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terça-feira, 4 de maio de 2010

Expressão facial do Papa é consistente e verdadeira, diz estudo

Jornal O Público, Portugal

Estudo da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal, analisa expressão facial do Papa
O Papa Bento XVI tem uma expressão facial "congruente, consistente e verdadeira", revela um estudo do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal, que analisou os traços faciais de Bento XVI.

Freitas-Magalhães, diretor do laboratório e especialista em expressão facial da emoção, explicou à Agência de Notícias Lusa, que "os movimentos e linguagens faciais do Papa Bento XVI são simétricos e articulados com o discurso verbal e contexto nos quais são produzidos e exibidos".

O estudo inédito da expressão e linguagens faciais de Bento XVI, que está em desenvolvimento no Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, iniciou-se quando foi eleito pelo conclave de cardeais, em 2005, e faz parte do projeto científico "A neuropsicofisiologia da face: Os movimentos e linguagens em figuras públicas".



Antes de Bento XVI, o mesmo laboratório já tinha feito a analisa facial do Presidente norte-americano, Barack Obama, seguindo-se o chefe de Estado português, Cavaco Silva.



Freitas-Magalhães vai apresentar os resultados sobre o estudo da expressividade da face do Papa durante a conferência "Os Vestígios Emocionais do Cérebro na Face Humana: O Efeito da Idade", que acontece a 20 de Maio, na Universidade Católica, em Braga.

sábado, 24 de abril de 2010

Termômetro da amizade

Não pode existir verdadeira amizade entre pessoas más

Volta e meia conversamos sobre amizade. Se fosse realizada alguma pesquisa, talvez chegássemos à conclusão de que essa é uma das palavras que mais saem da boca de todo o mundo.

Mas será que todos sabem, de verdade, o que estão querendo dizer quando falam sobre amizade?

São Francisco de Sales é um doutor da Igreja, título dado àqueles santos que desenvolveram um ensinamento surpreendente. Ele também oferece um conceito singular sobre esse tema [amizade]: a caridade é uma amizade, ou seja, amizade é puro amor. E não para por aí não. Esse santo vai além e destaca que toda a amizade é comunicação de bens.

Eu lhe pergunto: o que é um bem? Bem é tudo aquilo que, quando colocamos em comum, nos enriquece, acrescenta, plenifica, aperfeiçoa. Só pode existir bem quando existe amor, e só existe amor onde existe Deus, que é puro amor. Aqui, São João Evangelista também pode nos ajudar, quando ensina que “Deus é luz e nele não há treva alguma” (cf. I Jo 1,5).

Ora, se Deus é amor e é luz ao mesmo tempo, isso significa que esse sentimento apenas existe na luz e vice-versa. Aí já fica fácil de entendermos melhor muita coisa.

Em primeiro lugar, fica claro que não pode existir verdadeira amizade entre pessoas más ou que se unem para fazer o mal. O mal é escuridão, é treva, é o oposto da luz. Todo o relacionamento que tem como base o mal foge da lógica da amizade, que, como vimos, é comunicação de bens e todo o bem é bom, é luminoso. É impossível existir um bem que seja um mal.

Não é nem preciso pensar muito para que outra pergunta surja logo em nossa cabeça: que tipo de bem eu tenho comunicado aos meus amigos? Melhor ainda: será que eu estou, verdadeiramente, comunicando algum bem aos meus amigos, ou seja, partilhando com eles coisas que enriqueçam o nosso relacionamento? Ou, ao contrário, muitas vezes, eu tenho dado mais ênfase à escuridão, por meio do que falo, do que vivo, do que estimulo o outro a fazer e a viver?

É tempo de retomada, de dar a volta por cima e colocar a vida de novo no caminho certo. Faço um convite para você: seja verdadeiro amigos de seus amigos. Vamos comunicar bens que sejam realmente bons, luminosos, que testemunhem o Deus que é todo luz e todo amor.

Peçamos o auxílio do Senhor:

Senhor, a amizade precisa ter raízes em Ti para que possa ser verdadeira. Somente em Ti e a partir de Ti tudo pode ser construído com bases sólidas, firmes, duradouras, com destino à eternidade.

Sim, Senhor, ensina-me a ser verdadeiro amigo de meus amigos. Aumenta o desejo de meu coração em perseguir este objetivo com todas as minhas forças.

Dá-me a graça de resplandecer em minha vida e através dos bens que comunico toda a tua Luz, que cura de todo o mal!

Seu irmão,

Leonardo Meira

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Verdadeira liberdade é obedecer a Deus, afirma Papa

H2O News

É necessário obedecer a Deus em lugar dos homens. Bento XVI comentou essa frase de São Pedro na homilia da Missa que presidiu na manhã desta quinta-feira, 15, e que contou com a participação dos integrantes da Pontifícia Comissão Bíblica, cujos trabalhos transcorrem nestes dias no Vaticano.



