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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Reconstruindo a família, a arca da salvação



Todos nós somos frutos de lares assim: de pais e mães que sofreram para construí-los. Quem constrói sabe que não existe construção fácil: é suado, dolorido, demorado, porém, bem alicerçado.

O Senhor nos chama a deixar a mentalidade que o mundo e a televisão nos têm transmitido, para sermos os reconstrutores desta arca da salvação, que é a família, em bases sólidas. Não mais construídas na areia, no egoísmo, mas reconstruídas no amor, em Deus. Isso significa doação, entrega, dor...

Não existe ato de amor mais lindo do que gerar, mesmo quando isso nos faz sofrer! O amor é doloroso como o parto! Há mulheres que passam a gravidez inteira praticamente em repouso, correndo o risco de perder o bebê. Mas, quando a criança nasce, que alegria! Mesmo sofrido, o amor gera uma alegria única. Não existe amor que não seja assim.

É como a gasolina que é tirada do petróleo: feio, escuro... Assim também somos nós que estamos ainda nesta terra, neste barro sujo. Mas a beleza está aí: o amor surge da dor e da entrega. Só existe um tipo de amor: aquele que nasce da dor. O resto é sucata que o mundo nos oferece. Novelas atraentes, pintadas com cores fortes, não passam de sucata. Vivemos do metal puro, passado pelo fogo; metal que tem têmpera, e não de sucata.

O Senhor nos convida para sermos os construtores da nossa casa. E Ele próprio nos mostra os meios: a Palavra de Deus, a oração, os mandamentos divinos, o sofrimento acolhido com amor. Uma casa construída sobre a rocha, que é Deus.

Nossa geração aplaude os que vivem na infidelidade, no adultério e nos induz a fazer o mesmo. Nossas famílias são violentamente agredidas. Deus quer salvar você e toda a sua família. Você é o "Noé" que o Senhor escolheu para reconstruir a arca, que é a sua casa.

Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Envolvidos pela unção do arrependimento


É preciso resgatar o que nós, homens e mulheres, perdemos neste mundo: o amor pelas coisas de Deus, pela obra divina. A partir de então, com o poder do Espírito Santo, nos transformaremos em criaturas novas, ressuscitadas, e a criação ressurgirá ainda mais bela.

Não tenham medo de ajudar as pessoas a orar em línguas, que é o menor dos dons. Assim como a primeira coisa que a criança faz quando nasce é chorar – porque então se abre seu pulmão e ela começa a respirar –, da mesma forma, para respirar no Espírito Santo de Deus e ter vida precisamos começar a orar em línguas. Essa é a vontade de Deus.

Ao dizer: “Eu vos batizo na água; porém, no meio de vós está alguém que ainda não conheceis, e Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele já tem uma pá na mão e limpará sua eira”, João se referia a um costume comum entre eles: o grão de trigo colhido precisava ser separado da palha, e não era possível fazê-lo grão por grão. Eles então punham fogo no que tinham colhido, de modo a queimar o que não lhes interessava. Nós somos o trigo de Deus, e o mesmo Senhor, que está derramando seu Espírito sobre nós, está também, com o fogo do Espírito, queimando toda a palha para deixar apenas o trigo, o grão. O trigo, sim, será recolhido aos celeiros do Senhor, mas o que permanecer de palha, de joio, será jogado fora.

O Senhor continua: “Arrependam-se, porque vocês receberam muito e têm dado pouco, porque receberam o Espírito, que vem do alto, mas vivem mundanamente; porque aprenderam a viver segundo o Evangelho,, mas não o fazem; falam, mas não vivem; exortam, mas não realizam as exortações que fazem. Eu lhes digo isso porque os amo e os quero regenerados. Eu não quero sua condenação; pelo contrário, eu quero que ressuscitem e vivam. Eu sou o Senhor capaz de ressuscitá-los; eu vim para isso. Creiam em mim, no poder do meu Espírito; abram-se, deixem-se tocar por mim e verão a obra que eu sou capaz de fazer. Mas comecem, agora, pelo arrependimento. Eu, que sou o Senhor, lhes estou dando um espírito de contrição. Deixem-se envolver pela unção do arrependimento. Peçam perdão a mim, que sou o Senhor; recebam as águas puras com que eu quero lavá-los, para que eu os ressuscite. Acolham-me como o único Senhor de suas vidas. Acolham-me agora; entreguem a mim seus afazeres, suas preocupações; seus negócios; seu presente e seu futuro, e deixem que eu exerça minha obra em suas vidas. Abram suas mentes, seus corações e, na humildade, sentindo-se novamente necessitados, recebam o dom do Espírito, que eu derramo sobre cada um de vocês, para serem meus discípulos, meus seguidores, meus operários, meus combatentes”.

