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quarta-feira, 14 de abril de 2010

A última tábua da salvação!

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A veneração da Misericórdia do Senhor

Parece o fim, mas não o é! O fato é que Jesus Cristo, mesmo após ter a vida entregue à morte na cruz, não obstante Seus inúmeros feitos como o Filho de Deus que era; após caminhar sobre as águas, ressuscitar mortos, renascer após três dias, subir aos céus e assim dar início à maior e mais profunda revolução na história da humanidade... Após ter o Corpo exposto à vergonha e chagas, ter o peito aberto, a fronte coroada de espinhos, sendo submetido à humilhação e ao desprezo... Este homem, ainda assim, considerou Seus feitos – por fraqueza nossa – ineficazes. Motivo pelo qual apareceu para a Irmã Faustina Kowalska, na Polônia, em 1931.

Nessa oportunidade, Jesus pediu que fosse celebrada a Festa da Misericórdia. Em seu diário, na página 49 Irmã Faustina registra esse pedido para que Sua “imagem seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. Disse que o perdão total das faltas e dos castigos será concedido àquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida. “Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate.”

Assim, ao escolher o primeiro domingo depois da Páscoa, o Senhor desejou indicar a estreita união entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. “As almas se perdem apesar da Minha amarga paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Misericórdia. Se não venerarem a Minha Misericórdia, perecerão por toda a eternidade.”

A Festa da Misericórdia destina-se aos pecadores, considerados por Jesus os mais dignos de Suas graças. Sua mensagem tem pressa, pois evoca a brevidade do tempo e a teimosia de quem não quer ou pouco consegue enxergar que a humanidade inteira afunda num mar de desencontros e mal. Suas palavras são repletas de esperança e salvação, concedendo uma intensa luz a quem já se sente cego por causa de seus próprios erros e desorientação. É a imagem de Jesus ressuscitado que traz aos homens a paz pela remissão dos pecados!

Assim é Jesus Misericordioso!

Suas vestes são brancas, Seu peito está aberto, de onde brotam sangue e água, para a salvação de todos sem distinção. Seus olhos são os mesmos expostos em Seu rosto na exata hora da crucificação; Suas chagas são a mais perfeita identificação com os menores de Seu Reino e são plenas indicações de que o caminho é mesmo feito em meio a dores, perda de sangue e entrega.

Suas mãos abençoam! São bênçãos para todos, sob a condição de que saibam escolher que o tempo é agora!

As graças? São colhidas com o vaso da confiança!

Em poucas palavras, o tempo chegou! É tempo de Misericórdia!

Ricardo Sá

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa é verdadeira salvação da humanidade, diz Bento XVI

Da Redação, com Rádio Vaticano
Bento XVI olha os fiéis que chegaram à Praça São Pedro, no Vaticano, para a Benção ''Urbi et orbi''
“A Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade!”, disse o Papa Bento XVI neste domingo de Páscoa, 4, em sua Mensagem de Páscoa e Benção "Urbi et orbi" (à cidade e ao mundo), às 12h de Roma (7h de Brasília), no palco central da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

"Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Somos livres, estamos salvos! Eis o motivo por que exultamos do íntimo do coração: 'Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!'"

Na tradicional mensagem, o Santo Padre afirmou que “a humanidade atravessa uma crise que requer mudanças profundas, a partir das consciências; uma espécie de êxodo, de conversão espiritual e moral”.

“O Evangelho revelou-nos o cumprimento das figuras antigas: com a sua morte e ressurreição, Jesus Cristo libertou o homem da escravidão radical, a do pecado, e abriu-lhe a estrada para a verdadeira Terra Prometida, o Reino de Deus, Reino universal de justiça, de amor e de paz. Este 'êxodo' verifica-se, antes de mais nada, no íntimo do próprio homem e consiste num novo nascimento no Espírito Santo, é princípio duma libertação integral, capaz de renovar toda a dimensão humana, pessoal e social”, enfatizou.

Na mensagem, o Papa também pediu e fez orações pela paz na Terra Santa e pelo fim dos crimes ligados ao tráfico de drogas na América Latina e no Caribe. Encorajou os povos do Haiti e do Chile, atingidos pelo terremoto, e apelou à comunidade internacional para que não deixe de enviar ajudas.

Bento XVI lembrou-se também da África, de modo especial, do Congo, Guiné e Nigéria, e pediu o término dos conflitos que continuam a provocar destruições e sofrimento e se obtenham reconciliação e paz, garantias de desenvolvimento.

O Papa referiu-se aos cristãos que em função de sua fé sofrem perseguições e são até mesmo mortos, como no Paquistão, e aos que vivem em meio a provações e sofrimentos, como no Iraque.

Aos países assolados pelo terrorismo e pelas discriminações sociais ou religiosas, o Pontífice recomendou que favoreçam o diálogo e a convivência serena e o desenvolvimento de uma economia solidária: “Aos responsáveis de todas as Nações, a Páscoa de Cristo traga luz e força para que a atividade econômica e financeira seja finalmente orientada segundo critérios de verdade, justiça e ajuda fraterna”.

Ao concluir sua Mensagem “Urbi et orbi”, o Papa destacou que Páscoa não efetua magias. “Assim como, para além do Mar Vermelho, os hebreus encontraram o deserto, assim também a Igreja, depois da Ressurreição, encontra sempre a história com as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias. E todavia esta história mudou, está marcada por uma aliança nova e eterna, está realmente aberta ao futuro. Por isso, salvos na esperança, prosseguimos a nossa peregrinação, levando no coração o cântico!".

Após a leitura da mensagem, Bento XVI saudou os cerca de 100 mil fiéis, segundo informação da Polícia romana – em 65 línguas, 2 a mais do que no ano passado: islandês e cazaque.

Em seguida, concedeu a todos os que participaram, pessoalmente ou através do rádio ou TV, a benção pascal, com a indulgência plenária.

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