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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Milagres de Jesus Eucarístico

Milagres de Jesus Eucarístico

Professor Felipe Aquino
Foto: Sávio Gabatel

Estamos aqui hoje para celebrar a festa litúrgica de Corpus Christi, também conhecida antigamente como “Corpus Domini” (Corpo do Senhor).

Algum tempo atrás, eu li uma coleção de 5 livros de São Pedro Julião Eymard. E a partir dessa leitura eu fiquei tão encantado que publiquei um livro a respeito. Esse santo francês nos ajuda a entendermos o lindo mistério da Eucaristia.

Hoje a Igreja nos convida para parar, no meio da semana, numa quinta-feira, dia da instituição da Sagrada Eucaristia, a fim de adorarmos a Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Mas algumas coisas estranhas andam acontecendo: recebi e-mail de duas pessoas dizendo que precisavam trabalhar hoje, porque a empresa havia transferido o feriado de hoje para amanhã, sexta-feira. Isso não está certo: hoje é um dia para adorarmos ao Senhor na Eucaristia. Esse é o convite para nós, feito pela Igreja, para celebrarmos a festa de hoje.

Professor Felipe explica a origem da Festa de Corpus Christi. Ouça!

Nós não precisamos dos milagres eucarísticos para acreditar [na presença real de Jesus na Eucaristia]. A nossa fé nos leva a afirmar: “Basta para nós a Palavra de Deus e a palavra da Igreja a respeito”. A Igreja jamais duvidou da presença real de Jesus na Eucaristia. São mais de dois mil anos de Celebração Eucarística. No entanto, Deus gosta de se revelar também por meio de “sinais”, como esses dos milagres eucarísticos.

Em 1970, o Papa autorizou alguns cientistas a analisarem o milagre eucarístico de Lanciano. Esses estudiosos chegaram a algumas conclusões: a Carne e o Sangue encontrados no milagre eucarístico de Lanciano são Carne e Sangue humanos. A Carne é do tecido muscular do coração, do miocárdio (e isso nos diz muito, pois estamos para celebrar a festa do Sagrado Coração de Jesus dentro de alguns dias). O Sangue encontrado é do tipo “AB”, muito comum entre o povo judeu; e é compatível com o Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim, ou seja, é o mesmo Sangue. E a Carne e o Sangue são de uma Pessoa “viva”, isto é, que vive atualmente; e o Sangue é como se tivesse sido retirado de alguém vivo naquele momento. E esse milagre aconteceu há mais de 1.300 anos! E a amostra de Sangue examinada é semelhante a de uma amostra retirada de alguém vivo hoje e não de alguém que morreu por volta do ano 700! Que coisa maravilhosa!

Deus não é para ser entendido, é para ser adorado!
Foto: Sávio Gabatel
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Ao final do relatório conclusivo os cientistas escreveram: “E o Verbo se fez carne!” Muitos não se aproximam da Eucaristia por ceticismo. Algumas pessoas insistem em não acreditar na Eucaristia, pensando: “Como pode este pedacinho de pão ser Deus?”. Essas pessoas esquecem que se Deus só fizesse o que é possível, Ele não seria Deus! Ele é Deus exatamente porque somente Ele pode realizar o impossível.

Certa vez, Santo Agostinho caminhava pela praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade. Então ele encontrou um menino cavando na areia e tentando colocar a água do mar dentro do buraco. Ele perguntou ao garoto o que ele estava fazendo. E este respondeu que estava tentando colocar o mar dentro daquele buraquinho. Santo Agostinho respondeu-lhe que o mar não cabia dentro daquele buraco e recebeu como resposta do garoto: “É mais fácil eu colocar o mar aqui dentro deste buraco do que você tentar colocar o mistério da Santíssima Trindade dentro da sua cabeça!”. E o grande santo da Igreja desistiu da ideia de “entender” a Deus.

Meus irmãos, Deus não é para ser entendido, é para ser adorado! Nós não conseguimos entender ao Todo-poderoso. Mas saiba que o mais importante para nós é adorá-Lo!

