quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
PAPA NA AUDIÊNCIA: VIVER O ADVENTO FIXANDO O OLHAR NA VIRGEM MÃE
Cidade do Vaticano, 09 dez (RV) – A Sala Paulo VI acolheu esta manhã milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral desta quarta-feira.
Como nas semanas precedentes, Bento XVI falou hoje em sua catequese de outro monge do século doze: Ruperto de Deutz. Segundo um costume da época, quando criança foi acolhido no mosteiro beneditino de São Lourenço, onde recebeu uma esmera educação. Desde cedo, manifestou seu amor pela vida monástica. No ano 1120, o nomearam abade de Deutz, onde viveu até a morte em 1129.
Ruperto nos deixou uma grande quantidade de obras, que, ainda hoje, suscitam grande interesse. Na vida, deu provas de profunda adesão ao Sucessor de Pedro, tendo preferido ver adiada a sua ordenação sacerdotal a recebê-la das mãos de um bispo em dissenso com o papa.
A referência ao ministério petrino garante fidelidade à sã doutrina e dá serenidade e liberdade interior. Contra alguns que defendiam uma presença meramente simbólica de Jesus na Eucaristia, Ruperto defende a presença real, afirmando a continuidade entre o Corpo do Verbo encarnado e o Corpo de Cristo presente nas Espécies do pão e do vinho.
Mas, por que encarnou o Verbo divino? Diziam alguns: para reparar o pecado do homem. Ruperto alarga o horizonte e explica: a encarnação sempre estivera prevista, independentemente do pecado do homem; era necessária para que a humanidade pudesse reunir-se em Cristo como uma só família para glória e louvor de Deus Pai.
No final da Audiência, o papa saudou os presentes em várias línguas, entre as quais em português: "Amados peregrinos de língua portuguesa, desejo a todos um tempo santo de Advento fixando o olhar na Virgem Mãe, a parte melhor e mais excelsa da Igreja. Como Maria, preparemos o coração, a família, os amigos para acolher e oferecer Jesus no Natal. São os meus votos e também a minha Bênção!".
O caminho privilegiado do perdão
O caminho privilegiado do perdão
Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus!
Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!
Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.
Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro. Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…)
A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se é deixar-se fazer novamente amigo de Deus! Experimentar a misericórdia de d'Ele, deixar que Ele exercite em nós a Sua misericórdia!
Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.
Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante. Também podemos falar a Deus quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados.
São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para Deus. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.
A reconciliação com nossos irmãos também é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai. Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.
Se hoje você enfrenta este grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d'Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!
Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso dê um passo, faça um gesto concreto. Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!
Maria diz aos homens de nosso tempo: não tenham medo
Maria diz aos homens de nosso tempo: não tenham medo
Da Redação, com Rádio Vaticano
"Quanto necessitamos desta bela notícia! Todos os dias, de fato, por meio dos jornais, da televisão e do rádio, o mal nos é contado, repetido, amplificado, habituando-nos às coisas mais terríveis, fazendo-nos tornar insensíveis e, de alguma maneira, intoxicando-nos, porque o negativo não é plenamente digerido e, dia após dia, se acumula. O coração se endurece e os pensamentos se obscurecem. Por isso, a cidade necessita de Maria, que com a sua presença nos fala de Deus e nos induz a esperar, inclusive nas situações mais humanamente difíceis", ressalta Bento XVI.
Nas cidades, continuou o Pontífice, vivem – ou sobrevivem – pessoas invisíveis, que por vezes acabam nas primeiras páginas ou nos telejornais, e são exploradas até o último, até que a notícia e a imagem chamem a atenção. "É um mecanismo perverso, ao qual é difícil resistir. A cidade esconde e depois expõe ao público, sem piedade ou com uma falsa piedade. Ao invés, existe em cada homem o desejo de ser acolhido como pessoa e ser considerado uma realidade sagrada", explica.
"A cidade somos nós", recordou o Papa. "Todos nós devemos contribuir para a sua vida e o seu clima moral. A mídia tende a nos fazer sentir sempre expectadores, como se o mal dissesse respeito somente aos outros. Ao invés, todo somos "atores" e, no bem e no mal, o nosso comportamento influencia os outros".
Bento XVI alerta ainda aqueles que criticam os problemas de um espaço urbano: "Quando falamos das cidades, muitas vezes nos lamentamos do ar, muito poluído. Na verdade, a poluição está no espírito, que não nos faz ver o outro, olhá-lo em seu rosto. As pessoas se tornam corpos e perdem a alma".
Ao falar sobre este dia da Imaculada Conceição, o Santo Padre convida os fiéis a recorrerem à Nossa Senhora para que redescubram o valor do relacionamento humano: "Maria Imaculada nos ajuda a redescobrir e a defender a profundidade das pessoas. Ela nos ensina a nos abrir à ação de Deus, para olhar os outros como Ele os olha: a partir do coração, sobretudo os mais sós, mais desprezados e explorados".
Por fim, o Pontífice homenageou todos aqueles que, em silêncio e com os fatos, se esforçam em praticar esta lei evangélica do amor. "Aqui em Roma são muitos, e raramente são notícia. Homens e mulheres de todas as idades que entenderam que não adianta condenar, lamentar, recriminar, mas vale mais responder ao mal com o bem. Isso muda as coisas; ou melhor, muda as pessoas e, consequentemente, melhora a sociedade".
O Papa concluiu pedindo que ouçamos o apelo silencioso, porém forte, de Maria. "Ela nos diz: onde avultou o pecado, possa a graça superabundar. E a cidade será mais bela, mais cristã e mais humana!".
Você conhece os personagens do Advento?
