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sexta-feira, 21 de maio de 2010

O papel da Virgem Maria na Igreja

A Igreja experimenta continuamente a eficácia da ação de Mãe

São Bernardo, doutor da Igreja, disse que "Deus quis que recebêssemos tudo por Maria". De fato, por ela nos veio o Salvador e tudo o mais. Sem dúvida, o papel preponderante da Santíssima Virgem na vida da Igreja é o de Mãe.

A Igreja, como o Cristo, nasce no seu regaço:

“Todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus e de Seus irmãos” (At 1,14).

Neste quadro de Pentecostes São Lucas destaca a pessoa de Nossa Senhora, a única que é recordada com o próprio nome, além dos apóstolos. Ela promove, na Igreja nascente, a perseverança na oração e a concórdia no amor. É o papel de mulher e de Mãe. São Lucas também faz questão de apresentá-la explicitamente como “a mãe de Jesus” (cf. At 1,14), de forma a dizer que algo da presença do Filho, que subiu ao céu, permanece na presença da Mãe. Ela, que cuidou de Jesus, passa agora a cuidar da Igreja, o Corpo Místico do Seu Filho. Desde o começo a Virgem Maria exerce o seu papel de “Mãe da Igreja".

Com essas palavras pronunciadas na Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho" (Jo 19, 26), Cristo lhe dá a função de Mãe universal dos crentes. Entregando-a ao discípulo amado como Mãe, Nosso Senhor Jesus Cristo quis também indicar-nos o exemplo de vida cristã a ser imitado. Se Cristo no-la deu aos pés da Cruz, é porque precisamos dela para a nossa salvação. Não foi à toa que o Resssuscitado nos deu a Sua Mãe...

Esta missão materna e universal da Santíssima Virgem Maria aparece na sua preocupação para com todos os cristãos, de todos os tempos. Sem cessar ela socorre a Igreja e os seus filhos. Os cristãos a invocam como “Auxiliadora”, reconhecendo-lhe o amor materno que socorre os seus filhos, sobretudo quando está em jogo a salvação eterna. A convicção de que Nossa Senhora está próxima dos que sofrem ou se encontram em perigo levou os fiéis a invocá-la como “Socorro”. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!

A mesma confiante certeza é expressa pela mais antiga oração mariana, do século II, na época das perseguições romanas, com as palavras: “Sob a vossa proteção recorremos a vós, Santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós que estamos na prova, e livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!” (Do Breviário Romano).

Na sua peregrinação terrena, a Igreja experimenta continuamente a eficácia da ação da “Mãe na ordem da graça”. Ela tem um lugar especial no coração de cada filho. Não é um sentimento superficial, mas afetivo, real, consciente, vivo, arraigado e que impele os cristãos de ontem e de hoje a recorrerem sempre a ela, para entrarem em comunhão mais íntima com Cristo.

Nossa Senhora une não só os cristãos atuantes, mas também o povo simples e até os que estão afastados. Para esses, muitas vezes, a Virgem Maria é o único vínculo com a vida da Igreja. Ela nos educa a viver na fé em todas as situações da vida, com audácia e perseverança constante. A sua maternal presença na Igreja ensina os cristãos a se colocarem na escuta da Palavra do Senhor. O exemplo da Virgem Maria faz com que a Igreja aprenda o valor do silêncio. O silêncio de Maria é, sobretudo, sabedoria e acolhimento da Palavra.

A Igreja aprende a imitá-la no seu caminho cotidiano. E assim, unida com a Mãe, conforma-se cada vez mais com seu Esposo.

Foto Felipe Aquino

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bento XVI fala sobre a Virgem Maria e sua viagem a Portugal


Rádio Vaticano

Maria é a flor mais bela que desabrochou da criação, diz Papa durante oração mariana do Regina Coeli

Na oração mariana do Regina Coeli (oração que substitui o Ângelus no período pascal) deste domingo, 9, o Papa Bento XVI destacou a figura da Virgem Maria e a viagem que fará a Portugal nesta terça-feira, 11. O Papa explicou porque a Igreja dedica o mês de maio a Nossa Senhora.

"No hemisfério norte, a primavera avança com muitos e coloridos florir; o clima favorece passeios e excursões. Para a Liturgia, maio pertence sempre ao Tempo da Páscoa, o tempo do 'aleluia', do revelar-se o mistério de Cristo na luz da Ressurreição e da fé pascal". Nesses dois contextos, o "natural" e o litúrgico, se insere bem a tradição da Igreja de dedicar o mês de maio à Virgem Maria, explicou o pontífice. Ela, de fato, é a flor mais bela que desabrochou da criação, a "rosa" que apareceu na plenitude do tempo, quando Deus, mandando seu Filho, doou ao mundo uma nova primavera. Maria é, ao mesmo tempo, protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da comunidade cristã: Ela é o seu coração espiritual, porque a sua presença em meio aos discípulos é memória viva do Senhor Jesus e penhor do dom do seu Espírito.



Para Bento XVI, o Evangelho deste domingo, extraído do capítulo 14 de São João, oferece um implícito retrato espiritual da Virgem Maria, lá onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada" (Jo 14,23).



Essas expressões, afirmou, são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas em máximo grau justamente Àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus. "De fato, Maria observou primeira e plenamente a palavra do seu Filho, demonstrando assim de amá-lo não somente como mãe, mas primeiramente como serva humilde e obediente."



No seu coração, Maria meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia. Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus se tornou também a Mãe e o modelo da Igreja.



Viagem a Portugal



Antes de rezar o Regina Caeli, o Papa recordou que na próxima terça-feira irá a Portugal, onde visitará a capital, Lisboa, Porto e Fátima, coração de sua viagem, como explicou o pontífice: "Meta principal da minha viagem será Fátima, por ocasião dos 10 anos de beatificação dos dois pastorzinhos Jacinta e Francisco. Pela primeira vez como Sucessor de Pedro, irei àquele Santuário mariano, tão querido por João Paulo II. Convido todos a me acompanharem nesta peregrinação, participando ativamente com a oração: com um único coração e uma só alma, invoquemos a intercessão da Virgem Maria para a Igreja, em especial para os sacerdotes, e para a paz no mundo".



Saudação ao povo brasileiro



Após a oração do Regina Coeli, o Papa saudou os brasileiros por ocasião do XVI Congresso Eucarístico Nacional, que acontecerá de 13 a 16 de maio em Brasília (DF).

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