Aproxime-se de Deus e peça: “Eu me decidi por Ti, Senhor. Derrama sobre mim o Teu Espírito Santo, para eu ser transformado. Eu peço todos os dons do Espírito Santo, desde o menor, o de línguas, até o maior, o do amor. E peço também os frutos do Espírito; eu preciso deles reinando em minha vida. Eu preciso do fruto do amor, Senhor; preciso de paz. Tranquiliza-me, Senhor, tira os meus temores, as minhas inseguranças; firma-me na Tua fortaleza. Eu preciso de alegria; enche-me com alegria, tira de mim a tristeza, o abatimento. Tira, Senhor, tudo isso que me atormenta, que me deixa preocupado, angustiado, em desespero. Eu preciso do fruto da bondade, da mansidão, da paciência, da humildade, do autocontrole. Dá-me, Senhor, todos e cada um dos frutos do Teu Espírito Santo. Muda minha vida! Amém!”

Trecho do livro "Caminho para a Santidade" de Monsenhor Jonas

terça-feira, 18 de maio de 2010

Matrimônio: santidade conquistada a dois

Há dois tipos de caiaque: um é o individual, no qual uma pessoa sobe, segura os remos e vai remando... O outro é o caiaque duplo. Neste não dá para ir sozinho: ele foi fabricado para duas pessoas. A distribuição de forças e de peso no caiaque é para duas pessoas e, sendo assim, não adianta apenas um esmerar-se no remo e deixar que o outro "se vire". No caiaque duplo, a sincronia dos remos é o mais importante. Não adianta um remar bem e o outro mal. Se um rema e o outro não rema, se um rema rápido e o outro rema devagar, o caiaque afunda. Esse “jogo de forças” sem sincronia faz com que o caiaque vá para o fundo.

O matrimônio é um caiaque a dois. Se Deus chamou você para o matrimônio, não há outro jeito. É preciso remar em sincronia. É preciso que homem e mulher andem em sintonia. É preciso aprender isso. E, muitas vezes, vai ser preciso ensinar. Um ensina o outro. Mas é preciso que os dois aprendam. É o único jeito de levar em frente o "caiaque" do casamento.

Se você, mulher, já está mais adiante no processo de santificação, saiba que não adianta ir na frente, como na "Corrida de São Silvestre". Sua vocação é andar no "caiaque duplo". É ter sincronia, é ensinar o marido a remar junto. Sua função é preparar seu companheiro, para que ele também aprenda e entre no ritmo. Você precisa começar esse processo com seu marido bem devagarinho, treinando bastante, até que ele se habitue e vocês adquiram sincronismo.

No casamento, a santidade, o caminho para Deus, é conquistado a dois. Homens, é hora de deixar de covardia! "Remem" com suas mulheres, pois elas já "remaram" demais sozinhas. O barco afundou porque vocês, infelizmente, não tinham assumido suas responsabilidades. Não basta dizer: "Minha esposa já vai à igreja, reza, comunga, conta os pecados dela e os meus para o padre. Eu já nem preciso me confessar". Isso é desculpa! É preciso que você também assuma seu caminho de santidade. Não há outro jeito!

Maria foi santa porque José foi muito santo. E ao mesmo tempo (aí está o bonito), José foi santo porque Maria foi muito santa. A imagem da Sagrada Família, trazida de Roma que temos em nossa capela, é peça única de alto a baixo, não tem divisão. Retrata com precisão o que foi a família de Nazaré. Eles são um tronco só, querido por Deus. Um na forma de José, outro na forma de Jesus: mas os três são um único tronco. E não dá para ter uma Maria cheia de graça sem um José cheio de Deus! E não dá para ter José e Maria sem Jesus, Filho de Deus.

Por disposição de Deus, não dá para ter um Jesus que foi homem, Salvador da humanidade, sem José e sem Maria. E, igualmente, é impossível ter um José e uma Maria sem Cristo! Em sua casa é a mesma coisa: os membros de sua família precisam ser uma peça única, como a nossa imagem da Sagrada Família. E precisam ser santos. A esposa deve ser santa para fazer o marido santo. O marido deve empenhar-se na santificação da esposa.

Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de Monsenhor Jonas

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O intercessor: A Arca da Aliança nos dias de hoje

Hoje, para nós, a Arca da Aliança é a Eucaristia. Nela não estão apenas as Tábuas da Lei... é o próprio Jesus Cristo, o Senhor, vivo e presente. Este é tesouro para nós, povo da Nova Aliança. Esta é a grande graça para nós Igreja. Jesus quis ficar na Eucaristia como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Aí Ele está presente, pobre e humilde. Não reage contra os Seus inimigos, mas aí está. E o mais importante: Ele aguarda o momento para se manifestar e tomar posse daquilo que Lhe pertence: o governo desta terra. Ele aguarda o momento para vir e governar esta humanidade, para vir e ser o Senhor da Igreja.

A Virgem Maria é também a Arca da Aliança, porque Cristo foi concebido no seu ventre. O sangue que corria nas veias de Jesus era o sangue de Maria. O sangue que foi derramado na cruz era o seu sangue. O Senhor não teve um pai humano. O único Pai de Jesus é o Pai Eterno, e Ele não tem sangue. O sangue de Jesus era só sangue de Maria e de mais ninguém. Ela O gerou no seu ventre, ela O amamentou. Não resta dúvida: ela é a Arca da Nova Aliança. Ela, que trouxe Jesus pela primeira vez, agora O está trazendo pela segunda vez. Ela está gestando o Jesus que vem, está gestando também o povo de Deus, seus filhos, para receberem esse Jesus que vem.

Todavia, há algo novo que precisamos saber e explorar: nós cristãos que recebemos a graça do batismo no Espírito Santo, nós intercessores somos também Arca da Aliança. Por isso, cada um de nós pode dizer: "Eu sou Arca da Aliança do Senhor, porque Ele está em mim; porque o Espírito do Senhor vive em mim, mora, habita, age em mim. Eu tenho em mim a própria presença do Senhor. Eu sou Arca da Nova Aliança!".

Assim como na hora em que a Arca da Aliança chegou ao acampamento os inimigos tremeram, o Senhor nos quis batizados no Espírito Santo para que o inimigo trema quando chegarmos. É preciso colocar em ação a autoridade que Deus nos dá. Não é nossa, é a autoridade do Senhor.

Aquela arca era feita de madeira especial, de acácia, bem trabalhada. Moisés mandou fazê-la seguindo à risca as prescrições de Deus. Mas era apenas um baú precioso; na realidade, precioso era o que estava dentro daquele baú: a Arca da Aliança.

A Arca da Aliança, que somos nós, é um simples baú, sem valor nenhum. Mas o que está dentro dele é muito precioso. A Trindade Santa habita em nós. O Deus vivo exerce a Sua autoridade através de nós. Aí está a grande graça: o intercessor precisa ser um cristão cheio do Espírito Santo, que vive e deixa o Espírito se mover dentro dele. O intercessor é aquele que se move para o meio.

Não é a nossa intercessão, não é a nossa oração que realiza prodígios, mas é a oração do Espírito Santo de Deus que habita e reza em nós. Não somos nós que advogamos a causa, mas é o Espírito em nós advogando a causa do Seu povo. É o Espírito Santo orando e agindo em nós com Seus dons. É Ele que atinge, cura e liberta os filhos de Deus... É o Espírito Santo em nós, em cada intercessor.

O intercessor é aquele que se move para o meio: mas é movido pelo Espírito. Quem age nele é o Espírito do Senhor. O intercessor: o grande Advogado. Deus quer que diante de você o inimigo trema, reconhecendo a presença do Espírito que reza e age em você.

Trecho do livro "Orando com poder" de Monsenhor Jonas

sábado, 8 de maio de 2010

Nossa Senhora cuida do meu coração


Se os nossos inimigos soubessem o mal que eles nos causam com o nosso ressentimento, daí que eles torceriam mesmo para que ficássemos ressentidos com eles, por causa do mal que causamos a nós mesmos com esse ressentimento.

Você que é mãe, saiba que é Nossa Senhora para quem estamos pedindo: “Me dê a mão, cuida do meu coração”, é ela quem está dizendo a você: “Para que este ressentimento? Por que guardar esta mágoa? Eu sei que você foi ferida pelo seu marido, foi ferida inúmeras vezes no seu casamento, foi ferida pelos seus filhos. Eu sei que tudo isso acontece. A situação econômica, as enfermidades, tudo isso vive ferindo você!”