Todo tempo litúrgico é rico em figuras e símbolos para nos ajudar a celebrar o Mistério de Cristo em nossas vidas, não poderia ser diferente no Advento. Personagens bíblicos que no decorrer das quatro semanas nos acompanharão e nos revelarão como deve ser a nossa expectativa, vigilância e conversão para a chagada de Jesus que vem!
ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação) anunciam a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.
JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.
MARIA
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.
JOSÉ
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”.
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.
Clique em comentários e responda: Você conhecia os personagens do advento?
Estes santos personagens vão caminhar conosco nos preparando para o natal de Jesus. Com os Profetas Isaias e João batista nós pedimos a Deus Pai a graça de nunca perder a esperança, a fé nas promessas de Deus. Com Maria e São José queremos aprender a acolher a Vontade de Deus em nossa vida e dar o nosso sim ao Seu plano de Salvação.
Oração: Imploramos ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana, e nos traz a esperança da ressurreição: concedei-nos acolher sempre com amor o que celebramos com fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Minha benção fraterna+
Padre Luizinho
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Papa salientou que a Igreja precisa de se purificar continuamente.
O Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma historia verdadeira, e Jesus de Nazaré é uma personagem histórica inserida naquele contexto preciso. Foi o que salientou Bento XVI, neste Domingo, dirigindo-se ás cerca de 40 mil pessoas congregadas ao meio dia na Praça de S. Pedro para a recitação do Angelus.
O Papa referia-se ao Evangelho deste II Domingo de Advento em que Lucas fala de João Baptista que foi o precursor do Messias e traça com grande precisão as coordenadas espaço - temporais da sua pregação.
Depois desta ampla introdução histórica – explicou o Papa – a palavra de Deus é apresentada como uma força que desce do alto e se poisa sobre João Baptista.
Citando a este propósito Santo Ambrósio, o grande bispo de Milão cuja festa ocorre a 7 de Dezembro, o Santo Padre sublinhou que a Palavra de Deus é o sujeito que move a história, inspira os profetas, prepara o caminho do Messias, convoca a Igreja. O próprio Jesus – acrescentou – é a Palavra divina que incarnou no seio virginal de Maria, nele, Deus revelou-se plenamente, disse – nos e deu –nos tudo, abrindo-nos os tesouros da sua verdade e da sua misericórdia. Desceu portanto a Palavra para que a terra, que antes era um deserto, produzisse os seus frutos para nós - explicou o Papa usando as palavras de Ambrósio.
E a flor mais linda que germinou da Palavra de Deus – disse depois Bento XVI – é a Virgem Maria. Ela é a primícia da Igreja, jardim de Deus na terra. Mas – acrescentou – enquanto Maria é Imaculada, assim a celebraremos depois de amanhã, a Igreja precisa continuamente de se purificar, porque o pecado insidia todos os seus membros.
Na Igreja está sempre em acto uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que torna a terra árida e a graça que a irriga para que produza frutos abundantes de santidade.
Peçamos á Mãe do Senhor que nos ajude neste tempo de Advento, a endireitar os nossos caminhos, deixando-nos guiar pela palavra de Deus.
Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que nesta segunda feira dia 7 será inaugurada em Copenhaga a conferencia da ONU sobre as mudanças climáticas, com a qual a comunidade internacional entende contrastar o fenómeno do aquecimento global.
Faço votos de que os trabalhos ajudem a individuar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum – disse o Papa.
A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e as geração futuras.
Nesta perspectiva – acrescentou Bento XVI - para garantir pleno sucesso á Conferencia, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana
Luz de Cristo - A luz não existe para iluminar a si própria
Luz de Cristo
A luz não existe para iluminar a si própria
Para os seres humanos, a luz é crucial e não nos sentimos muito bem na escuridão. São muitas as histórias de medo, de insegurança e de confusão que recordamos da nossa experiência com a escuridão. Quando entramos num compartimento escuro, geralmente temos medo e andamos devagar, receosos de chocar contra alguma coisa e assim nos magoarmos. A escuridão paralisa-nos e impede-nos de nos movimentarmos à vontade e com confiança.
Mas, a partir do momento em que acendemos a luz, o temor desaparece e conseguimos movimentar-nos com rapidez e segurança. A luz simplifica-nos a vida e traz-nos confiança e segurança. Perante a luz, tudo se torna visível e bem identificado. Ao longo das páginas da Bíblia, a luz é um símbolo poderoso acerca do que é Deus, a ponto de São João dizer, na sua primeira carta, que o Todo-poderoso é a luz: “Deus é luz, nele não há trevas” (I Jo 1,5).
Assim como há a identificação de Cristo com a luz, como São João descreve no Evangelho da sua autoria: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). É a afirmação da Sua divindade, da vitória definitiva da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte, da graça sobre o pecado. A Pessoa e a Mensagem de Jesus Cristo têm poder para iluminar as nossas vidas, impedindo-nos de viver nas trevas. Assim, para os cristãos, a nossa luz é Cristo. É Ele que ilumina a nossa vida, erradicando o medo e a insegurança e acrescentando sentido e valor a ela.
As trevas, ao longo da Sagrada Escritura, significam a ausência de Deus, a ruptura com o Seu projeto salvífico e o consequente afastamento d'Ele. As trevas presentes no nosso mundo contemporâneo só poderão ser dissipadas com a presença do Altíssimo e a valorização da Sua mensagem, que tranquiliza, dignifica e pacifica a dignidade do ser humano. A sociedade em que vivemos e da qual somos parte ativa e comprometida precisa da luz do Evangelho, da proposta do amor e da esperança que Jesus nos veio trazer.
