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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Igreja Santa

“Em nome do Senhor Jesus, que nos remiu com sua morte, nós vos pedimos e suplicamos que procureis diligentemente informar-vos acerca do motivo e do modo como sofremos tribulações e angústias da parte dos inimigos da religião critã. Desde que, por disposição divina, a Mãe Igreja me colocou no trono apostólico, apesar de me sentir indigno e contra a minha vontade, disso Deus é testemunha, procurei com o máximo empenho que a Santa Igreja, esposa de Deus, senhora e mãe nossa, voltando à primitiva beleza que lhe é própria, permanecesse livre, casta e católica. Mas como isso desagrada muitíssimo ao antigo inimigo, este armou seus sequazes contra nós, para que tudo sucedesse ao contrário. Por isso, ele fez tanto mal contra nós, ou antes, contra a Sé Apostólica, como ainda não pudera fazê-lo, desde os tempos do imperador Constantino Magno. Nem é de admirar muito, porque, quanto mais o tempo passa, tanto mais ele se esforça para extinguir a religião cristã.

Agora, pois,, meus caríssimos irmãos, ouvi com muita atenção o que vos digo. Todos os que no mundo inteiro têm o nome de cristãos e conhecem verdadeiramente a fé cristã, sabem e crêem que São Pedro, o príncipe dos apóstolos, é o pai de todos os cristãos e o primeiro pastor, depois de Cristo, e que a Santa Igreja Romana é a mãe e mestra de todas as Igrejas. Se, portanto, acreditais nessas coisas e as afirmais sem hesitação, eu, vosso humilde irmão e indigno mestre, rogo-vos e recomendo-vos pelo amor de Deus onipotente, que ajudeis e socorrais este vosso pai e esta vossa mãe, se desejais alcançar por seu intermédio a absolvição de todos os pecados, a bênção e a graça, neste mundo e no outro. Deus onipotente, de quem procedem todos os bens, sempre ilumine a vossa alma e a fecunde com seu amor e o amor do próximo. Assim, pela vossa constante dedicação, mereceis a recompensa de São Pedro, vosso pai na fé, e da Igreja, vossa mãe, e chegareis sem temor à sua companhia. Amém”. (Palavras de São Ggregório VIII, Papa de 1073 a 1085, que trabalhou intensamente na Reforma da Igreja e, perseguido, morreu no desterro, em Salerno).

Sempre, no decorrer da história, haverá aqueles que, dentro e fora da Igreja, se investirão contra ela. Uns lhe fazem mal pela traição aos compromissos assumidos, outros pelo ódio à sua profecia que fere seus interesses. Entretanto, as palavras de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” e “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(cf Mt 16,13-19) continuam verdadeiras. A Igreja jamais será corroída por dentro, como vem sendo gritado todos os dias por aqueles que não a conhecem, pois seu “dentro” é o mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, seu fundamento é Cristo, sua força é o Espírito que a conduz pelos caminhos da história. O pecado não vem de seu interior, vem de fora, de cada um de nós que, não obstante a purificação do batismo, continuamos sujeitos às humanas misérias. O pecado é como um verme que corroi o ser humano por dentro. Nossos pecados desfiguram o rosto da Igreja santa, impedem que sua luz brilhe no mundo. São sete os pecados que capitaneiam o mal no mundo: Soberba, Avareza, Luxúria, Inveja, Gula, Ira e Preguiça. São “patrimônio” de toda a humanidade. A Igreja reúne em seu seio uma multidão de pecadores que desejam banhar-se nas águas da redenção. O combate contra o mal, dentro e fora de nós, só terá fim com nossa morte e com o desfecho final da história humana. É preciso ouvir sempre de novo a parábola do joio e do trigo ( cf. Mt 13,24-30) e aquela dos peixes sãos e dos peixes corrompidos, apanhados na mesma rede do pescador(cf. Mt 13,47-30). Mas é preciso sobretudo louvar a Deus pela Igreja, presente no mundo, sinal permanente de seu amor misericordioso.

Quantas coisas bonitas vivemos nesses últimos dias: a Páscoa do Senhor, Pentecostes, a festa da Santíssima Trindade! E estão a chegar as festas de Corpus Christi, do Sagrado Coração de Jesus, de Santo Antônio, de São João Batista, de São Pedro e São Paulo. A luz de Cristo brilha intensamente em nossa vida e seu amor se manifesta de muitas formas em sua Igreja. Neste mês de junho, no próximo dia 11, encerra-se o Ano Sacerdotal em que nós, sacerdotes, fomos convidados a espelhar-nos na fidelidade de Cristo para sermos igualmente fieis à vocação a que fomos chamados. O Senhor nos falou a nós, sacerdotes, de muitos modos, às vezes através de acontecimentos dolorosos, mas sempre com muito amor. As palavras de São Gregório, acima citadas, nos fazem compreender que é tentando atingir a cabeça que se pensa destruir a Igreja. Como sua cabeça é Cristo, a Igreja continuará seu caminho e o Espírito continuará a fazer santos no decurso da história. Você, cristão(ã), você, sacerdote, você pode e deve ser um deles, sinal de Deus para os homens e mulheres de nosso tempo.

