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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Catequese de Bento XVI na Quarta-feira da Oitava da Páscoa 2010

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
Queridos irmãos e irmãs!

A tradicional Audiência Geral da quarta-feira é, hoje, inundada pela alegria luminosa da Páscoa. Nestes dias, de fato, a Igreja celebra o mistério da Ressurreição e experimenta a grande alegria que surge da boa notícia do triunfo de Cristo sobre o mal e a morte. Uma alegria que se prolonga não somente durante a Oitava da Páscoa, mas se estende por cinquenta dias até Pentecostes. Após as lágrimas e o desânimo da Sexta-feira Santa, e após o silêncio cheio de expectativa do Sábado Santo, eis o anúncio maravilhoso: "Verdadeiramente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" (Lc 24, 34). Essa, em toda a história do mundo, é a "boa notícia" por excelência, é o "Evangelho" anunciado e transmitido através dos séculos, de geração em geração. A Páscoa de Cristo é o ato supremo e insuperável do poder de Deus. É um evento absolutamente extraordinário, o fruto mais bonito e maduro do "mistério de Deus". É tão extraordinário a ponto de se tornar inenarrável naquelas dimensões que escapam à nossa capacidade humana de conhecimento e investigação. E, no entanto, esse é também um fato "histórico", real, testemunhado e documentado. É o acontecimento que funda toda a nossa fé. É o conteúdo central no qual cremos e o motivo principal por que acreditamos.

O Novo Testamento não descreve a Ressurreição de Jesus enquanto processo. Refere-se sobretudo aos testemunhos daqueles que encontraram Jesus em pessoa após sua ressurreição. Os três Evangelhos sinóticos nos relatam que aquele anúncio - "Ressuscitou!" - foi proclamado inicialmente por alguns anjos. É, portanto, um anúncio que tem origem em Deus; mas Deus o confia imediatamente aos seus "mensageiros" para que o transmitam a todos. Assim, são esses próprios anjos que convidam as mulheres, que se dirigiram ao sepulcro de manhã cedo, a ir rapidamente dizer aos discípulos: "Ele ressuscitou dentre os mortos, e eis que vos precede na Galiléia; lá o verão" (Mt 28, 7). Desse modo, mediante as mulheres do Evangelho, aquele mandato divino atinge todos e cada um para que, por sua vez, transmitam a outros, com fidelidade e coragem, essa mesma notícia: uma boa notícia, prazerosa e portadora de alegria.

Sim, queridos amigos, toda a nossa fé se baseia sobre a transmissão constante e fiel desta "boa notícia". E nós, hoje, desejamos expressar a Deus nossa profunda gratidão pela incontável legião de crentes em Cristo que nos precederam através dos séculos, porque não menosprezaram o chamado fundamental de anunciar o Evangelho que haviam recebido. A boa notícia da Páscoa, portanto, requer o trabalho de testemunhas entusiastas e corajosas. Todo o discípulo de Cristo, também cada um de nós, é chamado a ser testemunha. É esse o preciso, desafiador e emocionante mandato do Senhor Ressuscitado. A "notícia" da vida nova em Cristo deve resplandecer na vida do cristão, deve ser viva e ativa - no que a toca, realmente capaz de mudar o coração, a existência toda. Ela é viva, antes de tudo, porque Cristo mesmo é sua alma vivente e que lhe dá vida. Nos recorda São Marcos ao final de seu Evangelho, onde escreve que os Apóstolos "partiram e pregaram por toda parte, enquanto o Senhor agia junto com eles, confirmando a Palavra com os sinais que a acompanhavam" (Mc 16, 20).

Os acontecimentos na vida dos Apóstolos são também os nossos e aqueles de todo o crente, de todo o discípulo que se torna "anunciador". Também nós, de fato, estamos confiantes de que o Senhor, hoje como ontem, trabalha em conjunto com suas testemunhas. Esse é um fato que podemos reconhecer cada vez que vemos brotar as sementes de uma paz verdadeira e duradoura, lá onde o empenho e o exemplo dos cristãos e dos homens de boa vontade são motivados pelo respeito à justiça, pelo diálogo paciente, pela estima convicta pelos outros, pelo desinteresse, pelo sacrifício pessoal e comunitário. Infelizmente, vemos no mundo também muito sofrimento, tanta violência, tantas incompreensões. A celebração do Mistério pascal, a contemplação alegre da Ressurreição de Cristo, que vence o pecado e a morte com a força do Amor de Deus, é ocasião propícia para redescobrir e professar com mais convicção a nossa confiança no Senhor ressuscitado, que acompanha as testemunhas da sua palavra, fazendo maravilhas em conjunto com eles. Seremos verdadeiras e completas testemunhas de Jesus ressuscitado quando deixarmos transparecer em nós a maravilha do seu amor; quando em nossas palavras e, ainda mais, em nossos gestos, em plena coerência com o Evangelho, se poderá reconhecer a voz e a mão do próprio Jesus.

Para toda a parte, portanto, o Senhor nos envia como suas testemunhas. Mas o podemos ser apenas a partir e em referência contínua à experiência pascal, aquela que Maria Madalena expressa anunciando aos outros discípulos: "Eu vi o Senhor" (Jo 20, 18). Nesse encontro pessoal com o Ressuscitado está o fundamento inabalável e o conteúdo central da nossa fé, a fonte inesgotável e inexaurível da nossa esperança, o dinamismo ardente da nossa caridade. Assim, a nossa própria vida cristã coincidirá plenamente com o anúncio: "Cristo Senhor ressuscitou verdadeiramente". Deixemo-nos, por isso, conquistar pelo fascínio da Ressurreição de Cristo. A Virgem Maria nos sustente com sua proteção e ajude-nos a desfrutar plenamente da alegria pascal, para que saibamos levá-la a nossa volta e a todos os nossos irmãos.

