Mostrando postagens com marcador cristãos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cristãos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A vida do cristão deve ser um Louvor


Padre Paulinho

Santo Agostinho fala de um aleluia que quer dizer louvor a Deus. Este louvor que deve brotar do nosso coração, por ter nos dado Jesus e por Jesus ter assumido os nossos pecados, pois por meio d'Ele somos filhos de Deus.


Neste tempo pascal devemos ter um coração muito grato a Deus. Santo Agostinho diz que devemos louvar a Deus, pelo tempo quaresmal, porque é um tempo que voltamos para a casa do Pai. Mas ele também fala do louvor do Tempo Pascal, pois é o que viveremos lá no céu, ou seja, o gozo da ressurreição.


Muitas vezes nós temos o nosso coração preocupado com as coisas aqui da terra e não voltamos o nosso coração para as coisas do alto, para a eternidade. O tempo pascal é um tempo de vida eterna, porque devemos, neste tempo, viver aqui na terra o que viveremos no Céu. Você acha que lá vai ter lagrimas, tentação, provação? Nos já podemos, pela graça do Espirito, treinarmos o louvor que vamos cantar no Céu. Você tem treinado? Precisamos treinar porque um dia vai chegar a nossa hora. Jesus disse no evangelho de hoje: “Eu vou, mas Eu voltarei.”


A liturgia desta semana vai nos mostrar Jesus que se despede dos discípulos, porque só quando Jesus voltar ao Pai Ele vai poder enviar sobre toda a humanidade o Paráclito prometido. Vamos ver, por exemplo, Pedro, um homem medroso que negou Jesus, e depois de pentecostes vamos ver este mesmo Pedro valente, pregando o evangelho sem temor. Foi assim que o evangelho foi se espelhando, assim também foi se espelhando as perseguições e a Palavra era anunciada através desta diáspora.

"O tempo pascal é um tempo de vida eterna"

As conversões aconteciam pelo poder do Espirito Santo, os Apóstolos foram estes instrumentos usados por Deus para que a Palavra chegasse a toda a humanidade. Certamente a sua vida tem mudado, ela não é mais a mesma, porque você está ouvindo e acolhendo esta mesma Palavra.


Devemos trazer em nossos lábios não mais a lamentação e a murmuração, mas sim o louvor do aleluia de que nos fala santo Agostinho. Para entendermos que nossa vida de cristãos deve ser pautada pelo louvor, até mesmo pelas coisas que não dão certo. As vezes buscamos a Deus só quando precisamos, e quando as coisas não acontecem do jeito que queremos, jogamos a culpa em Deus. Devemos estar com o coração aberto para que este Espírito caia em nós e nos transforme de trevas em luz, de tristeza em rostos alegres, de pessoas bravas para pessoas acolhedoras. Para ser um cristão verdadeiro não é difícil, o problema e que queremos fazer as coisas com a nossa cabeça.


“O Espírito vos recordará todas as coisas”


A nossa fé e uma fé de memória. Na consagração eucarística Jesus diz: “fazei isso em memória de Mim”. E essa memória se atualiza, se transforma em memorial e Ele se dá mais uma vez a nós. Hoje celebramos a dia das mães. Quem não se lembrou da mãe hoje? Não tem como não lembrar daquela que nos deu a vida, que nos gerou.

A maternidade é um dom incalculável. Hoje devemos louvar a Deus pela maternidade, pelas mães, pois infelizmente o mundo de hoje não quer receber este dom de Deus, as pessoas não querem esta bênção, que é um filho, porque uma criança é a alegria na casa. Bendito seja o ventre das mães, os seios que nos amamentaram aquela comidinha que só a nossa mãe sabe fazer. Precisamos olhar para a nossa mãe, para aquelas que cuidaram de nós com gratidão. Hoje é um grande dia de gratidão a Deus pela nossa mãe.


Como não lembrar e reconhecer a Mãe de Jesus e agradecer àquela que nos trouxe o Filho de Deus através do seu sim, pois através do sim de Maria a história da humanidade mudou. Através do seu sim à maternidade você também pode mudar o mundo, pois nós não temos o direito de matar uma criança no ventre de sua mãe, abra-se à vida, agradeça a Deus pelo dom da maternidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cristãos devem ser "mensageiros da Ressurreição", diz Bento XVI


Bento XVI abençoa os fiéis após oração do Regina Coeli na Residência Apostólica de Castel Gandolfo
"Somos mensageiros da ressurreição de Cristo, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores de seu amor divino", destacou Bento XVI nesta segunda-feira, 5, na introdução da oração do Regina Caeli.