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Igreja sempre é comunicação', afirma Dom Orani

CN Notícias Sávio Gabatel

Jesus ''nos deixou a Igreja para continuar essa missão de comunicar a 'boa notícia' a todos'', disse Dom Orani

"A Igreja sempre é comunicação", afirmou o presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação da CNBB e Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, nesta quarta-feira, 5, dia em que se comemora o Dia Nacional das Comunicações.

Dom Orani explica que o "próprio Jesus veio para comunicar a mensagem do Pai e, assim, também nos deixou a Igreja para continuar essa missão de comunicar a 'Boa Notícia' a todos. Isso através do testemunho, da Palavra de Deus e dos meios que vão surgindo".

O prelado recordou ainda a mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações, que será celebrado no Dia da Ascensão do Senhor, no próximo dia 16, quando o Santo Padre recorda aos padres que "nós não podemos estar fora desse trabalho de comunicação, anunciando a Palavra de Deus".

Respostas da Igreja Contra os Abusos Sexuais

No site da Santa Sé, existe um menu onde existem diversos documentos, discursos e citações onde a Igreja dá uma resposta a altura sobre os atuais fatos de abuso sexual

Clique aqui e veja

sábado, 1 de maio de 2010

Igreja não é contra a ciência, diz especialista



O coordenador do Conselho Arquidiocesano Pró-Vida de Belo Horizonte (MG) e pós-doutor em Reprodução Humana, professor Paulo Franco Taitson
"A ciência avança numa velocidade galopante e se recorrer aos princípios éticos, biomédicos, morais e religiosos para fazer uma reflexão a respeito. Em hipótese nenhuma a Igreja é contra a ciência; ambas comungam de discussões, falas. O que precisamos é, na medida em que a ciência avança - e isso deve ser incentivado -, ter a oportunidade de fazer reflexões antes de serem tomadas decisões sobre leis que, muitas vezes, podem ferir valores essenciais da vida humana".


É o que destaca o coordenador do Conselho Arquidiocesano Pró-Vida de Belo Horizonte (MG) e pós-doutor em Reprodução Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor Paulo Franco Taitson.


Acesse



O Conselho existe na capital mineira há cerca de dois anos e é integrado por consultores e peritos com o intuito de debater e discutir, no âmbito da Saúde e do Direito, os valores da vida humana.


"Para que seja entendido que o embrião é vida humana e que a morte deve ser sempre recebida como algo digno e respeitoso às condições o ser humano; quando houver interferência, que seja sempre em prol do paciente e buscando a valorização do ser humano", complementa.


Taitson é um entusiasta de que mais dioceses adotem a ideia lançada pelo Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, formando um grupo estruturado por profissionais das áreas de Biologia, Medicina, Farmácia, Direito e Teologia para fundamentar, em conjunto, a discussão dos valores da vida humana.


"Nossas discussões estão fundamentadas na saúde, em conceitos científicos, com marcos teóricos muito bem fundamentados", explica o professor. Um exemplo é a questão dos projetos que preveem a aprovação irrestrita do aborto em casos de anencefalia (quando a criança nasce sem cérebro). Taitson conta que integrantes do Conselho foram recebidos em audiência pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ficaram impressionados porque os conceitos pró-vida não discutem valores da religião, mas da saúde do embrião, da vida humana.


"Queremos que nossa fala científica, a base jurídica, possa contribuir com a discussão daquelas pessoas que darão o ponto final destes novos marcos legislativos no Brasil", assegura.



Senso comum


Em meio a discussões delicadas, como o direito de morrer, clonagem humana, doação de órgãos, identidade de gênero (preceito que afirma que o sexo é uma construção social, não um dado biológico), uma das frentes de atuação do Conselho é na formação do senso comum. O professor Taitson explica:


"No meio jurídico, sempre há aquele fala de que antes de haver a lei, há o senso comum. O Conselho busca instruir ao máximo cada cristão acerca desses "novos" ora propostos, com seus pontos positivos e negativos. Aí sim nós vamos um gerar meio de discussão mais salutar e uma sociedade mais consciente de determinados valores".


Nesse sentido, o coordenador do Conselho explicita que cada pessoa deve fazer sua parte.