A luz não existe em função de si, não é luz para si mesma, não ilumina a si mesma. A Luz existe em função do que a rodeia, existe para iluminar a tudo e a todos. Ao reconhecermos e aceitarmos Jesus como a Luz do mundo, também nós nos tornamos luz. Podemos fazer uma comparação simples. Assim como a lua reflete a luz do sol também nós devemos refletir a Luz de Cristo, o nosso Sol. O mundo precisa que sejamos o reflexo da Luz, que é Cristo. O Senhor também disse que não se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa (cf. Mateus 5,15).
Ou seja, a luz que temos dentro de nós não é para ser escondida timidamente, mas para ser oferecida aos outros para que também eles possam ser inundados por ela. Ser luz significa mostrar com o nosso testemunho, as nossas palavras e as nossas ações que, realmente, Cristo faz a diferença e de que uma vida de acordo com os Seus ensinamentos é uma vida mais feliz.
O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos no seu caminhar na história rumo a Deus, para que n'Ele encontrem a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.
Eduardo Rocha Quintella
Evangelho não é lenda, afirma Bento XVI
Na oração mariana do Ângelus, neste segundo domingo do Advento, o Papa Bento XVI destacou a centralidade da Palavra de Deus na história do homem. O pontífice se deteve sobre a liturgia de hoje, que destaca a figura de João Batista, o precursor do Messias.
O papa observou que o evangelista São Lucas "traça com grande precisão as coordenadas de espaço e tempo de sua pregação". Um fato, ressaltou, que chama a nossa atenção: "Evidentemente, o Evangelista quer advertir quem lê ou escuta, que o Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma história verdadeira, que Jesus de Nazaré é um personagem histórico inserido naquele preciso contexto."
O pontífice frisou que o segundo elemento digno de nota é que o sujeito passa a ser "a Palavra de Deus", apresentada como "uma força que desce do alto e pousa sobre João Batista".
O papa ofereceu a sua reflexão sobre esse evento e o fez retomando um escrito de Santo Ambrósio, cuja memória litúrgica celebraremos amanhã, segunda-feira:
"A Palavra de Deus é o sujeito que move a história, inspira os profetas, prepara o caminho do Messias, convoca a Igreja. O próprio Jesus é a Palavra divina que se fez carne no seio virginal de Maria: n'Ele Deus se revelou plenamente, disse-nos e deu-nos tudo, abrindo-nos os tesouros da sua verdade e da sua misericórdia. Prossegue ainda Santo Ambrósio em seu comentário: "Portanto, a Palavra desceu a fim de que a terra, que antes era um deserto, produzisse para nós os seus frutos."
Maria Imaculada
Em seguida, o papa dirigiu o seu pensamento à Virgem Maria: "Mas enquanto Maria é a Imaculada – e a celebraremos como tal depois de amanhã – a Igreja continuamente precisa purificar-se, porque o pecado insidia todos os seus membros. Na Igreja está sempre em andamento uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que seca a terra e a graça que a irriga a fim de que produza abundantes frutos de santidade."
Bento XVI pediu aos fiéis que rezem para que a Mãe do Senhor "nos ajude, neste nosso tempo de Advento", a "endireitar" os nossos caminhos, "deixando-nos conduzir pela Palavra de Deus".
Conferência da ONU sobre clima
Após a oração dominical, o pontífice ressaltou que amanhã, segunda-feira, terá início em Copenhague, na Dinamarca, a Conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, com a qual a comunidade internacional pretende contrastar o fenômeno do aquecimento global.
O papa fez votos de que os trabalhos ajudem a identificar ações que respeitem a Criação e promovam um desenvolvimento solidário, fundado na dignidade da pessoa humana e orientado ao bem comum.
"A salvaguarda da Criação exige a adoção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo para com os pobres e as gerações futuras. Nessa perspectiva, a fim de garantir pleno sucesso à Conferência, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitarem as leis colocadas por Deus na natureza e a redescobrirem a dimensão moral da vida humana."
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A responsabilidade perante Deus é de uma importância decisiva para o recto agir politico
(4/12/2009) Na tarde desta sexta feira o Papa Bento XVI assistiu na Capela Sistina a um concerto oferecido pelo Chefe de Estado alemão para recordar o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, e os 60 anos de fundação da República Federal da Alemanha com a assinatura da Lei fundamental a 13 de Maio de 1949.
Como salientou o Papa no final do concerto numa saudação ao Presidente Federal, Horst Koehler, tal Constituição contribuiu essencialmente para o desenvolvimento pacifico da Alemanha nos seis decénios passados. Porque ela exorta os homens a dar a prioridade, em responsabilidade diante de Deus Criador, á dignidade humana, a respeitar o matrimónio e a família como fundamentos de cada sociedade, bem como cuidar e ter um respeito profundo por tudo aquilo que é sagrado para os outros.
Que os cidadãos da Alemanha, responsáveis da tarefa expressa na Lei Fundamental acerca da renovação espiritual e politica após o nacional-socialismo e depois da Segunda Guerra Mundial, possam continuar a colaborar para a construção de uma sociedade livre e social - foram os votos formulados por Bento XVI..
A concluir o Santo Padre salientou que a historia da Europa no século XX demonstra que a responsabilidade perante Deus é de uma importância decisiva para o recto agir politico.. Deus reúne os homens numa verdadeira comunhão e faz compreender a cada um deles que na comunhão com o outro está também presente um maior, o Qual é a causa original da nossa vida e no nosso estar juntos.
Isto manifesta-se-nos de maneira particular, também no mistério do Natal, onde este Deus se aproxima de nós no seu amor e Menino pede o nosso amor
Santa Sé acusa o mercado global de ter esquecido os pobres
(4/12/2009) O observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, intervindo na Conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), destacou o princípio da justiça social no mercado global.
