVI fala aos peregrinos no Vaticano: ''A Páscoa de Cristo é o ato supremo e insuperável do poder de Deus''
A Ressurreição é o acontecimento que dá sentido à fé cristã e faz surgir a vida nova que deve resplandecer em todo o fiel, ensinou Bento XVI durante a Catequese desta quarta-feira, 7, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

.: OUÇA a Catequese do Papa (em italiano)


"Seremos verdadeiras e completas testemunhas de Jesus ressuscitado quando deixarmos transparecer em nós a maravilha do seu amor; quando em nossas palavras e, ainda mais, em nossos gestos, em plena coerência com o Evangelho, se poderá reconhecer a voz e a mão do próprio Jesus".

O Santo Padre destacou que a Ressurreição é a "boa notícia" por excelência que, embora ultrapasse a compreensão humana, é também um fato histórico.

"A Páscoa de Cristo é o ato supremo e insuperável do poder de Deus. É um evento absolutamente extraordinário, o fruto mais bonito e maduro do 'mistério de Deus'. [...] É o conteúdo central no qual cremos e o motivo principal por que acreditamos".

Exatamente por isso, todo o fiel é chamado ser testemunha no processo de transmissão constante e fiel do anúncio desse acontecimento. "A boa notícia da Páscoa, portanto, requer o trabalho de testemunhas entusiastas e corajosas. Todo o discípulo de Cristo, também cada um de nós, é chamado a ser testemunha. É esse o preciso, desafiador e emocionante mandato do Senhor Ressuscitado", salientou.

O Pontífice concluiu sua reflexão destacando que todos devem estar "confiantes de que o Senhor, hoje como ontem, trabalha em conjunto com suas testemunhas".

"Para toda a parte, portanto, o Senhor nos envia como suas testemunhas. Mas o podemos ser apenas a partir e em referência contínua à experiência pascal", encerrou, pedindo a intercessão da Virgem Maria para que todos desfrutem plenamente da alegria pascal.


Descanso

O Papa fez uma pausa no período de descanso na residência pontifícia de Castel Gandolfo - a pouco mais de 20 quilômetros de Roma - para se reunir com os fiéis provenientes de vários lugares do mundo em virtude da tradicional Catequese.

O Santo Padre fez o trajeto entre as duas cidades de helicóptero e, ao término da Catequese, retornou para a cidade do interior da Itália, em que se encontra desde a tarde do Domingo de Páscoa, 4, após a intensa programação da Semana Santa.

Jesus Cristo existiu ou foi um mito?

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Um mito não chegaria ao século XXI com mais de um bilhão de adeptos

Conta-se que certa vez um soldado de Napoleão Bonaparte, empolgado com as conquistas do grande imperador da França, lhe disse:

- Imperador, pode fundar a nossa religião e a nossa igreja. Estamos prontos a seguir Sua majestade.

Ao que Napoleão lhe teria respondido: - Filho, para alguém inaugurar uma religião e fundar um igreja, precisa de duas coisas: primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar ao terceiro dia. A primeira eu não quero e a segunda eu não posso; então, para com esta estória de fundar uma igreja e uma religião.

O que mais me impressiona nesta narração, que ouvi de um professor universitário de História, é que Napoleão não era bom católico, tanto assim que foi o primeiro imperador a não aceitar ser coroado pelo Papa, quando este era o costume da época, e mais: mandou prender o Papa Pio VI, e depois, o Papa Pio VII, quando este não quis concordar com o divórcio do seu irmão Jerônimo. No entanto, Napoleão sabia que só Jesus tinha credenciais divinas para fundar uma Igreja.

A Igreja Católica é a única que foi fundada expressa e diretamente por Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, Deus verdadeiro. Isso é o que faz dela a única Igreja autêntica. As outras são invenções dos homens.

Mas muitos perguntam: será que Jesus Cristo é mesmo Deus? Será que Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo?

Vamos responder a cada uma dessas perguntas. Comecemos pela existência histórica de Jesus Cristo.

Além dos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo, garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja autenticidade já foi confirmada pelos historiadores, falam de Jesus. Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Nosso Senhor Jesus Cristo não é um mito.

Documentos de escritores romanos (110-120):

1.Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma, que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta:

“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44).

2. Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador romano Trajano, em 112:

“[...] os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus” (Epístolas, I.X 96).

3. Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós, Cristo), se haviam tornado causa frequente de tumultos” (Vita Claudii, XXV).

Esta informação coincide com o relato dos Atos dos Apóstolos 18,2, onde se lê: “Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma”; esta expulsão ocorreu por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.