.: Bento XVI canta o Regina Caeli

O Papa recordou que a segunda-feira após o Domingo de Páscóa é conhecida como "Segunda do Anjo", em referência aos mensageiros divinos presentes nos relatos evangélicos da ressurreição de Jesus, que anunciam às mulheres que o sepulcro está aberto e vazio.

A reflexão do Santo Padre foi mais além e salientou que o termo anjo também é um dos mais antigos títulos atribuídos ao próprio Jesus.

"Jesus é chamado também de Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. [...] Isso significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo".

Bento XVI explicou que a missão de "anjo" é dada a cada um no Batismo e na Crisma, e de modo ainda mais particular no Sacramento da Ordem (padres).

O Papa está na residência pontifícia de Castel Gandolfo desde a tarde de Domingo de Páscoa, 4, para um breve período de repouso.

Ao final do Regina Caeli, se dirigiu aos peregrinos em seis línguas diferentes. Em espanhol, disse: "Cristo ressuscitou e vive entre nós. Sua presença amorosa acompanha o caminho da Igreja e a sustenta em meio às dificuldades. Com esta certeza em vosso coração, oferecei ao mundo um testemunho sereno e valente da vida nova que brota do Evangelho".

terça-feira, 9 de março de 2010

Cristãos perseguidos na Terra Santa: Igreja pede solidariedade

Leonardo Meira

Da Redação


L'Osservatore Romano
Papa Bento XVI diante do Muro das Lamentações durante a viagem à Terra Santa, em maio de 2009
Os cristãos na Terra Santa enfrentam uma série de desafios. Além da redução drástica no número de fiéis - a ponto de já se poder falar em uma certa "luta pela sobrevivência" -, há uma espécie de vácuo legislativo no que diz respeito a normas que garantam o amplo acesso a direitos fundamentais, como a plena liberdade de culto e manifestação da fé.

O jornal alemão Der Spiegel sintetizou, no início deste mês, o cenário: "A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação. Os cristãos agora são considerados o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo".

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, solicitou que a Igreja Católica em todo o mundo apoie a Terra Santa. Em carta dirigida aos bispos divulgada nesta segunda-feira, 8, o Cardeal indica a oração, participação vigilante e generosidade concreta como meios de viabilizar esse apoio.

.: Carta ao episcopado mundial: incentivo para ajudar a Terra Santa - NA ÍNTEGRA

Frente ao problema da crescente emigração de cristãos, o purpurado lembrou a visita de Bento XVI à região em maio de 2009. "Sublinhando fortemente o problema incessante da emigração, Sua Santidade recordou que 'na Terra Santa há lugar para todos!'. Exortou as autoridades a favorecer a presença cristã, mas ao mesmo tempo assegurou aos cristãos daquela Terra a solidariedade da Igreja".

Ao destacar que a Igreja na Terra Santa deve se manter como testemunha das grandes obras da salvação, o Cardeal Sandri enfatizou: "Os cristãos do Oriente têm, com efeito, uma responsabilidade que é da Igreja universal, a de custodiar as "origens cristãs", os lugares e as pessoas que deles são sinais, para que estas origens sejam sempre a referência da missão cristã, a medida do futuro eclesial e de sua segurança. Portanto, merecem o apoio de toda a Igreja".


Desafios

Uma breve consulta ao Observatório da Liberdade Religiosa no Mundo - mantido pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) - oferece uma ideia da gravidade da situação enfrentada pelos cristãos na Terra Santa.

A plataforma online disseca, através de exemplos, números e análises, o contexto em Israel e na Palestina.

"Em relação ao culto, os cristãos também são vítimas de discriminação e de incômodos. Os domingos não são dias de descanso em Israel e um estudante cristão pode mesmo ver-se obrigado a fazer um exame no Domingo de Páscoa. Os extremistas judeus atacam também por vezes os Cristãos. No início de Março de 2006, três israelitas, um homem e uma mulher e a sua filha, usando um carrinho de bebé no qual tinham escondido pequenas latas de gás, lançaram fogos de artifício para dentro da Basílica da Anunciação, em Nazaré, durante uma cerimónia religiosa (La Croix, 6 de Março de 2006). Também os vistos para os padres e as religiosas que vêm do mundo árabe nem sempre são aprovados e as autoridades são livres de tomar as suas próprias decisões sobre esta questão", reporta o Observatório.