Baixe e ouça essa pregação

Mas se além da ferida em si, você a vive “cultivando”, você está se acabando. E Deus está dizendo para você: “Assim como a tristeza matou a muitos e não há nela nenhuma utilidade, o ressentimento e a mágoa têm matado muita gente (e vai continuar matando!) se continuarmos pessoas ressentidas!”

Precisamos nos cuidar. […] Nós somos muito sensíveis. E pelo fato de sermos muito sensíveis, nos ferimos mais facilmente. Se você pega uma faca e corta uma “coisa errada” com ela, tipo um pedaço de madeira ou de pano, você irá estragá-la e fará “dentes” no corte dela. No entanto, se você pega uma navalha para cortar esta mesma “coisa errada”, uma navalha que seja afiada e tenha um corte muito mais fino que o da faca, o estrago será ainda maior! Quanto mais sensível, mais estraga.

"Pelo fato de sermos muito sensíveis, nos ferimos mais facilmente"


Então nós muito facilmente nos ressentimos. Em casa, junto dos familiares, temos que estar muito atentos: porque temos uma terrível tendência ao ressentimento. E não é verdade que isso estraga tudo?

A gente ama aquela pessoa, mas, por causa do ressentimento, sofre mais e tem aquela “repugnância”, aquela reação negativa. Verdade ou não é?

E Deus hoje está perguntando a cada um de nós: “Para que tudo isso?”

Trecho da pregação "Nossa Senhora cuida do meu coração" de Monsenhor Jonas Abib

domingo, 25 de abril de 2010

Ser discípulo de Jesus significa estar com o Mestre,diz Pe. Jonas

Renan Félix / Canção Nova
Ser discípulo de Jesus significa estar junto do Mestre, afirma Padre Jonas
O Fundador da Comunidade Canção Nova, Padre Jonas Abib, esteve presente na manhã desta quinta-feira, 24, na V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, que acontece em Aparecida (SP) desde o dia 13. Em entrevista o sacerdote fala da importância da Conferência para a Igreja e também testemunha sua experiência de discípulo e missionário de Jesus Cristo.

Sobre o tema da V Conferência: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos tenham Nele a vida”

No começo do ano passado nós fomos convidados pelo Pontifício Conselho para os leigos para participar de um congresso sobre esse tema lá em Bogotá, onde está justamente a sede do CELAM. Primeiro que foi maravilhoso, segundo, que em meu coração explodiu. Estava junto com Dom Alberto e nós o tempo todo estávamos nos entreolhando e manifestávamos com os olhos e sorrisos a nossa alegria em ver como os participantes estavam aprofundando aquele tema. Porque há quanto tempo nós desejávamos que um tema assim fosse tratado pelo CELAM e ali estávamos fazendo uma apresentação das Novas Comunidades e dos movimentos a respeito disso. E agora esta V Conferência tratando diretamente deste assunto.


Ser discípulo e missionário de Jesus

É só olhar para minha cara, me acompanhar naquilo que eu faço, para perceber que graças a Deus sou discípulo e não paro de ser discípulo e quero ser discípulo até o final da minha vida. E por isso eu sou missionário, com 70 anos. Desculpa a referência, mas o povo diz: “a gente não acredita que o senhor tem 70 anos”. E hoje estou dizendo, mas o Papa tem 80! E nós vimos a agilidade, dinamismo, disposição física do Papa aqui no Brasil porque eu acredito que o Papa, como Pedro, continua sendo discípulo de Jesus.