Salientou que "a actual crise económica recai fortemente sobre os pobres do mundo", uma realidade dramática, sobretudo por causa do grande desemprego, realidade sobre a qual a Santa Sé em reiteradas ocasiões "chamou a atenção dos Estados e das organizações internacionais".
Como indica a encíclica "Caritas in veritate" – observou o representante da Santa Sé – todos os países têm direito a definir o seu modelo económico , mas no âmbito de uma inclusiva e justa globalização na qual a solidariedade, investimentos, transferências tecnológicas, capacidade de construir e partilha de conhecimentos sejam colocados ao serviço de um desenvolvimento.
De um desenvolvimento que esteja "baseado na centralidade da pessoa", reconhecendo que todo o ser humano tem uma dignidade, e um desejo de liberdade e de saciar as suas aspirações mais profundas em todos os processos económicos .
Então, qual "equivalência de valores" podemos propor ao um bilhão de homens, mulheres e crianças que padecem a fome? De facto, são por demais pobres para tornar-se visível ao mercado, mas se o mercado não os vê não pode responder às suas necessidades.
O mercado não pode ser referencial a si mesmo, mas deve estar voltado para o "bem comum", conceito que evoca em particular a responsabilidade da comunidade política.
Como lidar com as frustrações?
Como lidar com as frustrações?
Perdemos muito tempo procurando culpados para nossos fracassos
Estamos nos aproximando de mais um final de ano. Época de balanços, avaliações, definições de metas. Mesmo aqueles que não costumam separar um tempo específico para fazer uma avaliação de como viveram o ano, tendem a, de uma forma ou de outra, fazer esta avaliação, olhar para trás, ver o que foi feito e o que deixaram de fazer.
Ao fazer isso, muitas vezes, surgem sentimentos de decepção, de desânimo e até mesmo de frustração ao percebermos que, das coisas que planejamos, nem tudo conseguimos atingir.
E assim vamos vivendo ano após ano: fazemos metas, planos para o ano que se inicia e, na maioria das vezes, pouco conseguimos. O que fazer então? Devemos traçar metas e planos para o ano novo que se aproxima? Sim, precisamos traçá-los, pois é necessário que tenhamos uma direção a seguir, mas nossas metas e planos não podem ser rígidos, precisam ter flexibilidade, pois dificilmente as coisas acontecem no momento exato da nossa vontade, do jeito exato que planejamos; por isso, temos que estar sempre prontos para revê-los e refazê-los.
Não podemos nos esquecer de que todos nós estamos sujeitos a enfrentar pequenas ou grandes derrotas no dia a dia. Contudo, o maior problema é que a maioria de nós não está preparada para lidar com as frustrações.
É verdade que muitas vezes o fracasso de uma situação não está relacionado diretamente a algum erro nosso. Isso porque existem muitas coisas que não dependem de nós. Muitas vezes, colocamos toda a nossa expectativa em uma pessoa, por exemplo, e esquecemos que todo o ser humano é falho, comete erros, exatamente como nós. Quanto maior a expectativa, tanto maior será o sentimento de fracasso. Outras vezes, ao fazermos os nossos planos e metas, não fazemos uma avaliação adequada, isto é, não consideramos os nossos limites ou os imprevistos que podem surgir e servir de barreiras.
E o pior é que muitas vezes agimos como vítimas ou como injustiçados e, com isso, perdemos grandes oportunidades de crescimento pessoal. Essas duas atitudes [agir como vítimas ou injustiçados] nos paralisam, minam a nossa motivação, nos amarguram e não trazem nenhum tipo de “ganho” positivo. Perdemos muita energia procurando culpados para os nossos fracassos ou remoendo os fatos. Em vez disso, o que precisamos fazer é refletir, avaliar o que deu errado para que seja possível corrigir os possíveis erros futuros e refazer os nossos planos. Também é importante ter sempre uma disposição interior para aprendermos com as lições e modificarmos as atitudes que precisam ser mudadas, vendo sempre nas situações negativas oportunidades para crescimento pessoal.
Então, para que você possa traçar seus planos e metas para 2010, deixamos as seguintes dicas:
1. Verifique se eles são realistas, ou seja, se são possíveis.
2. Escolha poucas metas, pois quando nos enchemos de planos, nossa energia fica “dividida” e teremos dificuldades para alcançá-las.
3. Tenha sempre flexibilidade para refazer os seus planos diante dos imprevistos.
4. Diante dos fracassos, não se esqueça de que toda situação tem sempre o seu lado positivo e negativo. Então é necessário buscar o lado positivo dos fatos para tirarmos dele o melhor proveito. E com o lado negativo, aprender com ele, corrigir a rota, mudar atitudes.
5. Não se deixe levar pela emoção e pelo sentimento de incapacidade quando você deparar com um fracasso. Procure reconhecer o que você está sentindo, e use as suas emoções de forma positiva. O controle emocional é algo que precisamos desenvolver, pois, sem ele, ficamos à merce de nossas emoções e daí derivam a amargura, a tristeza e até mesmo a depressão.
Manuela Melo - Psicóloga
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Jornada Prazerosa - Artigo do Bispo Dom Sérgio Krzywy

Jornada Prazerosa
Solta rolava a conversa entre as duas amigas. Uma delas, jovem ainda pela minha estimativa, comentava o seu recente rompimento com o companheiro com quem vivia havia poucos anos. Discorria que era a sua segunda separação. Falava disso com a maior naturalidade, sem demonstrar abatimento ou embaraço. A sua condição lhe parecia tão natural que confidenciou à amiga que já estava de namorado novo! A desenvoltura com que as duas conversavam me deixou, confesso, perplexo. É verdade, recentes noticiários confirmam o aumento do número de separações e divórcios. Amplo e complicado é o assunto para ser esgotado em poucas linhas. Cada caso de separação é diferente e único. Torna-se, portanto, temerário e injusto querer julgar precipitadamente e de uma forma linear todas as situações de separação. O contato diário com casais mostra que alguns rompimentos são mesmo inevitáveis. Uniões há impossíveis de ser mantidas. Por outro lado, é preciso reconhecer, acontecem rompimentos precipitados e levianos.