Na Palestina, "nos últimos anos, o dia a dia dos Cristãos deteriorou-se devido ao aumento da pressão e da intimidação por parte dos Muçulmanos. De acordo com Afaf Abou Habil, um professor da escola primária em Nablus (Margem Ocidental), 'desde a primeira Intifada (1987), o preconceito contra os Cristãos aumentou. Nós somos acusados de não participar suficientemente na batalha e de cooperar com os americanos e israelitas. Eles dizem que nós somos estrangeiros. Os que espalham estas ideias são ignorantes; o problema é que são cada vez mais' (La Croix, 18 de Maio de 2006)".

De acordo com a ferramenta disponibilizada pela Fundação AIS, "os Cristãos da Terra Santa encontram-se divididos em três 'famílias' e treze confissões religiosas. O grupo 'Ortodoxo' (no sentido da sua separação de Roma) é o mais numeroso e inclui os Ortodoxos Gregos (população árabe, hierarquia grega), os Armênios, os Siríacos, os Coptas, os Etíopes e os Russos. O grupo Católico inclui os Latinos, os Greco-melkitas (trata-se dos árabes do rito bizantino), os Siríacos, os Armênios e os Maronitas. Por último, os Protestantes nesta região incluem os Anglicanos e os Luteranos, sob uma diocese comum. Também existem os cristãos de origem judaica que surgiram em cena mais recentemente".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cristãos realizam Via Sacra na Terra Santa pedindo paz ao mundo

Thaysi Santos
Canção Nova Notícias, Terra Santa


Árabes cristãos e peregrinos italianos participaram de uma Via Sacra em Belém em favor da paz na Terra Santa e no mundo. O evento também faz memória à construção do muro que divide Israel e Palestina.

Assista à reportagem


Fiéis de Belém e cidades vizinhas se uniram à família franciscana para uma grande procissão pela paz, animada por jovens das comunidades cristãs. A iniciativa é da Pax Christi, movimento italiano engajado na luta pela paz no mundo, em parceria com as paróquias católicas de Beit Jala, Belém e Beit Sahour. Muitos peregrinos italianos participaram. Cantos e orações tanto em árabe como em italiano uniram ainda mais os fiéis e peregrinos na espiritualidade quaresmal.

Num verdadeiro clima de oração, os fiéis partiram da Ação Católica, em direção à Igreja Salesiana, passaram pela Igreja Melquita, depois rezaram na Praça da Manjedoura e seguiram até a Basílica da Natividade. Dom Giovani, bispo italiano, representou o Patriarca Dom Fouad Twal. Ele trouxe palavras de esperança aos árabes cristãos.

O frio não segurou os cristãos em casa. Esse é o terceiro ano que a procissão percorre as ruas da cidade, exatamente no dia em que os palestinos fazem memória à construção do muro que divide Belém e Israel, iniciada há 7 anos.

O muro, construído pelos judeus, bloqueia o acesso dos palestinos ao território israelense e traz uma série de limitações à comunidade local.

"Os jovens daqui precisam de um pouco de esperança para que possam permanecer nessa terra", disse a catequista de Belém, Glória Nasser. "E nós precisamos da juventude aqui. Mas hoje eles não podem nem ir a Jerusalém, só quando conseguem permissões".

"Um evento como esse é fundamental para que os cristãos dêem uma resposta em relação a esse bloqueio provocado pelo muro. Os cristãos são minoria aqui, com uma maioria muçulmana. (...) Então quando essa minoria vem às ruas para rezar e cantar junto num tempo como esse de quaresma é importante para haver um reconhecimento, firmar a idéia de que os cristãos existem e querem permanecer nessa terra", afirmou Vincenzo Bellomo, da Associação Terra Santa.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cristãos iraquianos fazem protesto em silêncio

Domingo, 28 de fevereiro de 2010, 11h59
Rádio Vaticano

Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos iraquianos realizam neste domingo, 28, em Mossul uma marcha de protesto, pacífica e silenciosa, contra o cotidiano massacre sofrido pela comunidade cristã, em meio à indiferença total das autoridades.

