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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Conversão de São Paulo

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Por que Saulo (Paulo) perseguia a Igreja?

Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar, presos para Jerusalém, os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho (Atos 9, 1-2).

Por que Saulo (Paulo) perseguia a Igreja?

Pergunta que nos interroga, sensibiliza e abre uma grande lacuna. Por que Deus escolheu um perseguidor? Tanta gente boa! Mas vamos conhecer primeiro Saulo para podermos entender o porquê da pergunta.

Saulo era natural de Tarso da Cilícia, filho da tribo de Benjamim, a mesma do rei David. Filho de comerciantes ricos, cidadão romano, ligado à seita dos fariseus, aluno do glorioso rabino Gamaliel, zeloso defensor da Torá. Ele era fariseu, filho de fariseu e nascido entre os anos 5 e 10 da era cristã. “Circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreu; quanto à Lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível (Fl 3, 5-6)”.

Israelita orgulhoso, alma de fogo e coração íntegro, ainda jovem era conhecido apenas por seu nome judeu: Saulo. Ele se dedicava com sagrada paixão ao serviço de Deus, observando, rigorosamente, a religião de seu povo. Educado na cidade de Tarso e instruído aos pés de Gamaliel, segundo o rigor da Lei, era zelador de Deus. Saulo fora educado para ser fariseu.

Moldado intimamente por uma tradição à lei que o Judaísmo conservava fanaticamente, impulsionado pelo entusiasmo impetuoso da mocidade e abrasado em ânsias de proselitismo próprio do judeu, julgou que tinha missão religiosa para cumprir: combater o Cristianismo até destruí-lo. Por considerá-lo uma traição ao Judaísmo, perseguia os seguidores de Cristo, porque eles tinham abandonado a lei mosaica para seguir um tal de Jesus, que um monte de fanáticos cristãos pregavam e diziam que Ressuscitou dos mortos.

“Quanto a mim, achei que devia empregar todas os meios para combater o nome de Jesus, o Nazareu. Foi o que fiz em Jerusalém: encarcerei um grande número de santos, tendo recebido autorização dos chefes dos sacerdotes; e,quando eram mortos, eu contribuía com meu voto. Muitas vezes percorrendo todas as sinagogas, por meio de torturas quis forçá-los a blasfemar; e , no excesso do meu furor cheguei a perseguir-los até em cidades estrangeiras ( At 26, 9-11)”.

Como um bom judeu, intelectual e fiel à lei, ele precisava fazer alguma coisa para acabar com aqueles que estavam destruindo o judaísmo. Então, pede cartas de recomendação para perseguir e matar os seguidores do “caminho” (a fé em Jesus como Messias, modo de viver dos primeiros seguidores de Cristo). Naquele momento, Saulo era a pessoa melhor para fazer a “matança” dos cristãos, por ser jovem, audacioso, cheio de empolgação e com têmpera. Com efeito, quando Paulo se dirigia pelo caminho a Damasco, seu coração estava cheio de agressividade contra os cristãos; não porque fosse um homem mau, mas, ao contrário, porque era fiel às tradições segundo as quais havia sido formado. Estava cheio de agressividade, pois se sentia ameaçado por esta nova fé que opunha às suas tradições mais caras, nas quais fora ensinado. Era pelo amor de Deus que perseguia os inovadores.

Padre Reinaldo - Com. Canção Nova

domingo, 28 de março de 2010

Conversão é um reencontro com Deus

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Não é o nosso esforço que nos justifica

Causa-nos uma sensação de desconforto cada vez que ouvimos falar em penitência ou mudança de vida. Aprendemos tão bem a lição (legítima) da autoestima, que nos parece tirar do esquema qualquer alusão a fraquezas nossas, ou pior ainda, a pecados. Trata-se de uma verdadeira crise de compreensão da penitência. Soa estranho aos ouvidos quando Jesus insiste na conversão do coração. Mas toda a crise traz em si a esperança de uma superação, para inaugurar tempos novos.