O Papa observou que não se pode renunciar a buscar a Deus e que a obediência aos mandamentos divinos é, para o homem, a fonte da verdadeira liberdade, em contraponto às tendências libertárias contemporâneas.

Bento XVI evidenciou que, se o homem existe apenas para si mesmo, então o consenso da maioria se converte na última palavra. A história demonstrou que pode existir frequentemente um consenso rumo ao mal, enquanto que a obediência a Deus é garantia de liberdade e verdade para todos os homens e mulheres de todos os tempos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Verdadeira vida está em conhecer a Deus e a Cristo, diz Papa

Rádio Vaticano

Papa Bento XVI durante missa da Ceia do Senhor nesta quinta-feira santa

O Papa Bento XVI presidiu na tarde desta Quinta-feira Santa, 1º, a Missa da Ceia do Senhor, mais conhecida como Missa do Lava-pés, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. A Celebração recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio e, também, se faz memória do ensinamento de Jesus através do tradicional rito do lava-pés.



Em sua homilia, o Santo Padre destacou que o lava-pés resume o "serviço redentor de Jesus em favor da humanidade necessitada de purificação" e que após este gesto de humildade, Jesus transformou suas palavras em oração - sua Oração Sacerdotal. "Na Oração Sacerdotal, torna-se visível também, de maneira muito particular, o mistério permanente da Quinta-feira Santa: o novo sacerdócio de Jesus Cristo e a sua continuação na consagração dos Apóstolos, com a participação dos discípulos no sacerdócio do Senhor".



O Papa refletiu sobre as palavras ditas por Jesus nessa oração, que revela que a vida verdadeira está em conhecer a Deus e a Jesus Cristo. "O que vem a ser esta vida verdadeiramente eterna, que a morte não pode lesar? A resposta de Jesus, a acabamos de ouvir: A vida verdadeira é que Te conheçam a Ti – Deus – e o teu Enviado, Jesus Cristo. Com surpresa nossa, nos é dito que vida é conhecimento. Isto significa antes de mais nada: vida é relação. Ninguém recebe a vida de si mesmo e só para si mesmo. Recebemo-la do outro, na relação com o outro", explicou.



O Santo Padre prosseguiu chamando a atenção para o fato que "conhecer, no sentido da Sagrada Escritura, é tornar-se interiormente um só com o outro. Conhecer Deus, conhecer Cristo significa sempre também amá-Lo, tornar-se em certa medida um só com Ele em virtude do conhecer e do amar. Por conseguinte, a nossa vida torna-se autêntica, verdadeira e também eterna, se conhecermos Aquele que é a fonte de todo o ser e de toda a vida".



"Assim a palavra de Jesus torna-se para nós convite: tornemo-nos amigos de Jesus, procuremos conhecê-Lo cada vez mais!", exortou.



Em seguida, referindo-se ao fato que ao longo da Oração Sacerdotal Jesus fala duas vezes da revelação do nome de Deus, o Papa observou que "o Senhor faz aí alusão ao episódio da sarça ardente; lá Deus, respondendo à pergunta de Moisés, revelara o seu nome. Portanto, Jesus quer dizer que leva a termo o que se iniciara junto da sarça ardente: Deus, que Se dera a conhecer a Moisés, agora se revela plenamente n’Ele. E, com isto, Ele realiza a reconciliação".



Bento XVI observou ainda que "comunicar o nome significa entrar em relação com o outro. Por isso, a revelação do nome divino significa que Deus, infinito e subsistente em Si mesmo, entra no entrelaçamento de relações dos homens: Ele, por assim dizer, sai de Si mesmo e torna-Se um de nós, um que está presente no meio de nós e ao nosso dispor".



Este estar de Deus com o seu povo realiza-se na encarnação do Filho. "Deus enquanto Homem pode ser chamado por nós e está perto de nós. Ele é um de nós, sem deixar de ser o Deus eterno e infinito. O seu amor sai, por assim dizer, d’Ele mesmo e entra em nós. O Mistério Eucarístico, a presença do Senhor sob as espécies do pão e do vinho é a máxima e mais alta condensação deste novo estar-conosco de Deus."



O Santo Padre ressaltou que o pedido mais conhecido da Oração Sacerdotal é o da unidade para os discípulos, para aqueles de então e os que haveriam de vir: "Não peço somente por eles – a comunidade dos discípulos reunida no Cenáculo – mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste" (v. 20s; cf. vv. 11 e 13).



Bento XVI disse ainda que essa oração revela-se, propriamente, um ato fundador da Igreja. A oração de Jesus dá-nos a garantia de que o anúncio dos Apóstolos jamais poderá cessar na história.


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