Observa-se, com alarmante preocupação, a plácida aceitação da mentalidade divorcista. O relacionamento entre as pessoas está pautado pela cultura do descartável predominante. No comércio, qualquer mercadoria merece apreço enquanto for útil. Vencido o período funcional troca-se de produto. Muitos sequer se dão ao trabalho de tentar o conserto. Preferem comprar logo um modelo novo. Dizem os entendidos, que os produtos são feitos hoje para durar pouco. Lamentavelmente, é esta a mentalidade que regula e pauta as relações amorosas hodiernas. Quando o companheiro (a) começa a apresentar defeitos e limitações, algo inevitável entre seres humanos, ao invés de sentar e conversar para tentar corrigir falhas e ajustar rumos, prefere-se o atalho mais comum, decide-se que não dá mais, que é preciso dar um tempo.
O casamento está encarado mais como uma aventura arriscada do que como uma opção de vida. É este um dos motivos mais sérios na atual crise que atinge o matrimônio. Sabe-se, o convívio humano é difícil. São pessoas com vidas e históricos diversos que têm que se ajustar a um mesmo compasso, sem perder a grandeza da individualidade. Interesses e hábitos conflitivos, se não forem prudentemente administrados, ameaçam a sempre delicada harmonia. Há ainda as limitações de caráter inerentes à condição humana e que esticam ao limite a paciência e a tolerância do companheiro (a). Compreende-se, não basta só gostar para casar! É preciso ter claro ser esta uma opção de vida, assumida com todas as conseqüências e desafios. Quando ainda se entende que é Deus quem chama este casal para o casamento com o objetivo de revelar ao mundo quanto é fiel e constante o amor que o Pai do céu guarda por todos, passa-se a empenhar-se para construir uma união sólida e harmoniosa, capaz de corrigir e superar os constantes contratempos e revezes. O casal cristão é chamado para testemunhar a fidelidade do amor de Deus.
Casamento é vocação, não loteria. Casamento é escolha consciente e responsável, não uma aventura leviana. Casamento é uma jornada, lenta, persistente, mas profundamente prazerosa, rumo à felicidade, na companhia de uma pessoa que se escolheu amar com fidelidade e dedicação. E sem prazo de vencimento.
Sem fé, a teologia e a exegese são apenas teorias: Bento XVI á comissão teológica internacional
(1/12/2009) Na manhã desta terça feira, na Capela Paulina do Palácio Apostólico Bento XVI celebrou a Santa Missa com os membros da comissão teológica internacional.
O verdadeiro teólogo é aquele que não cede á tentação de medir com a própria inteligência os mistério de Deus, muitas vezes esvaziando de sentido a figura de Cristo, mas é aquele que tem consciência do próprios limites, como muitos santos reconhecidos também como grandes mestres. Este o pensamento de síntese que Bento XVI manifestou durante a homilia, salientando que se não se tem a humildade de sentir-se pequenos não é possível nenhuma compreensão de Deus.
Os trabalhos da comissão teológica internacional presidida pelo Cardeal William Levada prosseguirão no Vaticano até á próxima sexta feira. Nesta primeira sessão do novo quinquénio a comissão decidirá os temas a tratar nos próximos cinco anos e a organização concreta dos trabalhos. Entre os temas que o cardeal presidente pediu á comissão para tomar em consideração encontra-se a metodologia teológica já enfrentada durante o precedente quinquénio.
'Deus não mente, Ele cumpre suas promessas'
'Deus não mente, Ele cumpre suas promessas'
Advento significa a espera d’Aquele que vem. Quando nos reunimos na Eucaristia, celebramos a presença de Jesus e esperamos sua volta.
Estamos nos preparando para o Natal e também para o retorno de Jesus. Se Jesus viesse hoje, você estaria pronto? Tem gente que passa o ano todo preparando as férias, e não tem pecado nisso, se você tem condições de preparar as férias como você está preparando para a vida eterna? Não sei quantos anos você vai viver, mas o que são 90 anos diante da eternidade?
Quando o Senhor vier será para julgar os vivos e os mortos, assim diz a Palavra. Seremos julgados pelo amor, a execução da pena será quando Ele vier em sua glória. Não existe tempo depois da morte.
O Senhor é cumpridor de promessas, o coração de Deus não se engana, o que Ele prometeu para mim há de si cumprir. Na Palavra tem milhares de promessas para mim e para você, ainda que você tenha sido vítima de tanta mentira, Deus não mente, Deus não falha.
A primeira leitura [Jeremias 33, 14-16], quer nos encher de esperança. Mesmo que para você, todas as esperanças humanas tenham se acabado, Deus quer cumprir Suas promessas em tua vida.
Reze: “Senhor Deus, eu quero, aceito e peço o cumprimento de suas promessas em minha vida, na família. A minha casa te pertence, cumpra as Suas promessas”.
O Senhor diz para você: “hoje a salvação entrou na sua casa”. O Senhor quer ser o teu íntimo. O grande dom que Deus nos deu foi Jesus e Ele quer ser seu íntimo. Acorda! O Senhor não quer passar pela tua vida, o Senhor quer ser teu íntimo e quer que você reconheça a potência dessa intimidade.