Documentos judaicos:

1. O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus. Note que os judeus combatiam a crença em Cristo, daí as palavras adversas ao Senhor.

Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia:

“Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferi-lo!” Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.”

2. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus:

“Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fieis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).

Documentos Cristãos:

Os Evangelhos narram, com riqueza de detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos a terra da Palestina no tempo de Jesus. Os evangelistas não poderiam ter inventado tudo isso com tanta precisão.

São Lucas, que não era apóstolo nem judeu, fala dos imperadores César Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias e outros personagens como Anás e Caifás (cf. Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História Universal.

São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (cf. Mt 22,23; Mc 3,6).

São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (cf. Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (cf. Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História.

Além dos dados históricos sobre a vida real de Jesus Cristo, tudo o que Ele fez e deixou seria impossível se Ele não tivesse existido. Um mito não poderia chegar ao século XXI [...] com mais de um bilhão de adeptos.

Os Apóstolos e os evangelistas narraram aquilo de que foram testemunhas oculares; não podiam mentir sob pena de serem desmascarados pelos adversários e perseguidores da época. Eles eram pessoas simples, alguns, pescadores e nunca teriam a capacidade de ter inventado um Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado, algo que era considerado escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Jamais isso seria possível com Israel sob o jugo romano, dominador intransigente.

Outro fato marcante é que os judeus esperavam um Messias “libertador político”, que libertasse Israel dos romanos, no entanto, os Evangelhos narram um Jesus rejeitado pelos judeus, e que vem como libertador espiritual e não político. Os apóstolos teriam a capacidade e a coragem de inventar isso? Homens rudes da Galileia não teriam condições também de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante tantas vezes.

Tem mais, a doutrina que Jesus pregava era de difícil vivência no meio da decadência romana; o orador romano Tácito se referia ao Cristianismo como “desoladora superstição”; Minúcio Félix falava de “doutrina indigna dos gregos e romanos”. Os Apóstolos não teriam condições de inventar uma doutrina tão diferente para a época.

Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano? Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? O escritor cristão Tertuliano (†220), de Cartago, escreveu que “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.

Será que um mito poderia provocar tantas conversões, mesmo com sérios riscos de morte e perseguições?

No século III já havia cerca de 1.500 sedes episcopais (bispos) no mundo afora. Será que um mito poderia gerar tudo isso? É claro que não.

Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2.000 anos; que já teve 264 Papas e que tem hoje mais de 4.000 bispos e cerca de 410 mil sacerdotes em todo o mundo? As provas são evidentes. Negar, historicamente que Jesus existiu, seria equivalente a negar a existência de Platão, Herodes, Pilatos, Júlio César, Tibério, Cleópatra, Marco Antônio, entre outros.

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Felipe Aquino

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ressurreição de Jesus

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Se a ressurreição de Jesus fosse fraude, os judeus a teriam desmentido

A ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).

Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo São Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

São Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).

Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.

Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muitos realistas que, inclusive, duvidaram a princípio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).

Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).

E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi um escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não serem presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.

A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).

A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).

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Felipe Aquino

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Verdadeira vida está em conhecer a Deus e a Cristo, diz Papa

Rádio Vaticano

Papa Bento XVI durante missa da Ceia do Senhor nesta quinta-feira santa

O Papa Bento XVI presidiu na tarde desta Quinta-feira Santa, 1º, a Missa da Ceia do Senhor, mais conhecida como Missa do Lava-pés, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. A Celebração recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio e, também, se faz memória do ensinamento de Jesus através do tradicional rito do lava-pés.



Em sua homilia, o Santo Padre destacou que o lava-pés resume o "serviço redentor de Jesus em favor da humanidade necessitada de purificação" e que após este gesto de humildade, Jesus transformou suas palavras em oração - sua Oração Sacerdotal. "Na Oração Sacerdotal, torna-se visível também, de maneira muito particular, o mistério permanente da Quinta-feira Santa: o novo sacerdócio de Jesus Cristo e a sua continuação na consagração dos Apóstolos, com a participação dos discípulos no sacerdócio do Senhor".



O Papa refletiu sobre as palavras ditas por Jesus nessa oração, que revela que a vida verdadeira está em conhecer a Deus e a Jesus Cristo. "O que vem a ser esta vida verdadeiramente eterna, que a morte não pode lesar? A resposta de Jesus, a acabamos de ouvir: A vida verdadeira é que Te conheçam a Ti – Deus – e o teu Enviado, Jesus Cristo. Com surpresa nossa, nos é dito que vida é conhecimento. Isto significa antes de mais nada: vida é relação. Ninguém recebe a vida de si mesmo e só para si mesmo. Recebemo-la do outro, na relação com o outro", explicou.