Ser discípulo de Jesus significa estar junto do Mestre, andar com o Mestre, caminhar com o Mestre, escutar, ver e perceber o procedimento do Mestre. Os apóstolos puderam fazer isso, nós não podemos ficar vendo a atitude do Mestre, mas através das escrituras, dos Evangelhos principalmente, e as referências das cartas, a gente percebe o jeitinho que era o Mestre Jesus. Vamos conformando com isso, mas não é esse se conformar brasileiro, eu me conformo, acomodação. Não! É o original da palavra, tomar a forma do Mestre. Tem sido duro, porque o meu “gesso” é meio duro para pegar as feições do Mestre, mas eu fico admirado de quando as pessoas me dizem: “padre o senhor passa uma paz, uma alegria”. Algumas chegam a dizer: “na sua presença, a gente sente uma presença diferente, é como se Jesus estivesse com o senhor”. Eu me alegro porque esse é o meu dever, e é o dever de todo cristão, de tal maneira ir se parecendo com o Mestre porque convive com o Mestre. Eu não deixo as minhas missões, nem deixo as minhas Missas e mesmo que eu tenha pouco tempo para celebrar a Missa eu capricho. Faço questão de não perder minha adoração, não deixo de estar estudando a Bíblia, claro, entendendo que esse estudo não é apenas intelectual, mas eu tento penetrar na Bíblia. É por isso que eu tenho uma estante só de Bíblias nas várias traduções. Não só as várias traduções em português, mas tenho também umas Bíblias muito especiais em outras línguas, até mesmo uma Bíblia em hebraico e aramaico para tentar ir conferindo e vendo como Jesus era pra eu entra numa luta continua ser como Jesus.


Proposta da V Conferência

A V Conferência está propondo como Igreja, o testemunho de pessoas que cumpram a palavra de Deus. Eu vejo que esse propondo é uma palavra de ordem, nós Igreja temos que aprender a ser disciplinados. Temos que ser disciplinados e assim tomar esse acontecimento da V Conferência não só como uma simples proposta, mas como uma palavra de ordem na Igreja, e palavra de ordem da Igreja é sermos discípulos para sermos missionários, para que então, os povos da América possam ter vida, vida em abundância.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Reconstruir a família pelo poder do Espírito

Monsenhor Jonas
Nossa casa é um santuário, é o lugar onde Deus quer que a nossa família se santifique. Assim como o templo é santo, nossa casa é santa. Nossa família é e precisa ser canteiro de santidade. Nossa família é como um ninho. Precisamos de um ninho quente, cheio de amor, de afeto, de perdão... santo, caloroso do Espírito! Há uma expressão muito bonita no livro do profeta Isaías, a qual Jesus repete:


“O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção” (cf. Is 61,1).

Eu sempre me perguntava: “O que quer dizer 'o Espírito do Senhor repousa sobre mim'? Ele está descansando? Está repousando sobre mim?” Eu procurava o significado dessa expressão. Até que descobri que a palavra “repousar” é a mesma usada no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, onde se diz: “O sopro de Deus pairava na superfície das águas” (Gn 1,2b).

Pairar e repousar são equivalentes. No hebraico é o verbo utilizado para expressar o que a galinha faz quando abre as asas e repousa em cima dos ovos para chocá-los. Ela sabe “re + pousar” sobre eles, sem que eles se quebrem, até que os pintinhos nasçam.

Saiba: o Espírito Santo está repousando sobre a sua casa, sua familia. Também sobre as confusões do seu lar. Quem trouxe confusão para a sua casa não foi Deus, nem foi somente você ou alguém da sua família. Mas o Espírito Santo está aí para transformar tudo. Ele é fiel e poderoso para fazer essa obra! Basta querer e pedir. Ele repousa sobre sua casa e sua família para transformar “o caos” em ordem e beleza.

É preciso pedir a “efusão do Espírito Santo” sobre a nossa casa! Uma efusão constante, para que, continuamente, Ele repouse sobre nosso lar e nossa família. Precisamos ser os primeiros intercessores da nossa casa. É preciso consagrar a nossa casa àqueles que são os seus Donos! É certo: você quer que Deus seja o dono de sua casa. Que Jesus governe e ponha ordem em seu lar.

Após recebermos a graça da efusão do Espírito Santo é que começamos a ler, a entender a Palavra de Deus e a ter gosto por ela. Começamos a ter gosto pela oração, voltamos para a Igreja e passamos a ser efetivos e eficazes nela. Assumimos de forma diferente o nosso casamento, passamos a ter um namoro, um noivado, de acordo com o coração de Deus...

Estamos no tempo da Misericórdia. Após este tempo, Deus terá de usar a justiça! Ele precisa limpar a face da terra, pois já suportou demais a sujeira da humanidade. Ele terá de tirar todo o lixo, arrancar todo joio deste mundo, para que a Sua casa esteja limpa e então Ele possa tomar posse do que é Seu. “Ele mesmo vem salvar-nos.”

Declare isto diante do Senhor:

A minha casa é de Deus! A minha família é de Deus!