Quando o Senhor está em nosso íntimo a nossa vida muda. Não pode permanecer numa vida de pecado quem recebeu Jesus como hóspede. Toda santidade é fruto da habitação de Deus.
"Progrida, não pare em tua vida espiritual"
Foto: Regiane Calixto
Sabe qual é nosso maior defeito? Temos memória curta, quebramos a “cara”, depois passa um tempo e cometemos o mesmo erro. Na vida espiritual ou você vai para frente ou você vai para trás. É preciso progredir passo a passo, não podemos ficar parados. Progrida, não pare em tua vida espiritual.
Se você está impedido de comungar, não deixe de ir ao encontro do Senhor através da Palavra, da devoção mariana, não fique parado, faça progressos.
Hoje mais do que nunca estamos vendo o mundo virado, estamos vendo as mudanças climáticas. Estamos num mundo sempre a beira do colapso.
Perceba os sinais de Deus em sua vida, o Senhor está investindo tudo para que você não pereça. Diga: “Senhor Jesus, eu quero assumir essa Palavra, a minha libertação está próxima”.
Lá onde você é medo o Espírito Santo é coragem, onde você é fraco o Espírito Santo é a tua fortaleza. Não sabemos como orar, o que dizer, por isso Espírito Santo há de vir em nosso socorro para nos ajudar a orar.
Artigo do Padre Delton
Problemas difíceis, soluções díficeis
Dia Internacional de Combate à Aids
Você já resolveu um polinômio complicado que tenha como resultado uma solução fácil?
Tá, tá, isso aqui não é matemática on-line. Mas responda aí vai… com certeza já passou da 7ª série e perdeu muitos cabelos resolvendo teoremas e logaritmos.
Aprendemos na vida:
Problemas difíceis não têm soluções fáceis!
Como podem querer resolver um problema difícil como a Aids com solução fácil: uso de camisinhas “a torto e a direito”.
Muito simples distribuir milhares de preservativos aos jovens pensando estar resolvendo a situação.
Galera, o problema é mais em cima e não embaixo!
É mudança de mentalidade! É formação. É saber que não somos máquinas de satisfação pessoal de prazer. Uso descartável!
Somos gente.
O dramaturgo francês Paul Claudel afirmou certa vez que: “A juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. “Ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo”.
Propor a castidade é desafiante, pois exige inteligência, exige autoconhecimento. E quem quer pensar?
Eu. Eu quero!
O True Love Waits ("O Verdadeiro Amor Espera"), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, nos Estados Unidos, é bem bacana. Eles prometeram, por escrito, manter-se virgens até o dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte:
“Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a viver a castidade até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).
Este exemplo não é único e mostra o renascer da castidade.
Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da Missa que ele presidiu em Manila. Nessa ocasião um grupo de cinquenta mil jovens entregou a ele um abaixo-assinado se comprometendo a viver a castidade.
Hoje quero levantar esta bandeira: O verdadeiro amor espera e diante do problema difícil da Aids a solução não é fácil, mas é desafiadora: Castidade!
Aceita o desafio?
Adriano Gonçalves - apresentador do programa Revolução Jesus.
Papa reza pelas crianças e para que nações se abram a Cristo

Papa reza pelas crianças e para que nações se abram a Cristo
Neste mês de dezembro o Papa Bento XVI pede orações para as crianças e para que a humanidade se abra a Cristo.
Na intenção geral, Bento XVI pede orações "a fim de que as crianças sejam respeitadas e amadas e nunca sejam vítimas de exploração em suas várias formas".
E na intenção missionária, o Papa reza para que "no Natal os povos da terra reconheçam no Verbo Encarnado a luz que ilumina cada homem e as Nações abram as portas a Cristo, Salvador do mundo".
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Rede Record e a investida contra a vida
A televisão aberta está longe de proporcionar um entretenimento saudável e com conteúdo exemplar. Senão bastassem as novelas de cunho apelativo, reality shows inúteis, onde o ser humano é tido como cobaia do mercado, enfim programas que visam a alienação, agora uma emissora que se diz de primeira resolveu disparar contra a dignidade da vida.
A Rede Record, de propriedade teoricamente religiosa, agora resolveu posar como escudo da libertinagem e seus males. Muito me preocupou uma série de propagandas intituladas como de “responsabilidade social”. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra a emissora e sua fábrica de programações, porém estas inserções me indignaram. Quero compartilhar com você, amigo leitor.
Em um dia destes, onde raramente uso o controle remoto para ver as atrações das emissoras, uma propaganda me surpreendeu. Uma artista, não sei se ciente da atrocidade que dizia, encenava no material uma mulher efusiva no feminismo, onde era ressaltadas as conquistas delas ao longo dos tempos. Até tudo bem, tudo normal.
O problema foram as frases finais. Com um tom agressivo, ela afirmou que “também tinha direito de fazer o que quisesse com o corpo”. Após a encenação foi estampada uma defesa explícita ao aborto por meio de letras chamativas. Cadê a emissora do Senhor, aquela que se gaba de ser de primeira?
Como cristão católico, mas acima de tudo defensor da vida plena, fiquei estarrecido. Como um veículo de comunicação, que se diz de uma doutrina religiosa, pôde ter a pachorra de desrespeitar a Lei de Deus? Pelo visto “A Fazenda” não é o limite para os bispos da Igreja Universal.
A posição “do contra” da Igreja Universal do Reino de Deus (detentora da Record) diante da doutrina da Igreja Católica não é inédito. Há algum tempo atrás a congregação defendeu sem cerimônia o uso da camisinha e outros anticoncepcionais, afirmando que era favor da “liberdade” do cristão. Liberdade sem responsabilidade é um desserviço à fé.