"Numa sociedade plural, muitas vezes, a omissão dos bons acaba no favorecimento do surgir de pessoas com tendências que não são adequadas, até certo ponto nem escrupulosas. Há aí uma chamada importante para que cada cristão participe ativamente na sociedade, no conhecimento e estudo desses valores cristãos que estão sempre alicerçados em valores científicos. O cristão tem um papel importante, não somente a instituição Igreja", finaliza.

domingo, 25 de abril de 2010

Cristo vivo em sua Igreja - Artigo Padre Orlando Maffei


Caríssimos filhos, a natureza humana foi assumida tão intimamente pelo Filho de Deus, que o único e mesmo Cristo está não apenas neste homem, primogênito de toda a criatura, mas também em todos os seus santos. Disto não podemos duvidar. E como a Cabeça não pode separar-se dos membros, também os membros não podem separar-se da Cabeça. Se é certo que Deus será tudo em todos não nesta vida mas na eterna, também é verdade que,

desde agora, ele habita inseparavelmente no seu templo, que é a Igreja, conforme sua promessa: Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28,20).

Por conseguinte, tudo quanto o Filho de Deus fez e ensinou para a reconciliação do mundo, podemos saber não apenas pela história do passado, mas experimentando-o na eficácia do que ele realiza no presente.

É ele que, tendo nascido da Virgem Mãe pelo poder do Espírito Santo, por ação do mesmo Espírito, fecunda a sua Igreja imaculada, a fim de gerar pelo nascimento batismal, uma inumerável multidão de filhos de Deus. É deles que se diz: Estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13).

É nele que foi abençoada a descendência de Abraão por meio da adoção filial de todos os povos do mundo; e o santo patriarca torna-se pai das nações quando, pela fé e não pela carne, lhe nascemos filhos da promessa.

É ele que, sem excluir povo algum, reúne em um só rebanho as santas ovelhas de todas as nações que existem debaixo do céu,e todos os dias cumpre o que prometera, ao dizer: Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16).

Embora tenha dito de modo especial a São Pedro: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21,17), é ele o único Senhor que orienta o ministério de todos os pastores. É ele que alimenta os que se aproximam desta pedra, com pastos tão férteis e bem irrigados, que inúmeras ovelhas, fortalecidas pela generosidade do seu amor, não hesitam em morrer pelo Pastor, o Bom Pastor que deu a vida por suas ovelhas.

É ele que une à sua Paixão não apenas a gloriosa fortaleza dos mártires, mas também a fé de todos aqueles que renasceram nas águas batismais.

É nisso que consiste celebrar dignamente a Páscoa do Senhor com os ázimos da sinceridade e da verdade: tendo rejeitado o fermento da antiga malícia, a nova criatura se inebria e se alimenta do próprio Senhor.

A nossa participação no corpo e no sangue de Cristo age de tal modo que nos transformamos naquele que recebemos. Mortos, sepultados e ressuscitados nele, que o tenhamos sempre em nós tanto no espírito quanto no corpo.

Papa destaca missão da Igreja nos meios de comunicação

Rádio Vaticano
Parte da Home do site oficial do Vaticano

O Papa Bento XVI recebeu na manhã deste sábado os participantes do encontro nacional intitulado "Testemunhas digitais. Rostos e linguagens na era da mídia", promovido pela Conferência Episcopal Italiana.

Bento XVI destacou em seu discurso que o nosso tempo abriu as fronteiras para a comunicação e que a missão da Igreja e de toda pessoa que trabalha nos meios de comunicação é salvaguardar a qualidade das relações humanas e atender às pessoas e suas necessidades espirituais, oferecendo aos homens que vivem nesta era digital os sinais necessários para reconhecer o Senhor. Vários profissionais italianos do mundo da comunicação participaram do encontro, que se realizou em Roma.



O Papa convidou os participantes a fazerem dos meios de comunicação um caminho que conduza à Palavra de Deus. "Como animadores da cultura e da comunicação, vocês são os sinais vivos de que os modernos meios de comunicação fazem parte dos instrumentos cotidianos, através dos quais as comunidades eclesiais se expressam. Através deles é possível entrar em contato com o próprio território e instaurar formas de diálogo a longa distância".



O Pontífice exortou os profissionais da comunicação a continuarem nutrindo em seus corações uma saudável paixão pelo ser humano. "Que vocês sejam ajudados por uma sólida preparação teológica e pela profunda e alegre paixão por Deus, alimentada pelo contínuo diálogo com o Senhor".


O Santo Padre citou alguns meios de comunicação que estão a serviço da Igreja na Itália, como o jornal da CEI, Avvenire, a emissora televisiva TV 2000, a rede de rádios inBlu e a agência SIR (Serviço de Informação Religiosa), além de jornais e vários sites de inspiração católica.