O Santo Padre prosseguiu chamando a atenção para o fato que "conhecer, no sentido da Sagrada Escritura, é tornar-se interiormente um só com o outro. Conhecer Deus, conhecer Cristo significa sempre também amá-Lo, tornar-se em certa medida um só com Ele em virtude do conhecer e do amar. Por conseguinte, a nossa vida torna-se autêntica, verdadeira e também eterna, se conhecermos Aquele que é a fonte de todo o ser e de toda a vida".



"Assim a palavra de Jesus torna-se para nós convite: tornemo-nos amigos de Jesus, procuremos conhecê-Lo cada vez mais!", exortou.



Em seguida, referindo-se ao fato que ao longo da Oração Sacerdotal Jesus fala duas vezes da revelação do nome de Deus, o Papa observou que "o Senhor faz aí alusão ao episódio da sarça ardente; lá Deus, respondendo à pergunta de Moisés, revelara o seu nome. Portanto, Jesus quer dizer que leva a termo o que se iniciara junto da sarça ardente: Deus, que Se dera a conhecer a Moisés, agora se revela plenamente n’Ele. E, com isto, Ele realiza a reconciliação".



Bento XVI observou ainda que "comunicar o nome significa entrar em relação com o outro. Por isso, a revelação do nome divino significa que Deus, infinito e subsistente em Si mesmo, entra no entrelaçamento de relações dos homens: Ele, por assim dizer, sai de Si mesmo e torna-Se um de nós, um que está presente no meio de nós e ao nosso dispor".



Este estar de Deus com o seu povo realiza-se na encarnação do Filho. "Deus enquanto Homem pode ser chamado por nós e está perto de nós. Ele é um de nós, sem deixar de ser o Deus eterno e infinito. O seu amor sai, por assim dizer, d’Ele mesmo e entra em nós. O Mistério Eucarístico, a presença do Senhor sob as espécies do pão e do vinho é a máxima e mais alta condensação deste novo estar-conosco de Deus."



O Santo Padre ressaltou que o pedido mais conhecido da Oração Sacerdotal é o da unidade para os discípulos, para aqueles de então e os que haveriam de vir: "Não peço somente por eles – a comunidade dos discípulos reunida no Cenáculo – mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste" (v. 20s; cf. vv. 11 e 13).



Bento XVI disse ainda que essa oração revela-se, propriamente, um ato fundador da Igreja. A oração de Jesus dá-nos a garantia de que o anúncio dos Apóstolos jamais poderá cessar na história.


segunda-feira, 29 de março de 2010

Bento XVI reflete sobre o seguimento a Jesus Cristo


Da Redação, com Rádio Vaticano


Papa reza durante Missa do Domingo de Ramos
"Ser cristão é um caminho, ou melhor, uma peregrinação, um caminhar juntamente com Jesus Cristo. Ir naquela direção que Ele nos indicou e indica”. Essa foi a mensagem do Papa Bento XVI hoje, 28, aos fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Celebração do Domingo de Ramos. Centenas de jovens também estiveram presentes para festejar o 25º Dia Mundial da Juventude, celebrado este ano, em cada diocese.

"Mas de qual direção se trata?", perguntou o Papa. É o caminho da seqüela de Cristo. "O ser humano pode escolher a estrada fácil e evitar qualquer esforço. Pode descer a um nível baixo, para o que é indigno, pode enterrar-se no lodo da mentira e da desonestidade, mas Jesus caminha à nossa frente e caminha em direção ao alto", ressaltou o Pontífice.

“Ele [Jesus] nos conduz para o que é grande, puro, nos conduz para o ar sadio das alturas: para a vida segunda a verdade; para a coragem que não se deixa intimidar pelo palavreado das opiniões dominantes; para a paciência que suporta e sustenta o outro. Nos conduz à disponibilidade para com os que sofrem, para com os abandonados; para a fidelidade que está da parte do outro mesmo quando a situação se torna difícil. Nos conduz ao amor – nos conduz a Deus”.

O Santo Padre ressaltou que a liturgia deste Domingo de Ramos nos convida a seguir Jesus Cristo. "Ser cristão significa considerar Jesus Cristo o caminho justo para se tornar homem. Ele é o caminho que conduz à meta, a uma humanidade plenamente realizada e autêntica", ressaltou frisou Bento XVI.

Caminhando com Jesus, "se tornam visíveis as dimensões de nossa seqüela, a meta à qual ele nos quer conduzir, nos levar à comunhão com Deus, a permanecer com Deus. Esta é a verdadeira meta e a comunhão com Ele é o caminho. A comunhão com Ele é estar a caminho, uma permanente ascensão em direção à verdadeira vida", sublinhou o Papa.