No capítulo seis do Evangelho de São João, encontramos a narração do discurso de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o Pão da Vida. É um capítulo longo, mais de setenta versículos e começa com o milagre da multiplicação dos pães. Hoje em dia, existe uma corrente liberal em nosso meio que nega esse milagre [da multiplicação dos pães]. Fala-se sempre em “partilha”. Dessa forma, tenta-se esvaziar o milagre de Jesus. Não foi simplesmente uma partilha, na qual cada um foi repartindo o que possuía. Eu pergunto: “E quanto aos doze cestos que sobraram?” Entenda que não havia pão ali; se houvesse pão, os discípulos não teriam dito a Jesus que tinham somente cinco pães e dois peixinhos. Criar é tirar do nada, é não usar matéria-prima. Cristo matou a fome daquela multidão ao mostrar a Sua divindade e tirar do nada pão para saciar a fome daquelas pessoas.

Quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo
Foto: Sávio Gabatel
Logo depois da multiplicação Jesus Cristo realiza outro milagre: Ele caminha sobre as águas. Pedro tenta caminhar sobre as águas também. Mas sente medo ao ouvir o barulho do mar agitado e do vento. Quando começa a se afogar, o apóstolo é salvo pelo Mestre, que o chama de “homem de pouca fé”. Também nós afundamos “no mar agitado da vida”, quando tiramos os olhos de Jesus e nos assustamos com o barulho ao nosso redor. Não podemos ser homens e mulheres de “pouca fé”! Depois disso, o Senhor faz o discurso sobre o Pão da Vida. E as pessoas não entendem o que Ele diz. Muitos O abandonaram ao ouvir “que tinham que comer da Sua Carne e beber do Seu Sangue para ter a vida eterna”. Pensavam que se tratava de canibalismo... E Cristo pergunta a Seus discípulos se eles queriam abandoná-Lo também.

Pedro, então, professa a sua fé no Cristo. Aqueles homens que viram o Senhor multiplicar os pães e O viram caminhar sobre as águas agora professavam a sua fé n'Ele. Com isso, o Messias nos ensina que, ao multiplicar os pães, Ele é o Senhor do pão: o pão lhe obedece! Ao andar sobre as águas, Ele nos revela que Ele tem poder de fazer o que bem entende de Seu Corpo físico.

A Hóstia Consagrada é Nosso Senhor Jesus Cristo! Entenda isso! Aquele “branco” da Hóstia é o Corpo de Nosso Senhor! “Por que Jesus se 'esconde' na Hóstia?” nós nos perguntamos. Veja: nenhum de nós pode ver a Deus como Ele o é em Sua glória, porque a nossa natureza não suportaria tamanha glória, tamanha grandeza! Daí, em Sua infinita bondade, Jesus mostra-se na Hóstia Consagrada, como Sacramento do Amor, a cada um de nós, para nos fazer companhia. Pois “Sem mim nada podeis fazer” diz Jesus. Nada, nada, podemos fazer! É necessário permanecer no Senhor. E é Ele mesmo quem nos revela: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele”. Ao comungarmos, o Senhor se torna a nossa bandeira, a força de nossa vida!

No século II, na Alexandria, no Egito, existiu um santo chamado São Cipriano. E é ele quem nos ensina que quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo. Quando você comunga saiba que, para onde você for, Jesus vai junto.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eu esperei no Senhor e o milagre aconteceu

Maria Helena, um dia, fez parte da lista de famílias que passaram pelo sofrimento de ter um membro da família perdido, mas com a graça de Deus, oração e a ajuda de amigos, ela encontrou forças para ser apoio para os pais e sobrinho no momento em que a irmã abandonou a família.

Foto: cancaonova.com

Após anos de luta, a irmã, que já estava vivendo como mendiga e sofrendo agressões, retornou. A funcionária da Fundação João Paulo II testemunha que o milagre aconteceu durante o grupo de oração para os colaboradores da Comunidade Canção Nova e também durante a Missa do Clube da Evangelização de que ela participa. A vitória de Deus aconteceu e sua a irmã voltou para casa.

Ouça ou leia este testemunho e veja a importância que você sócio evangelizador tem na vida de cada colaborador, missionário e na vida de milhares de pessoas que diariamente acompanham a programação do Sistema Canção Nova de Comunicação.

“Eu me chamo Maria Helena, tenho 26 anos e trabalho na Canção Nova (Fundação João Paulo II). Hoje eu quero contar o meu testemunho, uma graça muito grande que eu recebi de Deus.