Ao concluiu seu discurso, Bento XVI agradeceu os participantes do encontro pelo serviço prestado à Igreja e ao ser humano, e invocou sobre todos eles a proteção da Virgem Maria e dos grandes santos da comunicação.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Bíblia na vida da Igreja

Imagem de Destaque
Por que é importante conhecer a 'Dei Verbum'

A Igreja possui um importante documento sobre como devemos ler e entender as Sagradas Escrituras, juntamente com a Tradição e o Magistério. Trata-se da "Dei Verbum", constituição dogmática sobre a revelação divina.

Na introdução dessa obra nós lemos: "Por isso, segundo os Concílios Tridentino e Vaticano I, entende propor a genuína doutrina sobre a revelação divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame".

Mas por que é necessário para nós católicos conhecer a "Dei Verbum"? Porque esse estudo irá nos responder uma série de questões, dentre as quais:

– O que significa a revelação de Deus na Bíblia;

– O que é a Tradição Apostólica e qual a relação com as Sagradas Escrituras;

– O que é o Magistério da Igreja e qual a sua relação com as Sagradas Escrituras e com a Tradição Apostólica;

– Qual a relação entre o Antigo e o Novo Tetamento;

– Diversos aspectos da Bíblia na Vida da Igreja.

Clique e leia o documento, disponível no site do Vaticano, sobre a "Dei Verbum"

Vídeos de apresentação de Denis Duarte sobre a obra:




Denis Duarte

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Cristianismo e a Igreja Católica no século XXI

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A fé cristã não é uma teoria, mas sim um acontecimento

Do instigante diálogo entre Peter Seewald e o então Cardeal Joseph Ratzinger, o atual Pontífice Bento XVI, resultou o livro "O Sal da Terra – o Cristianismo e a Igreja Católica no século XXI". Na referida obra, encontramos algumas respostas do Santo Padre para alguns questionamentos do jornalista, o qual abandonara a fé católica havia muito tempo. Certa vez, Seewald lhe perguntou quantos caminhos existiam para Deus, e este afirmou: "Tantos quantos há pessoas".

Abaixo, reproduzimos algumas das perguntas extraídas do livro em questão, em comemoração ao aniversário de Santo Padre, o Papa Bento XVI.

O que o senhor considera mais fascinante em ser católico?

Fascinante é esta história viva, na qual entramos, o que, já em termos humanos, é algo de especial. Fascinante é que uma instituição com tantas fraquezas e falhas humanas se mantenha na sua continuidade e que eu, ao viver essa grande comunidade, possa saber que estou em comunhão com todos os vivos e mortos; e que nela também posso encontrar uma certeza sobre o essencial da minha vida, ou seja, o Deus que está voltando para mim; uma certeza sobre a qual posso fundar minha vida, com a qual posso viver e morrer.

A fé cristã não é uma teoria, mas sim um acontecimento. E isso é muito importante. O essencial, também no próprio Cristo, não é que Ele tenha anunciado determinadas ideias – o que Ele também fez obviamente - , mas eu me torno cristão, porque acredito nesse acontecimento. Deus entrou no mundo e agiu; é portanto, uma ação, uma realidade, não apenas um conjunto de ideias.

Todas as grandes culturas que conhecemos tiveram ou têm a religião como fator comum mais importante. Parece existir uma espécie de uníssomo das doutrinas, por exemplo, na exortação à moderação, na advertência contra o egocentrismo e a autonomia. Então, por que razão as religiões não haveriam de ser todas iguais? Por que razão o Deus dos cristãos haveria de ser melhor do que o Deus do índio? E por que razão haveria de existir uma única religião que levasse à salvação?

Essa proposta, que foi feita desde o início da investigação histórica das religiões no Ilusionismo, mas que também tinha sugerido antes, já é contraditória quando se consideram as próprias religiões. É que não são iguais. Há graus diferentes e há religiões manifestamente doentes, que também podem ser destrutivas para o homem.

A crítica marxista da religião tem razão na medida em que há religiões de práticas religiosas que são alienantes para o homem. Lembremo-nos, por exemplo, de que, na África, a crença nos espíritos ainda continua a ser um grande obstáculo para o desenvolvimento da terra e para a construção de uma estrutura econômica moderna. Se preciso me proteger dos espíritos por todos os lados e se um medo irracional determina todo o meu sentimento de vida, então o que deveria ser a religião certamente não é vivido como deve ser, no mais profundo de mim mesmo. E, assim, também podemos verificar que no cosmos religioso indiano (o nome hinduísmo é, antes de mais nada, uma designação enganadora que engloba uma multiplicidade de religiões) existem formas muito diferentes; algumas muito elevadas, puras, marcadas pela ideia do amor, mas também algumas formas muito cruéis, das quais fazem parte ritos homicidas.