É preciso que eu faça uma grande "Cruzada" para, no poder do Senhor, na unção do Espírito Santo, retomar o lugar santo que é a minha casa, que é a minha família. Quero reconquistar e devolver para Deus minha casa e minha família.

Entro nessa "Cruzada", Senhor, investindo tudo. Invisto a minha vida, até o sangue, para reconquistar para Ti o lugar santo que é a minha casa.


Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de Monsenhor Jonas

Assista o vídeo:

Fabiana Azambuja, membro da comunidade Canção Nova, traz para você uma reflexão sobre a sintonia no casamento.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Só o amor entrará no céu

“Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aqueles a quem ama. Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15,12).

“Amai-vos uns aos outros” é amor compartilhado. Eu amo e também sou amado. É um amor concreto, no qual perdoo e sou perdoado, compreendo e sou compreendido... Existe o amor humano, o amor da amizade, mas também existe o amor ágape: o amor próprio de Deus. O Pai ama tanto o Seu Filho, que se doa inteiramente a Ele. O Filho recebe esse amor e também ama o Pai. É um amor em circulação. É o amor em atividade.

O amor ágape é o amor de Deus vivendo entre nós. Quando amamos assim, Jesus está em nosso meio. O Espírito Santo está vivo e operante no meio de nós. O Pai está derramando continuamente sobre nós o Espírito Santo, que é o amor, para vivermos o amor ágape, o amor próprio da Santíssima Trindade.

A primeira vontade de Deus é que o amor da Trindade, o amor ágape, exista entre nós. Deus é amor e o que vai nos construindo à imagem d'Ele é o amor nas suas várias fases: em determinado momento amar é perdoar, noutro é ajudar. Num momento amar é ouvir, noutro é calar, noutro é falar, é repreender, é aguentar pacientemente. Num certo momento é lavar pratos, noutro é dar aulas...

É assim que nos transformamos, momento após momento, à imagem de Deus, de acordo com o protótipo Jesus Cristo. "Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”. Este chamado e esta vocação acontecerão no "amai-vos":

“Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aqueles a quem ama” (Jo 15,12-13).

A Palavra de Jesus é muito clara e concreta: amar é despojar-se. Amar é dar a vida. É me gastar, me doar em cada gesto de amor que faço. É dar de mim. É me perder. É renunciar a mim mesmo. Jesus falou: “Ninguém pode ser meu discípulo se não renunciar a si mesmo”. Quando eu amo, estou renunciando a mim mesmo. Estou me despojando do egoísmo ainda tão arraigado em mim.

Veja: não é teoria. Se trata de um amor vivido no dia a dia, no qual enfrentamos o gênio do outro, sua educação, seus problemas, sua mentalidade... O ser concreto do outro ainda em transformação. Amar, então, é perdoar, é desculpar e passar por cima. É assim que vamos nos tornando discípulos de Jesus. Convivendo com os outros é que percebemos o quanto ainda somos grosseiros, egoístas, autossuficientes; o quanto buscamos apenas os nossos interesses, fazemos apenas nossa vontade... E deparamos com nosso próprio eu, também ele, ainda em transformação. É nesse momento que Jesus começa a nos lapidar: tirar nossos egoísmos... deixando crescer unicamente o amor. Esta é a síntese da vontade de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Monsenhor Jonas canta "O amor vencerá"



Hoje você precisa cuidar de sua casa: varrer, cozinhar, passar... amanhã tudo isso irá desaparecer, porque novamente será preciso varrer a cozinha, limpar... mas o amor com que você fez essas tarefas permanecerá. Tudo vai passar: só o amor ficará. Na nossa vida tudo vai passar. Só permanecerá o amor que existir em cada ato que fizermos, por isso é preciso ser esperto e colocar amor em tudo o que fazemos.

A vida é feita de alegrias e tristezas, de realizações e de sofrimento. Nem tudo são rosas. Enfrentaremos os espinhos: repetir todos os dias o dever rotineiro de limpar, lavar, cozinhar, pôr à mesa... aguentar o chefe e os colegas... calar diante de uma injustiça e não retrucar... Se você faz tudo isso por amor, tudo isso vai permanecer, porque o amor permanece... ele nunca acabará.

Só entrará no céu o amor. Todo o resto ficará de fora. O homem foi feito de barro e de amor. Deus soprou o seu Espírito sobre o barro, Deus pôs nele o Seu amor. Este amor será levado para o céu. O barro ficará.

