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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Deus criou homem e mulher para viverem juntos

Deus criou homem e mulher para viverem juntos

Deus criou homem e mulher para viverem juntos, em sadia convivência. Para que os homens sejam puros e consigam chegar aonde Deus quer, eles precisam das mulheres; eles precisam conviver com elas de forma sadia, como o Senhor sempre quis. Da mesma forma, para que as mulheres sejam puras e passem por esse processo de “purificação” precisam de uma sadia convivência com os homens.

A realidade mostra que todos nós fomos muito marcados quanto ao relacionamento homem e mulher. Fatos dolorosos aconteceram conosco, principalmente com a mulher, que tem sido muito marcada. Muitas nem querem mais saber de homens, pois acham que são todos iguais àqueles que as decepcionaram.

Muitos homens tiveram experiências com mulheres fáceis, que se insinuaram e se entregaram facilmente. Para muitos deles, elas se tornaram apenas objetos de prazer. Nada disso, porém, corresponde à realidade linda que Deus criou.

Na Canção Nova, Deus nos deu a graça da experiência de homens e mulheres vivendo em sadia convivência, mostrando que é possível criar um oásis no meio desse deserto de depravação e malícia. Não é fácil; é uma luta, mas é possível. É nessa convivência sadia de homens e mulheres que vai acontecer a purificação de que todos nós precisamos.

Esse é o projeto de Deus. Isso é possível!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Jornada Prazerosa - Artigo do Bispo Dom Sérgio Krzywy


Jornada Prazerosa



Solta rolava a conversa entre as duas amigas. Uma delas, jovem ainda pela minha estimativa, comentava o seu recente rompimento com o companheiro com quem vivia havia poucos anos. Discorria que era a sua segunda separação. Falava disso com a maior naturalidade, sem demonstrar abatimento ou embaraço. A sua condição lhe parecia tão natural que confidenciou à amiga que já estava de namorado novo! A desenvoltura com que as duas conversavam me deixou, confesso, perplexo. É verdade, recentes noticiários confirmam o aumento do número de separações e divórcios. Amplo e complicado é o assunto para ser esgotado em poucas linhas. Cada caso de separação é diferente e único. Torna-se, portanto, temerário e injusto querer julgar precipitadamente e de uma forma linear todas as situações de separação. O contato diário com casais mostra que alguns rompimentos são mesmo inevitáveis. Uniões há impossíveis de ser mantidas. Por outro lado, é preciso reconhecer, acontecem rompimentos precipitados e levianos.

Observa-se, com alarmante preocupação, a plácida aceitação da mentalidade divorcista. O relacionamento entre as pessoas está pautado pela cultura do descartável predominante. No comércio, qualquer mercadoria merece apreço enquanto for útil. Vencido o período funcional troca-se de produto. Muitos sequer se dão ao trabalho de tentar o conserto. Preferem comprar logo um modelo novo. Dizem os entendidos, que os produtos são feitos hoje para durar pouco. Lamentavelmente, é esta a mentalidade que regula e pauta as relações amorosas hodiernas. Quando o companheiro (a) começa a apresentar defeitos e limitações, algo inevitável entre seres humanos, ao invés de sentar e conversar para tentar corrigir falhas e ajustar rumos, prefere-se o atalho mais comum, decide-se que não dá mais, que é preciso dar um tempo.

O casamento está encarado mais como uma aventura arriscada do que como uma opção de vida. É este um dos motivos mais sérios na atual crise que atinge o matrimônio. Sabe-se, o convívio humano é difícil. São pessoas com vidas e históricos diversos que têm que se ajustar a um mesmo compasso, sem perder a grandeza da individualidade. Interesses e hábitos conflitivos, se não forem prudentemente administrados, ameaçam a sempre delicada harmonia. Há ainda as limitações de caráter inerentes à condição humana e que esticam ao limite a paciência e a tolerância do companheiro (a). Compreende-se, não basta só gostar para casar! É preciso ter claro ser esta uma opção de vida, assumida com todas as conseqüências e desafios. Quando ainda se entende que é Deus quem chama este casal para o casamento com o objetivo de revelar ao mundo quanto é fiel e constante o amor que o Pai do céu guarda por todos, passa-se a empenhar-se para construir uma união sólida e harmoniosa, capaz de corrigir e superar os constantes contratempos e revezes. O casal cristão é chamado para testemunhar a fidelidade do amor de Deus.

Casamento é vocação, não loteria. Casamento é escolha consciente e responsável, não uma aventura leviana. Casamento é uma jornada, lenta, persistente, mas profundamente prazerosa, rumo à felicidade, na companhia de uma pessoa que se escolheu amar com fidelidade e dedicação. E sem prazo de vencimento.

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