Sabemos que os sacrifícios humanos marcam de forma horrível uma parte da história das religiões; sabemos que a religião política se transformou num instrumento de destruição e de opressão; conhecemos patologias na própria religião cristã. A queima das bruxas é a retomada de um costume germânico que tinha sido superado com dificuldade por meio da evangelização na Alta Idade Média e que depois, na Baixa Idade Media, voltou a surgir com o enfraquecimento da fé. Resumindo: os deuses não são todos iguais, há figuras divinas muito negativas, quer pensemos nos cosmos religioso grego, quer, por exemplo, no indiano. A ideia de igualdade das religiões fracassa, muito simplesmente, perante o fato da história das religiões.

Mas não seria possível aceitar também que alguém possa alcançar a salvação através de outra fé que não a católica?

Isso é uma questão completamente diferente. É perfeitamente possível alguém receber da sua religião as orientações que o ajudam a tornar-se uma pessoa mais pura e, graças às quais, se quisermos usar essa expressão, também agrada a Deus e alcança a salvação. Isso não está, de modo algum, excluído; pelo contrário, acontecerá certamente em grande medida. Só que deduzir daí que as próprias religiões são simplesmente iguais, que estão uma para as outras como num grande concerto, numa grande sinfonia, em que todas, afinal, têm o mesmo significado, isso seria errado.

As religiões também podem tornar mais difícil para o homem ser bom. Isso até pode acontecer no Cristianismo, devido à vivência errada do que é ser cristão, as figuras sectárias, etc. Nessa medida, também a purificação da religião na história das religiões e no cosmos das religiões é sempre uma enorme necessidade, para que não se torne um impedimento para a relação correta com Deus, mas realmente encaminhe o homem.

Eu diria que se o Cristianismo, a partir da figura de Jesus Cristo, se apresentou como verdadeira religião na história das religiões, isso significa que na figura de Cristo surgiu, pela Palavra de Deus, a força realmente purificadora. Não é necessariamente sempre bem vividas pelos cristãos, mas é o critério e a direção das purificações indispensáveis, para que a religião não se torne um sistema de opressão e alienação, mas sim um caminho que conduza o homem a Deus e a si mesmo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

No Ano Sacerdotal, um testemunho de dedicação à Igreja

Mirticeli Medeiros

Em todo o mundo, a Igreja vive o Ano Sacerdotal. Conheça o testemunho de padres e leigos, que abraçaram o propósito de conduzir todo o clero católico a uma verdadeira renovação.

Assista à reportagem


Em Roma, um terço rezado a cada quinta-feira traz uma intenção bem especial: "Nos reunimos aqui para nos unirmos a toda a Igreja e sustentar com nossa humilde oração, os sacerdotes", explica a responsável pelo terço, Ana Maria Scanamastra.

O grupo de Nossa Senhora da Rosa Mística é uma resposta ao apelo do Papa Bento XVI que pede que todos os católicos rezem pelos sacerdotes este ano. "Se não existissem os padres, a paixão e morte de Cristo seriam vãs. Se não existissem os padres não haveriam os sacramentos. Os padres são importantíssimos na vida de cada cristão, desde o nascimento até a morte", disse Ana Maria.

Seja colhendo limões, passeando pelo jardim ou concendo uma entrevista, o padre Ugo Zagna expressa a alegria de ser sacerdote. "Antes de tudo, digo que sou verdadeiramente feliz por ser padre, se eu nascesse de novo, escolheria ser padre novamente. Naturalmente, com a graça do Senhor, porque a aventura na qual o Senhor nos chama no sacerdócio é maravilhosa e entusiasmante. É claro que existem dificuldades, sacrifícios, mas o Senhor nos dá força", contou o sacerdote.

Este ano, padre Ugo completa 40 anos de sacerdócio, um caminho que, segundo ele, foi marcado por inúmeras renúncias. Apesar disso, será que ele estaria disposto a fazer tudo novamente? "A consciência de que nós no mundo continuamos o obra de Cristo, que somos sinal da presença de Cristo, nos deve encher de entusiasmo, alegria e de um certo orgulho".

Já o padre colombiano, Inazio Sanchez, que tem apenas nove anos de sacerdócio fala da experiência de deixar o país onde nasceu para se aventurar em uma vida de missão. "Quando eu era seminarista, nos primeiros dias, quando comecei a me desapegar da minha casa, me custava muito. Mas desde o momento em que fui ordenado, sempre me coloquei à disposição do meu Deus", disse.