Este caminhar com Jesus é também um caminhar com a Igreja, pois nela entramos em comunhão com Cristo. "Preciso ouvir a Palavra de Jesus Cristo e vivê-la na fé, esperança e amor. Assim caminhamos rumo à Jerusalém definitiva e desde agora, de alguma forma, nos encontramos lá, na comunhão de todos os Santos de Deus", disse ainda o Pontífice.

Enfim, Bento XVI fez um apelo em favor da paz na Terra Santa, afirmando que "quando vamos à Terra Santa como peregrinos, vamos também como mensageiros de paz, com a oração pela paz, com o convite a todos para que façam naquele lugar, que carrega em seu nome a palavra "paz", todo possível para que se torne realmente um lugar de paz". O Papa encorajou os cristãos a permanecerem no país de suas origens e a promover nele a paz.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BENTO XVI: QUARESMA, TEMPO DE EXERCÍCIO ESPIRITUAL QUE DEVE SER VIVIDO COM JESUS


Cidade do Vaticano, 21 fev (RV) - O Santo Padre presidiu a oração mariana do Angelus deste domingo na Praça São Pedro, onde o aguardavam vários fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo.

Na alocução que precedeu a oração, o papa lembrou que a Quaresma é tempo de renovação espiritual que nos prepara para celebrar a Páscoa do Senhor. "Mas o que significa entrar no caminho quaresmal?" – perguntou o papa. Encontramos a resposta no Evangelho deste domingo que nos diz que Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo no deserto e lá foi tentado durante quarenta dias pelo diabo.

O Santo Padre ressaltou que as tentações são conseqüências da escolha de Jesus de seguir a missão que o Pai lhe confiou, de viver profundamente a sua realidade de Filho amado, que confia totalmente no Pai.

"Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado e do fascínio ambíguo de projetar a nossa vida sem Deus. Ele o fez lutando em primeira pessoa contra o Maligno, até a Cruz. Este exemplo vale também para nós: podemos melhorar o mundo começando por nós mesmos, mudando com a graça de Deus, aquilo que está errado em nossa vida" – sublinhou Bento XVI.

Jesus obedeceu fielmente ao Pai e isto é um ensinamento fundamental para nós. Se a Palavra de Deus entrar em nossa mente, em nosso coração e em nossa vida recusaremos toda forma de engano ou sedução do Maligno.

"A Quaresma é como um longo retiro, durante o qual voltar para si mesmo e ouvir a voz de Deus a fim de vencer a tentação do Maligno. Um tempo de exercício espiritual que deve ser vivido junto com Jesus, não com orgulho e presunção, mas usando as armas da fé, ou seja, a oração, a escuta da Palavra de Deus e a penitência. Deste modo poderemos celebrar a Páscoa na verdade, prontos para renovar as promessas de nosso Batismo" – frisou o papa.

O Santo Padre pediu à Virgem Maria para que nos ajude, guiados pelo Espírito Santo, a viver com alegria este tempo de graça, e que ela interceda por ele e seus colaboradores da Cúria Romana que hoje à tarde iniciarão o retiro espiritual. A seguir o papa concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Após a oração mariana, o Santo Padre saudou em várias línguas os diversos grupos de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e recordou que jejuar significa renunciar e se tornar livres para o bem. Trata-se de acolher e aceitar aquilo que é realmente essencial para a nossa vida e viver segundo este propósito. Esta nova vida nós a vemos em Jesus Cristo, pois ele compreende a nossa fraqueza humana, porque foi também conduzido em tentação como nós.

O Santo Padre pediu aos fiéis para que rezem neste período de preparação para a Páscoa do Senhor em favor da graça de uma verdadeira renovação a fim de que possamos viver segundo a sua vontade e em seu amor.

Enfim, o papa saudou as Filhas de São Camilo que celebração em breve o centenário de morte da fundadora, beata Giuseppina Vannini.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Onde está Jesus?

Onde está Jesus?

Jesus está aonde eu O levo! Isso significa que não existe circunstância na qual Cristo não possa estar, embora insistamos em nos perguntar e nos queixar de Sua ausência.

Pense nisso e mude de atitude. Somos nós que devemos levá-Lo para as situações da nossa vida, de nossos familiares e conhecidos. Esta é a única forma de concretizarmos Sua presença, de maneira que nós e as pessoas que nos cercam compreendamos que Ele está no meio de nós.

Não é uma presença mágica; porque O seguimos, somos, além de sinais, canais de Sua presença viva e eficaz!

Tenha um feliz e santo Natal, cheio das surpresas de Deus!

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