Dom Georges Casmoussa, arcebispo sírio-católico de Mossul, declarou que manifestações serão realizadas em Mossul e em outras dez cidades e aldeias cristãs do território circunstante. O arcebispo ressalta que a iniciativa não tem alguma motivação política ou eleitoral; mas exclusivamente religiosa, acrescentando que “os cristãos desejam apenas permanecer no Iraque, vivendo sua fé de modo pacífico”.

A data de hoje coincide com o segundo aniversário do seqüestro de Dom Paulos Faraj Rahho, bispo caldeu de Mossul, morto por terroristas islâmicos.

O patriarca da Igreja Caldeia, Cardeal Emmanuel III Delly, que visitou a cidade recentemente, expressou a sua solidariedade à comunidade cristã.

Papa convida cristãos a meditarem Palavra de Deus nesta quaresma


Da Redação, com Rádio Vaticano


''Jesus é a única voz que devemos ouvir, a única que devemos seguir. A sua Palavra, seja o critério que guia a nossa existência''
Com a conclusão neste sábado, 27, dos exercícios espirituais de Quaresma, junto a seus colaboradores, o Papa Bento XVI retornou neste domingo, 28, às suas atividades públicas, comparecendo à Praça São Pedro para rezar o Angelus com os fiéis.

Neste segundo domingo de Quaresma, o Papa discorreu sobre o episódio da Transfiguração, inspirando-se na liturgia de hoje, que reflete sobre o convite do Mestre, assim como consta no Evangelho de São Lucas: "Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me!" (Lc 9,23). "Este foi um evento extraordinário; um encorajamento na sequela de Jesus", disse Bento XVI.

Neste período de Quaresma, o Papa convidou todos a meditar assiduamente sobre o Evangelho. "Jesus é a única voz que devemos ouvir, a única que devemos seguir. A sua Palavra, seja o critério que guia a nossa existência", destacou Bento XVI.

O Santo Padre pediu ainda aos pastores que neste Ano Sacerdotal, "sejam realmente permeados pela Palavra de Deus, a conheçam profundamente e amem-na ao ponto que lhes dê vida e forme seu pensamento".

Iraque


Após a reflexão litúrgica e a oração mariana, o Papa dirigiu palavras de apelo às autoridades iraquianas e à comunidade internacional, em relação à delicada fase política que o Iraque está atravessando.

Aos políticos, o Pontífice pediu que façam todo esforço possível para que a população se sinta segura, de modo especial as minorias religiosas, mais vulneráveis.

Representantes e religiosos da Igreja iraquiana e de outras Igrejas do Oriente Médio encontraram-se esta manhã na Praça São Pedro para se manifestar em favor dos cristãos perseguidos, antes da oração do Angelus.

Dirigindo-se a eles, o Papa exortou também a comunidade internacional a esforçar-se em prol de um futuro de reconciliação e de justiça para os iraquianos, e invocou de Deus, todo-poderoso, o dom precioso da paz.

Bento XVI disse ter recebido com profunda tristeza as trágicas notícias de assassinatos de cristãos na cidade de Mossul e ter acompanhado com muita preocupação outros episódios de violência perpetrados contra pessoas indefesas, de diversas pertenças religiosas, no Iraque.

O Pontífice esclareceu que sua preocupação é por todas as pessoas injustamente perseguidas, não apenas pelos católicos. Bento XVI, que passou a última semana em retiro com a Cúria, revelou ter rezado bastante por todas as vítimas daqueles atentados. Neste sentido, disse unir-se à oração pela paz e pelo retorno da segurança, promovida pelo Conselho de Bispos de Nínive; e animou as comunidades cristãs do Iraque a “não se cansarem de ser fermento de bem pela pátria à qual, há séculos, pertencem plenamente”.

Enfim, Bento XVI alertou os políticos do país para que não cedam à tentação de priorizar interesses temporários e parciais em detrimento da incolumidade e dos direitos fundamentais da cidadania.

Chile


Em seguida, Bento XVI manifestou seu pesar pelas vítimas do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que abalou o Chile no sábado, 27, e afirmou sentir-se próximo das pessoas atingidas pela grave calamidade. O Papa pediu orações e solidariedade, garantindo o apoio das organizações eclesiásticas às vítimas.

Pesquisar este blog