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terça-feira, 25 de maio de 2010

Entenda a importância de uma boa formação para o sacerdócio

Canção Nova Notícias


Nesta semana, o Canção Nova Notícias inicia a série "Sacerdote para Sempre". Na primeira reportagem você vai conhecer a importância da formação sacerdotal, o que pensa quem começa e o exemplo de quem já dedicou toda a vida a serviço desse ministério.

Assista à reportagem


Padre Leandro dos Santos dá os primeiros passos como sacerdote. Há dois meses ele foi ordenado, mas o chamado surgiu desde criança e se concretizou nesta Igreja. O exemplo de padre Hugo foi fundamental. Ele vivia "sempre com muita piedade, muito zelo e isso foi me motivando a ser padre", conta.

Depois de festas, novenas na paróquia onde foi ordenado, vem o senso de responsabilidade. Ele já se sente preparado para os desafios que terá pela frente como sacerdote. E não teme pela decisão que tomou. "Nunca vi o celibato como perda de algo, a castidade, a pobreza e a obediência. Muito pelo contrário. Eu sempre enxerguei como uma oferta".

Hoje ele dá aulas vocacionais para os jovens que desejam iniciar a vida sacerdotal. Patric Alves de Carvalho é um dos alunos, tem 17 anos, e sonha em seguir esse ministério. "Veio o chamado de Deus no nosso coração e veio essa busca de querer saber se realmente esse é o caminho", disse.

A expectativa de Tomás Ranieri da Silva é a de contribuir como padre para um mundo melhor: "Jesus quer pessoas que levem essa luz. O mundo tá precisando de luz".

É nessa fase inicial, chamada de propedêutico, que todos eles terão a oportunidade de fazer o primeiro contato com o mundo da Igreja e confrontar com o projeto de sacerdócio que eles idealizaram.

Padre Marcial Maçaneiro explica que existem três importantes motivos que contribuem para a formação de um bom sacerdote: A vocação, o sentimento de estar humanamente integrado às realidades do mundo e a motivação pelo serviço que irá prestar à Igreja.

"Nesta linha se trabalharmos bem o 'tripé' e o que se investe da parte espiritual, humana e formação continuada. Quem encara isso aí, tem muitas chances de ser feliz e fazer os outros felizes como padre", explicou.

Tanto no seminário como na faculdade o estudante irá adquirir formação espiritual, teológica, humana, comunitária e até mesmo técnica.

"A gente procura não dividir a formação de forma estanque. A pessoa é sujeito de sua formação, ela vai inteira nessas etapas e é acompanhada tanto em casa, no seminário, quanto na faculdade de teologia e filosofia", explicou padre Marcial.

Mas o caminho por quem deseja ser sacerdote é grande. Pelo menos duas faculdades são fundamentais, a de teologia e a de filosofia. São cerca de 120 disciplinas a serem estudadas. A base que orienta a formação de todo sacerdote são mantidas por duas colunas: a da fé, que alimenta a relação entre o homem e Deus; e a da formação que prepara o sacerdote para o serviço da Igreja. Fé e conhecimento se complementam.

De acordo com padre Marcial, "o ser humano maduro é aquele que consegue ter fé, bom conhecimento e, ainda mais, traduzir isso num projeto de vida".

Os estudos são intensos, mas ser sacerdote não é profissão. É ministério. O conhecimento e a fé se completam com a inspiração divina, que se manifesta de forma diferente em cada indivíduo.

Já se passaram 86 anos, mas a lembrança do momento em que Monsenhor Leite assumiu a vocação para o sacerdote ainda está muito presente na memória e no coração. São 61 anos de
sacerdócio. Se ele pudesse voltar atrás. "Eu iria fazer a mesma coisa, com uma condição, melhorando alguma coisa que eu posso melhorar", afirma o monsenhor.

Se Tomás e Patric conseguirão chegar lá, isso ninguém sabe. O certo é que padre Leandro assim como seguiu o exemplo de Padre hugo, também deseja que os novos sacerdotes sigam o dele. "Eu espero que o meu sacerdócio seja sementeira de novas vocações", disse.

A complexidade da formação humana e a exigência dos tempos atuais deixarão que a vida reaja aos desafios da escolha.

sábado, 8 de maio de 2010

Formação de seminaristas deve priorizar dimensão humana, diz bispo

CN Notícias

''É importante que o padre seja missionário, que visite as comunidades e também as anime para serem missionárias'', afirmou Dom Esmeraldo
O presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada no Brasil, Dom Esmeraldo Barreto de Farias, falou nesta quinta-feira, 6, à nossa equipe de reportagem sobre a formação dos novos padres, um dos temas prioritários da 48ª Assembleia da CNBB. O bispo afirmou que hoje é preciso retomar a dimensão comunitária e favorecer um acompanhamento mais personalizado aos seminaristas.

"Nós precisamos retomar, dentro da dimensão comunitária, a importância da comunidade e contribuir para que os formadores - o reitor, o vice-reitor, que cuidam do estudo e da direção espiritual, deem mais atenção a cada pessoa, conhecendo a história daquele jovem, sua família, o ambiente em que ele mora, para aí ajudá-lo a ser realmente um missionário. Alguém que esteja totalmente disponível para obedecer a Deus e viver como servo de Deus, do povo e da Igreja", explicou.

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O prelado destacou que, nessa assembleia, devem surgir novas diretrizes para a formação dos presbíteros. Uma novidade, que nasceu neste Ano Sacerdotal, foi a importância de os seminaristas vivenciarem o 'ano pastoral' em uma comunidade, especialmente após o término dos estudos da teologia.

De acordo com Dom Esmeraldo, essa experiência ajudará o futuro sacerdote a desenvolver uma pedagogia pastoral, favorecendo que, no futuro, como padre, ele "seja um verdadeiro missionário. A Conferência de Aparecida mostrou como é importante que o padre seja missionário, que visite as comunidades e também as anime para serem missionárias".

Outra ênfase dada pelo documento é para a espiritualidade. Aspecto muito importante, segundo o bispo, "para que aquele padre, preparado intelectualmente, possa ter um espírito muito forte e consciente de que é chamado e consagrado para seguir Jesus Cristo, o Bom Pastor, Aquele que é o Servo e Missionário".

O bispo explicou ainda que, nessa perspectiva, o seminarista será formado de modo que "descubra a importância da entrega de sua vida e, para que vivendo de forma pobre, casta e obediente, ajude a Igreja a ser a 'Igreja de Cristo'".

O documento havia sido aprovado na assembleia do ano passado, mas voltou a ser estudado neste ano. Isso porque após ter sido enviado para a Congregação para a Educação Católica, no Vaticano, o órgão pediu que alguns pontos do documento fossem revisados. Todos os documentos da CNBB que tratam sobre formação dos presbíteros, liturgia e catequese, precisam ser enviados à Santa Sé, para que a congregação responsável pelo tema dê o seu parecer.

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