Histórias diferentes que trazem uma satisfação em comum, a de conduzir pessoas para Deus.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ouça: Cardeal Hummes fala sobre atuação da Igreja no Chile

Da Redação, com Rádio Vaticano


A Basílica papal de Santa Maria Maior, em Roma, sediou uma Santa Missa em sufrágio pelas vítimas do terremoto no Chile nesta sexta-feira, 26. A celebração eucarística foi presidida pelo Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano.

O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, falou sobre a atuação da Igreja na tragédia chilena e ressaltou a união e solidariedade dos fiéis do continente.

.: Ouça a entrevista

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tecnologia: você tem medo de inovar?

Você não gosta de tecnologia ou tem medo das mudanças?

Bom, você pode não gostar ou, até mesmo, achar que não leva jeito para assuntos tecnológicos, mas o fato é que essa realidade digital já permeiam a nossa vida constantemente, por isso é tempo perdido relutar.

Eu admito: são muitas as mudanças, muitas as novidades. Mal aprendemos a utilizar uma ferramenta e já aparece outra mais moderna, mais rápida, mais fácil de executar e com promessas sonhadoras de não travar nem dar problemas; pelo contrário, elas prometem facilitar a nossa vida. Na verdade, quero tentar ajudar você a perceber algo: será que essa indisposição em experimentar as novas tecnologias não revela sintomas do ‘homem velho’? É isso mesmo, o homem que insiste em ficar acomodado à vidinha de sempre, fazendo as mesmas coisas, sempre com as mesmas pessoas, visitando os mesmo lugares, nos mesmos horários.


Hoje, quero lhe convidar a perceber e analisar se você não está permitindo que esse ‘homem velho’ tome conta de você mais uma vez, com velhas manias, velhos pecados e costumes; com um monte de pensamentos quadrados que não fazem bem a você e àqueles que o rodeiam. O pior é que este “acomodar-se” faz de você uma pessoa fechada, metódica, seletiva.

Se a sociedade tem caminhado a passos largos, muito se deve ao crescimento das novas tecnologias.
Não quero dizer com isso que o desenvolvimento tecnológico seja a solução de todos os nossos problemas, ele é apenas um meio para nos levar ao verdadeiro fim: Cristo. E através de Cristo, aos irmãos.

Será que o medo de uma nova ferramenta, de um novo trabalho ou o medo de fazer uma nova experiência com alguém está revelando os sintomas de uma vida estacionada que, a cada dia, se torna mais fechada em si mesma?

Cuidado! O ‘homem velho’ está à espreita, esperando você estacionar, acomodar-se para, aos poucos, retomar o terreno que já foi dele um dia. É preciso estar antenado, pois até o inimigo sabe usar as novas ferramentas e se adequar às novidades para ganhar espaço em seu coração e, assim, trazer de volta o ‘homem velho’.

“Quando o Espírito impuro sai de alguém, fica vagando por lugares áridos, à procura de repouso, e não encontra. Então diz: ‘Vou voltar para a minha casa de onde saí’. Quando chega, ele a encontra desocupada, varrida e arrumada. Então, ele vai e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele, que entram e se instalam aí. No fim, o estado dessa pessoa fica pior do que antes (Mt. 12, 43-45).

Hoje é um novo dia para acolher as novidades de Deus, usando as ferramentas de tecnologia apenas como um meio. Então, quero proclamar uma nova disposição sobre sua vida, quero proclamar: Efatá, Abre-te! (Mc. 7, 32-34).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Anuário Pontifício apresenta estatísticas da Igreja no mundo

Vatican Information Service

Entre 2007 e 2008, o número de fiéis batizados no mundo aumentou consideravelmente, passando dos 1,147 bilhões para 1,166 bilhões, um aumento total de 19 milhões de fiéis e percentual de 1,7%. Comparando estes dados com a evolução da população mundial no mesmo período, que passou de 6,62 para 6,70 bilhões de pessoas, se observa que a incidência de católicos a nível mundial teve um ligeiro aumento, entre 17,33 e 17,40 por cento.

Este é apenas um dos dados apresentados pelo Anuário Pontifício 2010. As estatísticas referentes ao ano de 2008 fornecem uma análise sintética das principais tendências relativas à Igreja Católica nas 2.945 circunscrições eclesiásticas do planeta.

A partir de 2009, foram erigidas pelo Santo Padre oito novas sedes episcopais e uma Prelazia; uma Prelazia foi elevada a Diocese e três Prefeituras a Vicariatos Apóstolos. No total, foram nomeados 169 novos bispos.