Precisamos ter clareza sobre o valor das penitências: jejuns, subir escadas de joelhos, flagelar-se, não comer carne, ou até carregar pedra na cabeça... Tudo isso pode ser feito, quando entregamos essa penitência a Cristo, para estarmos unidos a Ele na Sua dor. “O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1, 7). Não é o nosso esforço que nos justifica. “Eis aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). A penitência, entendida como virtude, é um esforço permanente do cristão para se manter na santidade e na perfeição. Também para superar as fragilidades da vida. É um ideal jamais completado nesta vida. Ninguém deve ser cristão para ser penitente. Mas ao contrário, se deve ser penitente para ser bom cristão.

Essa verdadeira ascese deve nos acompanhar na vida. Mas a Santa Igreja nos convida a isso, de maneira mais acentuada, no tempo quaresmal (como também em todas as sextas-feiras do ano). O que se pede é tão pouco, nada impossível de cumprir. A nossa Mãe Igreja nos pede um jejum mitigado e a abstinência de alguma coisa que muito nos agrada. Isso na Sexta-feira Santa, como também nas demais sextas-feiras do ano (exceção é o tempo pascal).

Essas penitências devem levar à coroa de todo arrependimento: a prática da caridade para com o próximo. Vejam como o Papa Bento XVI sugeriu penitências muito mais pesadas ao povo irlandês, para alcançar o perdão pelos pecados sexuais praticados pelo clero. Tenho certeza de que o povo católico desse país [Irlanda] vai aceitar tal purificação. Será um novo começo para uma comunidade mais fiel e mais santa. A Irlanda vai reencontrar o seu caminho de justificação em Cristo.

Dom Aloísio R. Oppermann - Arcebispo de Uberaba

segunda-feira, 8 de março de 2010

Papa celebra Missa dominical numa paróquia romana. Exortação à conversão quaresmal.

Encorajamento à corresponsabilidade e a projectualidade que integre unitariamente os diversos movimentos e realidades eclesiais

Bento XVI deslocou-se neste domingo de manhã à paróquia romana de São João da Cruz – situada na Colina Salário, na zona norte da cidade, para aí presidir à celebração da Missa dominical. Trata-se de um bairro novo, criado há 25 anos. A paróquia existe desde 1989, utilizando nos primeiros 12 anos instalações provisórias, precárias, até à inauguração da actual igreja, em 2001.
Comentando o Evangelho deste domingo, Bento XVI sublinhou a atitude da gente, que interpreta as desgraças ocorridas como punição divina pelos pecados cometidos, considerando-se ao abrigo daqueles incidentes, pensando não precisarem eles próprios de conversão. Jesus convida a reflectir sobre os factos, com um empenho de conversão.
“É precisamente o fechar-se ao Senhor, o não percorrer o caminho da conversão de si próprio, o que leva à morte, à morte da alma. Na Quaresma, cada um de nós é convidado por Deus a imprimir uma viragem à sua existência, pensando e vivendo segundo o Evangelho, corrigindo alguma coisa no próprio modo de rezar, de agir, de trabalhar e nas relações com os outros”.
A severidade que transparece das palavras de Jesus explicam-se pelo facto de que Ele se preocupa com o nosso bem, com a nossa felicidade e salvação. Pela nossa parte, devemos responder-lhe com um sincero esforço interior, pedindo-lhe que nos ajude a ver os pontos em que precisamos de nos converter.
Aludindo às circunstâncias concretas, locais, o Santo Padre encorajou os membros da paróquia de São João da Cruz a “edificarem cada vez mais a Igreja de pedras vivas que sois vós”. Referindo o facto da paróquia se ter mostrado “aberta, desde o início, aos Movimentos e às novas Comunidades eclesiais, maturando assim mais ampla consciência de Igreja e experimentando novas formas de evangelização”, Bento XVI exortou a “prosseguir nesta direcção”, envolvendo porém “todas estas realidades num projecto pastoral unitário”. Congratulou-se também com a promoção da corresponsabilidade de todos os membros do Povo de Deus (sempre no respeito da especificidade das vocações e da papel dos consagrados e dos leigos), o Papa recordou que “tal exige uma mudança de mentalidade, sobretudo em relação aos leigos, passando do considerá-los colaboradores do clero a reconhecê-los realmente como corresponsáveis do ser e do agir da Igreja, favorecendo assim a promoção de um laicado adulto e empenhado”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um caminho de conversão


Um caminho de conversão

"Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: 'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa'" (Lc 19,5).