Portanto é importante saber o que realmente está a nosso dispor nestes veículos. Os meios de comunicação e seus profissionais devem sempre estar comprometidos com o bem, a verdade e a paz, levando o amor e a justiça, e não fica deturpando os caminhos do Pai para nutrir a patética guerra pela audiência.
Para finalizar só uma pergunta: se Maria tivesse abortado Jesus, o que seria de nós? Pense nisso.
Artigo de Cláudio Henrique (nosso Claudinho)
Alegrai-vos sempre no Senhor - Artigo do Pe. Orlando Maffei
Alegrai-vos sempre no Senhor
Caríssimos irmãos, para nossa salvação a divina misericórdia nos chama às alegrias da eterna felicidade. Foi isto o que ouvistes há pouco na lição em que o Apóstolo dizia: Alegrai-vos sempre no Senhor (Fl 4,4). As alegrias do mundo tendem para a eterna tristeza; mas as que mas as que brotam da vontade do Senhor levam os fiéis , que nelas perseveram, às alegrias duradouras e eternas.. Por isso diz o Apóstolo: De novo digo: Alegrai-vos (Fl 4,4).
Ele incita a que cada vez mais cresça nossa alegria em Deus e a decisão de cumprir seus mandamentos. Porque, quanto mais lutarmos neste mundo por nos sujeitarmos aos preceitos de Deus, nosso Senhor , tanto mais seremos felizes na vida futura e tanto maior a glória alcançaremos diante de Deus.
Seja vossa moderação conhecida por todos (FL e,5); quer dizer, que vosso santo modo de viver se manifeste não apenas diante de Deus, mas ainda diante dos homens. Seja exemplo de modéstia e de sobriedade para aqueles que convivem conosco na terra e deixe uma boa lembrança perante Deus e os homens.
O Senhor está perto; de nada vos inquieteis(Fl 4,5-6).
O Senhor está sempre perto daqueles que o invocam na verdade, com fé integra, esperança firme, caridade perfeita.Ele sabe do que precisais, antes mesmo que o peçais. Está sempre pronto a vir em auxílio dos que o servem fielmente, em qualquer necessidade sua.
Por conseguinte, não temos de preocupar-nos demais com as dificuldades iminentes, porque sabemos estar próximo Deus, nosso defensor, conforme foi dito: O Senhor está junto dos que têm o coração atribulado e salva os humildes no espírito.Muitas as tribulações dos justos, porém de todas elas o Senhor os livrará
(SL 33,19-20). Se nos esforçarmos por realizar e guardar o que ordenou, ele não tardará a nos dar o prometido.
Mas em tudo, por orações e súplicas acompanhadas de ação de graças, apresentai vossos pedidos a Deus. (Fl 4,6): não aconteça que, aflitos, suportemos as tribulações com murmuração e tristeza. Isto nunca, mas com paciência e de rosto alegre, dando sempre e por tudo graças a Deus (Ef 5,20).
Do tratado sobre a Carta aos Filipenses.
Artigo Pe. Orlando Maffei – Pároco Paróquia Sant’Ana em Araçatuba/SP
Como retomar a vida de oração?
Como retomar a vida de oração?
Cuidado para não buscar alimentos e remédios errados
A oração é o oxigênio da alma. “Para mim a oração é um impulso do coração, é um olhar dirigido ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria” (Santa Teresinha do Menino Jesus).
Então, vamos começar pela oração, nós precisamos orar, rezar, conversar com Deus sempre, como nos ensinou Jesus, que orava sem cessar buscando ocasiões para entrar em profunda intimidade com o Pai. Reze com o que está no seu coração, quer seja bom ou ruim, pois na oração nada se perde, tudo se transforma em matéria-prima para Deus, que nos ama, realizar o milagre de que necessitamos. “Tudo pode ser mudado pelo poder da Oração”.
Por isso, escolha todos os dias um horário para fazer sua oração pessoal ou ore o dia todo fazendo o que estiver fazendo; é a oração ao ritmo da nossa vida. Isso nos coloca o tempo todo na presença do Senhor, alimento forte e substancioso. É necessário que essa prática seja fiel e perseverante para se tornar uma coisa normal e habitual em nossa vida, como se alimentar todo dia e várias vezes por dia. A oração com a Palavra de Deus nos manterá de pé e reconheceremos melhor o Senhor e Sua promessa de salvação; Sua Palavra forma nossa mentalidade nos moldes do Reino de Deus.
A Eucaristia, a Santa Missa é o alimento mais forte, pois comungamos o próprio Jesus, nossa vida. Muitas vezes, trabalhamos demais, temos tempo para tudo, para o lazer, para conversar, ver televisão, passear no shopping, mas para parar um pouquinho para repor as “energias” espirituais não damos muita importância. Por isso, existem pessoas morrendo no pecado e numa vida vazia, pois estão “anêmicas” de Deus, com anemia espiritual. Nessa hora, é preciso buscar a ajuda certa, como fez aquela senhora: buscou no Sacramento da Confissão o diagnóstico e o remédio para ser curada e liberta do males da alma.
Cuidado para não buscar alimentos e remédios em falsas doutrinas. Eles são como um alimento falso, que não resolve, pode ser até um paliativo, que engana, mas não cura e pode até levar à morte. Você vai perdendo energia e sangue sem perceber, como nos diz São Paulo: “Enfim fortalecei-vos no Senhor, no poder de sua força, revesti-vos da armadura de Deus, pra que possais resistir às ciladas do diabo. Pois nossa luta não é contra homens de carne e sangue, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos espalhados pelos ares. Por isso, protegei-vos com a armadura de Deus” (cf. Efésios 6, 10-13). Neste caso, o melhor é buscar uma direção espiritual, um sacerdote ou uma pessoa mais madura na fé de sua comunidade para ouvi-lo e rezar por você, pois alimento ou medicamento errado pode matar.