Depende de cada um de nós ganhar ou perder tudo aquilo que fazemos. Se fazemos tudo com amor, ganhamos. Se fazemos sem amor, perdemos. Coisas grandiosas que fazemos, mas sem amor, de nada valerão. Tudo vai passar. Nada permanecerá. Mas as menores coisas, as mais insignificantes, feitas com amor, haverão de permanecer, porque o amor com que foram feitas permanecerá. A medida de tudo é o amor. Com amor, tudo sou. Sem amor, nada sou.

Trecho do livro "Vocação, um desafio de amor" de Monsenhor Jonas Abib

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eucaristia, remédio contra o pecado

Vivi uma experiência inesquecível há algum tempo. Num encontro onde estive pregando, durante uma Santa Missa, enquanto distribuía a comunhão, percebi uma alergia muito intensa na mão de uma pessoa que recebia a Eucaristia. No momento em que coloquei a hóstia em sua mão, a alergia desapareceu. Após este episódio, fiquei me perguntando: "Senhor, o que vi foi mesmo real ou impressão minha? O Senhor a curou?"

Após a comunhão, durante uma oração de cura, comecei a orar pelos presentes e tive a coragem de anunciar aquela cura. Falei em voz alta: “Onde você estiver, se manifeste e mostre para as pessoas a sua mão” A resposta foi imediata: com lágrimas nos olhos a pessoa mostrou a todos a mão curada.

Recebemos, na Canção Nova, muitos testemunhos de pessoas que foram curadas fisicamente através da Eucaristia. O Senhor tem realizado verdadeiros milagres.

A Eucaristia é como um remédio que temos de tomar constantemente, até ficarmos curados, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer.

Se frequentemente recebermos o Corpo do Senhor, seremos vencedores nessa luta em busca da cura e libertação.

Você já viu algum doente sentir vergonha de tomar remédio porque tomou muitos medicamentos e não foi curado? Não há motivos para se envergonhar. O que o doente deve fazer é continuar tomando o remédio, até ser curado. Com a Eucaristia também é assim.

Quando estamos em tratamento médico, enquanto não somos curados, voltamos várias vezes ao consultório. Podemos mudar de médico, mas continuamos tomando remédio até nos curarmos completamente.

Com o pecado, que é doença da alma, precisamos agir assim também: confessar quantas vezes forem necessárias e comungar frequentemente; porque a cura do pecado é mais difícil do que a cura das doenças físicas.

Precisamos desses dois sacramentos: Eucaristia e Penitência. Confesse e comungue, mesmo que sinta fraqueza ou tentação. Enquanto não voltarmos a pecar gravemente, comunguemos sem medo. É o processo usado para o tratamento de uma ferida: limpar primeiro, depois colocamos o remédio. Assim deve ser com a ferida da alma: limpá-la por meio da Confissão e em seguida medicá-la com a Eucaristia – para curá-la.

Deus quer combater nossas feridas e, para isso, precisamos desses dois sacramentos, que são amostras do amor infinito de Jesus por nós.

Ele nos manda perdoar setenta vezes sete, porque também está disposto a nos perdoar setenta vezes sete, até que sejamos curados.

É pela nossa perseverança que venceremos. Lute! Jesus já lhe deu o remédio infalível: a Confissão e a Eucaristia. A vitória está em nossas mãos!

Jesus quis dar-se totalmente na Eucaristia para vir em nosso auxílio e nos curar de acordo com as nossas necessidades: em nossas mentes, nossos olhos, nossos ouvidos, nossos lábios, nosso corpo, nosso coração, nossa sexualidade. Ele vem pessoalmente, “corpo a corpo” para nos curar e nos dar vitória sobre o pecado.

Trecho do Livro "Eucaristia, nosso tesouro" de Monsenhor Jonas Abib

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um caminho de conversão


Um caminho de conversão

"Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: 'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa'" (Lc 19,5).

Talvez você esteja precisando de ressurreição, como Zaqueu. Ele vivia na cidade de Jericó e possuía muito dinheiro e poder. Odiado pelo povo, a quem enganava, ele já não aguentava sua vida, mas não encontrava um caminho para mudá-la. Ao saber da presença de Jesus na região, Zaqueu foi até Ele e subiu numa árvore para vê-Lo. O Senhor o viu, dizendo-lhe então: "Zaqueu, desce depressa que eu preciso estar hoje em sua casa". Se você estava querendo uma solução para a sua vida e veio na esperança de que o Senhor tinha algo para fazer por você, acertou.