Talvez você esteja precisando de ressurreição, como Zaqueu. Ele vivia na cidade de Jericó e possuía muito dinheiro e poder. Odiado pelo povo, a quem enganava, ele já não aguentava sua vida, mas não encontrava um caminho para mudá-la. Ao saber da presença de Jesus na região, Zaqueu foi até Ele e subiu numa árvore para vê-Lo. O Senhor o viu, dizendo-lhe então: "Zaqueu, desce depressa que eu preciso estar hoje em sua casa". Se você estava querendo uma solução para a sua vida e veio na esperança de que o Senhor tinha algo para fazer por você, acertou.

Jesus à sua casa, e quando estava saindo, Zaqueu lhe disse: "Senhor, a metade dos meus bens darei ao pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais" (Lc 19,8). E Cristo lhe respondeu: "Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido" (Lc 19,9-10).

Assim como fez com Zaqueu, Jesus quer entrar em sua casa e salvar o que possa estar perdido.



Se for preciso, faça como Maria Madalena, que não esperou que o Messias até sua casa. "Os Doze iam com ele, também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios" (Lc 8,2).

Ela era uma mulher de classe e tinha tudo o que queria: os homens a seus pés, dinheiro, vestidos, perfumes, as melhores coisas da época. Era bonita, apreciada, mas já não suportava sua vida. Quando soube que Jesus estava na casa de Simão, ousadamente, embora todos soubessem de sua condição de prostituta, entrou na casa e jogou-se aos pés de Cristo; derramou-Lhe perfume sobre os pés e lágrimas de arrependimento.

Jesus olhou para Maria Madalena, que se emocionou ainda mais, pois jamais um homem havia olhado para ela daquela maneira. Ela viu o amor, o perdão, o acolhimento nos olhos do Senhor. Então o Senhor disse primeiro a Simão: "Seus numerosos pecados foram perdoados porque ela muito amou". E a ela: "Filha, a tua fé te salvou. Os teus pecados são perdoados. Vai e não peques mais".

Talvez você esteja na mesma situação de Zaqueu e Maria Madalena, que conseguiram tudo o que desejavam, mas não satisfizeram o coração. Talvez você sinta que em seu interior há muita sujeira. Se assim for, faça como Maria Madalena: derrame o fruto do seu pecado nos pés de Jesus. Comece uma vida nova.

Sair do pecado é difícil, mas não impossível. E se você já se libertou, continue, persevere, não se deixe levar de novo. Seja você quem for, seja qual for o seu problema, se Jesus entrar em sua vida, ela será transformada.

Talvez você não aguente a sua vida por estar no caminho errado; quer mudar, mas não consegue. Dessa forma, deixe Jesus entrar em sua vida, em seu coração, assim como fez Zaqueu e Maria Zaqueu e Maria Madalena.

Diga: "Jesus, entra, toma conta da minha vida. As pessoas olham as aparências; o Senhor vê o coração, em que há uma pessoa necessitada de Deus, de salvação; uma pessoa carente de amor verdadeiro. Entra, Jesus, e muda minha vida. Eu me entrego; abro a guarda, retiro as minhas resistências; eu não resisto mais. Eis-me de volta, Senhor, sujo, esfarrapado. Obrigado, Jesus, porque me recebe como o Pai recebeu o filho pródigo: com alegria, com abraço, com festa. O seu filho voltou. Eu estava morto e o Senhor me ressuscitou; estava perdido e o Senhor me reencontrou. Muito Obrigado".

Monsenhor Jonas Abib

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