Minha irmã saiu de casa quando meu sobrinho tinha dois anos de idade, ela conheceu um rapaz e foi morar com ele e sofreu muito. Todos nós sofremos muito, meus pais ficaram transtornados com a saída dela de casa e se perguntavam o que tínhamos feito para que ela tivesse saído.

Hoje eu vejo que recebi a grande graça de Deus na minha vida por minha irmã ter voltado para casa. Quantas vezes, eu vim para a Canção Nova rezar, pedir a misericórdia de Deus e a ajuda de alguém, porque eu já estava entrando numa depressão profunda, porque já fazia muito tempo que minha irmã tinha saído, ela ia e voltava e nós já não aguentávamos mais. Até que chegou um dia que ela voltou de vez, e isso foi uma felicidade muito grande.

Eu pedi a misericórdia de Deus, pedi um milagre e ainda que ela estivesse no 'fundo do poço' que Jesus a resgatasse. E, quantas vezes, eu chegava em minha casa e via minha irmã magra, passando fome, ela apanhava do companheiro dela e mendigava pelas ruas. As pessoas vinham me dizer: 'Sua irmã virou mendiga!' Isso me doía profundamente, eu chegava em casa e chorava, por que como é que eu iria tirá-la daquele abismo.

A Canção Nova me ajudou muito para que eu tivesse forças para recuperar a minha irmã lá do mundo. Quantas vezes, eu chegava em casa e não a via, olhava nas roupas dela, sentia muita falta dela e pensava que não teria mais volta.

E pedindo a Deus por misericórdia, eu vinha às Santas Missas de quarta-feira do Clube da Evangelização e Deus colocava no meu coração: 'Espera!'

E a música da Eliana Ribeiro 'Espera no Senhor' mexia muito comigo e eu pensava: 'Eu tenho que esperar no Senhor'. Quantas vezes, eu cheguei a culpar Deus pela saída da minha irmã. Nesse tempo, meu pai teve um infarto, no outro dia, avisei minha irmã para ver se ela voltava para casa.

Eu via na minha irmã um olhar de esperança, um olhar de quem estava pedindo ajuda, porque eu a encontrava pelas ruas e não podia dar um abraço nela e dizer uma palavra: 'Eu te amo! Vamos voltar para casa, vamos esquecer tudo o que aconteceu... A mãe e o pai precisam de você'.

No dia em que eu levei meu pai para São Paulo, para fazer cateterismo, eu me senti uma pessoa sozinha e pensava: 'Meu Deus, era para minha irmã estar aqui comigo e ela não está!'

Eu posso dizer para o mundo, para o Brasil, para quem estiver ouvindo o meu testemunho, que se você tiver um filho, uma filha ou um parente dessa mesma forma no mundo, tenha fé, esperança e confiança em Deus!

Eu cheguei, sim, a culpar a Deus, mas depois eu procurei ajuda. Porque eu me trancava no quarto, só chorava, não queria comer, chegou um tempo em que eu me perdi e me perguntava o porquê de tudo aquilo.

A volta da minha irmã para casa aconteceu durante um grupo de oração aqui no refeitório da Fundação [João Paulo II], que Seu Pedro, irmão da Eliana Sá, conduzia para nós colaboradores. Eu senti que, naquele dia, Deus fez um milagre na minha casa, eu sentia a libertação da minha irmã e pensava: 'É o Senhor que já está fazendo a obra'. Também naquela Semana Santa eu fui à Santa Missa e senti que Jesus estava me dando um sinal, então cheguei diante da cruz e pedi: 'Jesus, faz um milagre!' E naquela hora eu senti que o milagre já estava acontecendo.

A Canção Nova me ajudou muito! Não é somente por trabalhar aqui, mas eu me sinto evangelizada por essa obra de Deus; ela é um pedaço do céu dentro da minha casa.

Eu já fui evangélica, mas meu coração estava pedindo para eu vir para a Igreja Católica, então eu procurei o padre da minha paróquia e fiz toda a preparação para o Batismo, a Primeira Eucaristia e a Crisma, para poder receber Jesus Eucarístico.

E hoje eu vejo a Canção Nova como um pedaço do céu, hoje minha irmã está muito bem em casa e louvo a Deus pelos passos que ela tem dado. E sempre peço que Deus cuide dela, porque o mundo é cruel e quer jogar você nesse abismo em que ela estava. Mas hoje ela está resgatada para a honra e glória do Senhor Jesus.”

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