Jesus à sua casa, e quando estava saindo, Zaqueu lhe disse: "Senhor, a metade dos meus bens darei ao pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais" (Lc 19,8). E Cristo lhe respondeu: "Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido" (Lc 19,9-10).

Assim como fez com Zaqueu, Jesus quer entrar em sua casa e salvar o que possa estar perdido.



Se for preciso, faça como Maria Madalena, que não esperou que o Messias até sua casa. "Os Doze iam com ele, também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios" (Lc 8,2).

Ela era uma mulher de classe e tinha tudo o que queria: os homens a seus pés, dinheiro, vestidos, perfumes, as melhores coisas da época. Era bonita, apreciada, mas já não suportava sua vida. Quando soube que Jesus estava na casa de Simão, ousadamente, embora todos soubessem de sua condição de prostituta, entrou na casa e jogou-se aos pés de Cristo; derramou-Lhe perfume sobre os pés e lágrimas de arrependimento.

Jesus olhou para Maria Madalena, que se emocionou ainda mais, pois jamais um homem havia olhado para ela daquela maneira. Ela viu o amor, o perdão, o acolhimento nos olhos do Senhor. Então o Senhor disse primeiro a Simão: "Seus numerosos pecados foram perdoados porque ela muito amou". E a ela: "Filha, a tua fé te salvou. Os teus pecados são perdoados. Vai e não peques mais".

Talvez você esteja na mesma situação de Zaqueu e Maria Madalena, que conseguiram tudo o que desejavam, mas não satisfizeram o coração. Talvez você sinta que em seu interior há muita sujeira. Se assim for, faça como Maria Madalena: derrame o fruto do seu pecado nos pés de Jesus. Comece uma vida nova.

Sair do pecado é difícil, mas não impossível. E se você já se libertou, continue, persevere, não se deixe levar de novo. Seja você quem for, seja qual for o seu problema, se Jesus entrar em sua vida, ela será transformada.

Talvez você não aguente a sua vida por estar no caminho errado; quer mudar, mas não consegue. Dessa forma, deixe Jesus entrar em sua vida, em seu coração, assim como fez Zaqueu e Maria Zaqueu e Maria Madalena.

Diga: "Jesus, entra, toma conta da minha vida. As pessoas olham as aparências; o Senhor vê o coração, em que há uma pessoa necessitada de Deus, de salvação; uma pessoa carente de amor verdadeiro. Entra, Jesus, e muda minha vida. Eu me entrego; abro a guarda, retiro as minhas resistências; eu não resisto mais. Eis-me de volta, Senhor, sujo, esfarrapado. Obrigado, Jesus, porque me recebe como o Pai recebeu o filho pródigo: com alegria, com abraço, com festa. O seu filho voltou. Eu estava morto e o Senhor me ressuscitou; estava perdido e o Senhor me reencontrou. Muito Obrigado".

Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Deus criou homem e mulher para viverem juntos

Deus criou homem e mulher para viverem juntos

Deus criou homem e mulher para viverem juntos, em sadia convivência. Para que os homens sejam puros e consigam chegar aonde Deus quer, eles precisam das mulheres; eles precisam conviver com elas de forma sadia, como o Senhor sempre quis. Da mesma forma, para que as mulheres sejam puras e passem por esse processo de “purificação” precisam de uma sadia convivência com os homens.

A realidade mostra que todos nós fomos muito marcados quanto ao relacionamento homem e mulher. Fatos dolorosos aconteceram conosco, principalmente com a mulher, que tem sido muito marcada. Muitas nem querem mais saber de homens, pois acham que são todos iguais àqueles que as decepcionaram.

Muitos homens tiveram experiências com mulheres fáceis, que se insinuaram e se entregaram facilmente. Para muitos deles, elas se tornaram apenas objetos de prazer. Nada disso, porém, corresponde à realidade linda que Deus criou.

Na Canção Nova, Deus nos deu a graça da experiência de homens e mulheres vivendo em sadia convivência, mostrando que é possível criar um oásis no meio desse deserto de depravação e malícia. Não é fácil; é uma luta, mas é possível. É nessa convivência sadia de homens e mulheres que vai acontecer a purificação de que todos nós precisamos.

Esse é o projeto de Deus. Isso é possível!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

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