Entre 2007 e 2008, o número de bispos aumentou globalmente em 1,13%, passando dos 4.946 para 5.002. O aumento foi significativo na África (+ 1,83%) e nas Américas (1,57%), enquanto na Ásia (1,09%) e na Europa (0,70%) os valores estão bem abaixo da média global. A Oceania registrou, no mesmo período, uma taxa de variação de -3%. No entanto, tal diferença não causou alterações significativas na distribuição dos bispos por continente.

A situação numérica dos sacerdotes, seja diocesanos ou religiosos, continua a mostrar, globalmente, uma evolução positiva, mas ainda moderada e em torno de 1% no período entre 2000 e 2008. Os sacerdotes, diocesanos e religiosos, de fato, aumentaram nos últimos nove anos, passando de 405.178 em 2000 para 408.024 em 2007 e 409.166 em 2008. A distribuição do clero entre os continentes, em 2008, é caracterizada por uma elevada prevalência de padres europeus (47,1%), enquanto os americanos são 30%; o clero asiático responde por 13,2%, o africano por 8,7% e o da Oceania por 1,2%.

Entre 2000 e 2008, não se alterou a incidência relativa aos sacerdotes na Oceania; ao contrário, cresceu o número do clero africano, asiático e americano, enquanto o clero europeu visivelmente diminuiu de 51,5 para 47,1%.

No rol dos trabalhadores religiosos que auxiliam a atividade pastoral dos bispos e padres, os religiosos professos constituem o grupo de maior peso numérico. Tais religiosos, que eram 801.185 no mundo todo em 2000, diminuíram gradualmente, de tal modo que, em 2008, havia 739.067 (com uma diminuição relativa no período de 7,8%). Destaca-se que o grupo mais numero de religiosos professos encontra-se na Europa (40,9%) e na América (27,5%), e que as diminuições mais significativas ocorreram igualmente na Europa (- 17,6%) e na América (-12,9%), assim como na Oceania (-14,9%), enquanto na África e na Ásia houve um aumento significativo (+21,2% e 16,4%, respectivamente), que contrabalançaram a redução antes apresentada, mas não ao ponto de anulá-la.

Em nível global, o número de candidatos ao sacerdócio aumentou, passando de 115.919 em 2007 para 117.024 em 2008. No biênio, houve uma taxa de crescimento de cerca de 1%. Esta mudança foi positiva na África (3,6%), na Ásia (4,4%) e na Oceania (6,5%), enquanto a Europa registrou uma diminuição de 4,3%. A América apresenta uma situação de estabilidade.


Apresentação ao Papa

Os dados foram apresentados ao Santo Padre na manhã deste sábado, 20, pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e pelo substituto do secretário de Estado para Assuntos Gerais, Dom Fernando Filoni.

A redação do novo anuário esteve aos cuidados do responsável do Escritório Central de Estatísticas da Igreja, monsenhor Vittorio Formenti, do professor Enrico Nenna e de outros colaboradores.

O complexo trabalho de impressão esteve aos cuidados de Dom Pedro Migliasso, S.D.B., Antonio Maggiotto e Giuseppe Canesso, respectivamente Diretor Geral, Diretor Comercial e Diretor Técnico da Tipografia Vaticana.

O Santo Padre expressou sua gratidão, mostrando grande interesse pelos dados apresentados e expressando sua grande gratidão a todos os que contribuíram para a nova edição do Anuário.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os santos constituem o presente e o futuro da Igreja e da sociedade

Os santos constituem o presente e o futuro da Igreja e da sociedade: Bento XVI recebendo os membros da Congregação para as Causas dos Santos, nos 40 anos da sua constituição






Os santos não são gente do passado, mas sim o presente e o futuro da Igreja e da sociedade: sublinhou Bento XVI, recebendo neste sábado, no Vaticano, os membros e colaboradores da Congregação para as Causas dos Santos, liderados pelo respectivo Prefeito, o arcebispo Angelo Amato. O Papa evocou o quadragésimo aniversário da instituição, da parte de Paulo VI, deste dicastério da Cúria Romana, conferindo-lhe a sua forma actual, mais orgânica e moderna, para concretizar aquele discernimento que a Igreja, desde as origens, pôs em acto para reconhecer a santidade dos seus filhos. Um “serviço à edificação do Povo de Deus”, “significativo contributo para a obra da evangelização”:

“Quando a Igreja venera um Santo, anuncia a eficácia do Evangelho e descobre com alegria que a presença de Cristo no mundo, reconhecida e adorada na fé, é capaz de transfigurar a vida do homem, produzindo frutos de salvação para toda a humanidade”.