Mais uma vez, Feliz Páscoa a todos!

Páscoa, luz para os povos - Artigo Pe. Orlando, escrito pelo Seminarista Claudinei

A Páscoa é tempo de festa e de alegria, onde toda igreja se reúne para celebrar a ressurreição do senhor, vitória da vida sobre a morte (Jo 20,8-90). Deixemos que a luz do cristo ressuscitado penetre os nossos corações e nossas vidas para nos iluminar (Jo 8,12).

A Páscoa é uma festa espiritual onde nosso coração deve estar aberto para celebrar esse grande momento de graças na vida da igreja e de todo povo reunido. A Páscoa não é um comércio materialista voltado para o consumismo. A Páscoa é muito mais do que isso. É a luz radiante de Cristo que brilha em nosso meio, quebrando assim os laços da escravidão do pecado e da morte.

O povo hebreu do qual é narrado na bíblia, faz essa grande experiência de vida e de fé, onde tem como memorial a celebração da Páscoa (E x 12,1-28), (Lv 23,5), (ES 45,21), (Dt 16,15), (N 9,2-14), (Js 10,11). Assim nós, que somos o novo povo escolhido de Deus, somos convidados a viver a Páscoa no seu sentido maior, que é Jesus cristo, Luz e Vida para toda a humanidade.

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado (1cor 5,7). Alegremos nos e exultemos, pois o senhor ressuscitou! Aleluia!

Seminarista Claudinei Barbosa Santos

terça-feira, 6 de abril de 2010

Regina Coeli na Segunda-feira da Oitava da Páscoa 2010

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede

Queridos irmãos e irmãs!

Na luz da Páscoa - que celebramos durante toda esta Semana - renovo os meus mais cordiais votos de paz e de alegria. Como sabeis, a segunda-feira após o Domingo da Ressurreição é tradicionalmente chamada de "Segunda-feira do Anjo". É muito interessante aprofundar essa referência ao "Anjo". Naturalmente, o pensamento se dirige imediatamente aos relatos evangélicos da ressurreição de Jesus, nos quais se apresenta a figura de um mensageiro do Senhor. São Mateus escreve: "E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve" (Mt 28, 2-3). Todos os Evangelistas, pois, precisam que, quando as mulheres foram ao sepulcro e o encontraram aberto e vazio, foi um anjo a anunciá-las que Jesus havia ressuscitado. Em Mateus, esse mensageiro lhas diz: "Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse" (Mt 28, 5-6); então aponta para o túmulo vazio e as encarrega de levar o anúncio aos discípulos. Em Marcos, o anjo é descrito como "um jovem, vestido com roupas brancas", que dá às mulheres uma mensagem idêntica (cf. Mc 16, 5-6). Lucas fala de "dois homens em vestes resplandecentes", que recordam às mulheres como Jesus havia prenunciado muito antes a própria morte e ressurreição (cf. Lc 24, 4-7). Também São João fala de "dois anjos em vestes brancas"; é Maria Madalena que o vê, enquanto chora perto do sepulcro, e o anjo lhe diz: "Mulher, por que choras?" (Jo 20, 11-13).

Mas o Anjo da ressurreição se refere também a um outro significado. É preciso recordar, de fato, que o termo "anjo", além de definir os Anjos, criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, servos e mensageiros de Deus, é também um dos títulos mais antigos atribuídos ao próprio Jesus. Lemos, a esse exemplo, em Tertulliano, no século III: "Ele - isto é, Cristo - foi também chamado "anjo do conselho", isto é, anunciador, que é um termo que denota uma tarefa, não a natureza. Com efeito, ele devia anunciar ao mundo o grande projeto do Pai para a restauração do homem" (De carne Christi, 14). Assim o disse um dos mais antigos escritores cristãos. Jesus Cristo, o Filho de Deus, então, é chamado também de Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. Queridos amigos, pensemos agora no que Jesus ressuscitado disse aos Apóstolos: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20, 21); e comunicou-lhe o seu Santo Espírito. Isso significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo: somos mensageiros da sua ressurreição, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores de seu amor divino. Certo, permanecemos, por natureza, homens e mulheres, mas recebemos a missão de "anjos", mensageiros de Cristo: vem dada a todos no Batismo e na Crisma. De modo especial, através do Sacramente da Ordem, a recebem os sacerdotes, ministros de Cristo; me apraz sublinhá-lo neste Ano Sacerdotal.

Queridos irmãos e irmãs, nos voltemos agora a Virgem Maria, invocando-a como Regina Caeli, Rainha do Céu. Que Ela nos ajude a acolher plenamente a graça do mistério pascal e a nos tornarmos mensageiros corajosos e alegres da ressurreição de Cristo.

[Após a oração do Regina Caeli, o Papa dirigiu-se aos fiéis em seis línguas diferentes. Em espanhol, disse]

Cristo ha resucitado y vive entre nosotros. Su presencia amorosa acompaña el camino de la Iglesia y la sostiene en medio de las dificultades. Con esta certeza en vuestro corazón, ofreced al mundo un testimonio sereno y valiente de la vida nueva que brota del Evangelio.

Cristo ressuscitou e vive entre nós. Sua presença amorosa acompanha o caminho da Igreja e a sustenta em meio às dificuldades. Com esta certeza em vosso coração, oferecei ao mundo um testemunho sereno e valente da vida nova que brota do Evangelho.



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