Sem disciplina não se chega a lugar nenhum em tudo que a gente se propõe fazer, quer seja no trabalho, quer seja nos estudos e também na vida de oração: “Sem disciplina não há santidade”.
Portanto, o primeiro passo é começar a rezar, reconhecer que está com anemia espiritual e acreditar que acima de tudo Deus me ama e me espera de braços abertos na confissão, na Eucaristia, no grupo de oração, na partilha, na direção espiritual e no simples terço com Maria. Deus me vê, não é indiferente à minha dor, Deus me entende, quer me envolver de amor.
Rezemos juntos: Pai santo, Pai amado, livrai-me de toda doença espiritual, psicológica ou física e derramai sobre mim o Vosso Espírito Santo, para encher-me de força e de vida, para me ensinar a rezar, vem e curai-me, libertai-me, pois eu quero viver. Dai-me o dom da fortaleça, para me libertar de toda tibieza, abatimento, sentimento de derrota e frieza espiritual, quero vencer através da oração e do louvor. Amém.
Conte sempre com minhas orações.
sábado, 28 de novembro de 2009
PE. FUNES: QUESTIONAMENTO SOBRE VIDA EXTRATERRESTRE MERECE SÉRIA CONSIDERAÇÃO
"Embora a Astrobiologia seja um campo emergente e um tema em via de desenvolvimento, as questões relativas às origens da vida e a pergunta se a vida existe em outro lugar no universo são perguntas apropriadas e merecem uma séria consideração" – frisou Pe. Funes.
A coletiva de imprensa teve lugar ao término de uma semana de estudo sobre a Astrobiologia organizada pela Pontifícia Academia das Ciências e pelo Observatório Astronômico Vaticano.
O campo de estudo é multidisciplinar e abarca diversas disciplinas do saber científico: astronomia, cosmologia, biologia, química, geologia e física.
As questões sobre a origem da vida e sobre a existência da vida no universo "têm muitas implicações filosóficas e teológicas", embora durante o encontro "tenha sido focalizada a perspectiva científica" – observou o sacerdote jesuíta.
O objetivo dos referidos organismos organizadores do evento foi a promoção das ciências naturais e o estímulo a uma abordagem interdisciplinar. Professores de diversas universidades do mundo – Roma, Tucson (no Arizona, EUA), e Paris – participaram da coletiva de imprensa.
Essa semana de estudos se insere no âmbito das iniciativas que celebram o "Ano Internacional da Astronomia", declarado pela ONU para este 2009 para celebrar o 4º centenário das primeiras observações astronômicas feitas por Galileu Galilei.
Trata-se de uma iniciativa da União Internacional de Astronomia e da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A abertura oficial deste "Ano Internacional da Astronomia" teve lugar nos dias 15 e 16 de janeiro passado, na sede da Unesco, em Paris. (RL)
É o amor que humaniza a sexualidade

É o amor que humaniza a sexualidade
Quem verdadeiramente ama é capaz de assumir o outro integralmente
Amor: somente ele pode, de fato, humanizar a sexualidade. No entanto, em nossos dias esse termo se encontra envolto em uma complexa confusão em seu sentido e compreensão. Muitos o têm reduzido apenas à dimensão do prazer e à sua especificidade erótica. É certo que essa palavra engloba também essa dimensão, contudo, ele não se encerra apenas em tal expressão.
O amor – em seu sentido agápico (Grego: Agápe) – significa capacidade concreta de doação em favor de um outro, buscando a devida interação com a verdade dele. E isso também deve ser aplicado à concepção humano/erótica do amor, pois, este para ser autêntico não poderá ter o egoísmo como única força motriz.
O amor não se resume à utilização do outro como objeto de prazer sexual. Ele não poderá permitir a utilização momentânea e descartável de um “alguém humano” por meio de aventura descompromissada e irresponsável. O autêntico amor comporta o compromisso.
Estamos acostumados a ouvir os gritos de uma sociedade, que elevou à máxima potência a necessidade de satisfazer os próprios desejos e instintos a qualquer custo, transmutando assim o valor da pessoa e o colocando em segundo plano. Dentro desse universo de compreensão o que importa é satisfazer o desejo, não se importando se o outro é utilizado como um mero “brinquedo” por alguns instantes, sendo depois jogado nas mãos do destino.
É o amor/compromisso que humaniza a sexualidade, do contrário ela se torna apenas egoísmo animalesco. A vivência sexual sem o amor deixa de ser humana e torna-se escravidão instintiva.
Quem verdadeiramente ama é capaz de assumir o outro integralmente, com todas as suas consequências, sem querer usá-lo apenas para uma satisfação superficial.
O amor torna humana a sexualidade, gerando o comprometimento – que tem sua máxima expressão no matrimônio sacramental – e o bem, necessários para que a devida interação aconteça, sinalizando o outro como fim e não como meio. O ser humano possui uma dignidade inviolável, ele é pessoa e nunca deverá ser diminuído à categoria de objeto.
O amor traz cor e sabor à vida, ele inaugura uma primavera de sentido para toda e qualquer relação.
A virtude a que somos chamados consiste em contemplar pessoas e relacionamentos sob a ótica do autêntico amor. Assim a doação sincera em vista do bem inspirará nossas atitudes e nos permitirá elevar o ser à sua altíssima e verdadeira condição: a de filho amado, querido e respeitado por Deus.
Adriano Zandoná
Seminarista