Aliás, observou ainda o Papa, “cada beatificação e canonização é, para os cristãos, um forte encorajamento a viver com intensidade e entusiasmo o seguimento de Cristo, caminhando para a plenitude da existência cristã e para a perfeição da caridade”.

“Os Santos – sinal daquela radical novidade que o Filho de Deus, com a sua incarnação, morte e ressurreição, inseriu na natureza humana, e insignes testemunhas da fé - não são representantes do passado, mas constituem o presente e o futuro da Igreja e da sociedade”.

Bento XVI prosseguiu fazendo alusão à sua última Encíclica – “Caritas in veritate” (caridade na verdade): “Eles [os santos] realizaram em plenitude aquela caritas in veritate que é o sumo valor da vida cristã, e são como as faces de um prisma, sobre as quais, com variadas diferenciações, se reflecte a única luz que é Cristo”.

O Papa observou ainda que a vida de cada santo, de qualquer parte da terra, apresenta sempre “duas significativas constantes”. Por um lado, o facto de a sua relação com o Senhor nunca ser repetitiva, exprimindo-se em “modalidades autênticas, vivas e originais, brotando de um diálogo com o Senhor intenso e envolvente, que valoriza e enriquece mesmo as formas externas”. Além disso, na vida destes nossos irmãos e irmãs, “vem ao de cima a contínua busca da perfeição evangélica, a recusa da mediocridade e a tensão em direcção à total pertença a Cristo”.

Na parte final do discurso que dirigiu aos membros e colaboradores da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa referiu-se à oportunidade espiritual e pastoral que constitui o longo processo que do reconhecimento da heroicidade das virtudes ou do martírio conduz depois à beatificação e finalmente, quando é o caso, à canonização:

“No itinerário para o reconhecimento da santidade, emerge uma riqueza espiritual e pastoral que abrange toda a comunidade cristã. A santidade – isto é, a transfiguração das pessoas e das realidades humanas à imagem de Cristo ressuscitado - representa o objectivo último do plano de salvação divina, como recorda o apóstolo Paulo: ‘Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação’.”

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Papa salientou que a Igreja precisa de se purificar continuamente.

Neste Segundo Domingo de Advento o Papa salientou que a Igreja precisa de se purificar continuamente. Bento XVI pediu que a Conferencia de Copenhaga assuma compromissos a favor dos pobres e das gerações futuras

O Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma historia verdadeira, e Jesus de Nazaré é uma personagem histórica inserida naquele contexto preciso. Foi o que salientou Bento XVI, neste Domingo, dirigindo-se ás cerca de 40 mil pessoas congregadas ao meio dia na Praça de S. Pedro para a recitação do Angelus.
O Papa referia-se ao Evangelho deste II Domingo de Advento em que Lucas fala de João Baptista que foi o precursor do Messias e traça com grande precisão as coordenadas espaço - temporais da sua pregação.
Depois desta ampla introdução histórica – explicou o Papa – a palavra de Deus é apresentada como uma força que desce do alto e se poisa sobre João Baptista.
Citando a este propósito Santo Ambrósio, o grande bispo de Milão cuja festa ocorre a 7 de Dezembro, o Santo Padre sublinhou que a Palavra de Deus é o sujeito que move a história, inspira os profetas, prepara o caminho do Messias, convoca a Igreja. O próprio Jesus – acrescentou – é a Palavra divina que incarnou no seio virginal de Maria, nele, Deus revelou-se plenamente, disse – nos e deu –nos tudo, abrindo-nos os tesouros da sua verdade e da sua misericórdia. Desceu portanto a Palavra para que a terra, que antes era um deserto, produzisse os seus frutos para nós - explicou o Papa usando as palavras de Ambrósio.
E a flor mais linda que germinou da Palavra de Deus – disse depois Bento XVI – é a Virgem Maria. Ela é a primícia da Igreja, jardim de Deus na terra. Mas – acrescentou – enquanto Maria é Imaculada, assim a celebraremos depois de amanhã, a Igreja precisa continuamente de se purificar, porque o pecado insidia todos os seus membros.
Na Igreja está sempre em acto uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que torna a terra árida e a graça que a irriga para que produza frutos abundantes de santidade.
Peçamos á Mãe do Senhor que nos ajude neste tempo de Advento, a endireitar os nossos caminhos, deixando-nos guiar pela palavra de Deus.
Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que nesta segunda feira dia 7 será inaugurada em Copenhaga a conferencia da ONU sobre as mudanças climáticas, com a qual a comunidade internacional entende contrastar o fenómeno do aquecimento global.
Faço votos de que os trabalhos ajudem a individuar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum – disse o Papa.
A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e as geração futuras.
Nesta perspectiva – acrescentou Bento XVI - para garantir pleno sucesso á Conferencia, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana

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