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quarta-feira, 2 de junho de 2010

“Família não é invenção humana, é criação de Deus”, destaca dom Dimas Lara

“Família é patrimônio da humanidade, já disse o papa Bento XVI. Está na hora de começarmos a resgatar este patrimônio, não apenas histórico, mas que brota do próprio coração de Deus. Família não é invenção humana, é criação do próprio Deus sonhada desde toda eternidade, desde toda criação”, ressaltou dom Dimas por ocasião da 2ª Peregrinação Nacional das Famílias, evento que aconteceu nos dias 29 e 30, em Aparecida (SP).

Romarias de várias partes do Brasil estiveram presentes durante todo o domingo, 30, nas Celebrações Eucarísticas que aconteceram no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida. A peregrinação é organizada pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.
O tema do evento deste ano foi “Família, formadora dos valores humanos e cristãos”. Muitos bispos e sacerdotes acompanharam as romarias de suas dioceses e paróquias.

Na celebração das 10h, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que as famílias do nosso país são chamadas a viver em comunhão com a Santíssima Trindade.

Para o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, a família é a base de tudo e é insubstituível. “A família é importantíssima e insubstituível na formação da pessoa, por isso refletimos que é formadora de valores humanos e cristãos”.

Estiveram presentes o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer; o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno; o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte; o bispo auxiliar de Salvador, dom João Carlos Petrini; o bispo responsável pela Pastoral Familiar no estado de São Paulo, dom Paulo Roxo; o bispo de Jataí (GO), dom José Luiz Majella Delgado; o bispo de Santo André (SP) e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, dom Nelson Westrupp.

2009

A primeira Peregrinação Nacional da Família aconteceu no dia 24 de maio de 2009 e reuniu 130 mil pessoas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sendo que pelo menos 40 mil participaram diretamente do evento. Na ocasião, o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Orlando Brandes, afirmou que o evento tinha por objetivo “despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade”. Ele disse ainda que “esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira”.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A guerra santa que Deus quer

Foi em 1095 que se falou da primeira guerra santa de que se tem notícia. No verão daquele ano, o Papa Urbano II deixou Roma e se deslocou até a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a fim de abrir um concílio com o propósito de motivar os cristãos europeus a socorrerem seus irmãos de Jerusalém e demais cidades da Terra Santa, dominados pelos muçulmanos. A alocução que proferiu no dia 19 de novembro foi tão incisiva, que todos os presentes prorromperam no grito “Deus o quer!”, grito que atravessou as fronteiras da França e se alastrou pela Europa, motivando milhares de pessoas para a que passou à história como a primeira Cruzada.

Hoje, seria muito difícil encontrar cristãos que se disponham a imitar o exemplo de seus antepassados, até mesmo pelo clima de diálogo e de solidariedade que os anima. Contudo, continuam em vigor muitas guerras em nome da religião – ou contra ela – em inúmeros ambientes e segmentos da sociedade. Não me refiro tanto à Jihad muçulmana, mas, sobretudo, a determinados órgãos de informação, que parecem ter assumido, como objetivo, o aniquilamento da Igreja Católica, sustentados por forças mais ou menos ocultas.

Não foi por nada que, na França, onde nasceu a guerra santa, nos dias que antecederam a Páscoa deste ano, um abaixo-assinado de 70 intelectuais pediu aos meios de comunicação maior ética e responsabilidade ao se referirem à Igreja Católica. Mas não precisamos ir tão longe. Aqui mesmo, no Brasil, alguns católicos – normalmente tímidos quando se trata de defender a sua Igreja – começam a questionar as notícias trazidas pela imprensa. É o que fez, no dia 6 de abril, um leitor do Provedor Terra, ao rebater o alarde feito em relação a um padre acusado de pedofilia na Índia: «A quem interessa divulgar um fato dessa natureza acontecido na Índia? Só mesmo aos meios de comunicação interessados em mover um ataque cerrado à Igreja Católica. Por que não noticiam, com a mesma veemência, casos semelhantes em outros extratos da sociedade?».

Para o Presidente do Senado italiano, Marcelo Pera, os maiores culpados dessa difamação da Igreja são os próprios católicos: «Esta guerra ao cristianismo não seria tão perigosa se os cristãos a entendessem. Ao invés, muitos deles participam dessa incompreensão. São os teólogos frustrados pela supremacia intelectual de Bento XVI; os bispos incertos que pensam que compactuar com a modernidade seria a maneira melhor de atualizar a mensagem cristã; e os intelectuais católicos que pensam existir um problema não resolvido entre cristianismo e sexualidade. Desencadeou-se uma guerra. Não propriamente contra a pessoa do papa, pois seria inviável. Bento XVI tornou-se invulnerável por sua imagem, sua serenidade, sua clareza e sua firmeza. Mas ela existe, entre outras razões, porque um papa como Bento XVI, que sorri, mas não retrocede um milímetro, alimenta o embate!».

Sobre o mesmo assunto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu uma nota no dia 31 de março, assinada por seu Presidente, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Nela, o prelado recorda que «o povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos. É de se lamentar, no entanto, que a divulgação de notícias relativas a esses crimes injustificáveis se transforme numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra o Papa. Bento XVI, ao reconhecer publicamente os erros de membros da Igreja e ao pedir perdão por esta prática, não merecia esse tratamento, que fere também grande parte do povo brasileiro, que sofre com esses momentos difíceis, e reza pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar sua vocação».

Dom Redovino Rizzardo

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Deus se revela nas Sagradas Escrituras

Em Jesus temos a plenitude da revelação

Vamos falar da Revelação de Deus por meio das Sagradas Escrituras. Na Bíblia nos encontramos com Deus, mais do que isso: nós conhecemos o Pai. Em Jesus, então, temos a plenitude da Revelação, ou seja, nos Evangelhos temos o ápice dessa graça.

Mas a chamada "Economia da Revelação" não acontece apenas nos Evangelhos. Então nós veremos neste vídeo os quatro principais pontos desse fato:

1 – Preparação da Revelação;

2 – Consumação da Revelação;

3 – Aceitação da Revelção;

4 – Necessidade da Revelação

Foto Denis Duarte

domingo, 9 de maio de 2010

Papa ensina que fé é confiar, escutar e se comprometer com Deus

CN Notícias

O Bispo de Liege, Dom Aloysius Jousten, e o Arcebispo de Bruxelas e presidente da Conferência Episcopal Belga, Dom André-Joseph Léonard, com Bento XVI

Bento XVI encontrou-se com os Bispos da Conferência Episcopal da Bélgica em visita ad Limina na manhã deste sábado, 8.


"A fé não consiste unicamente em aceitar um conjunto de verdades e valores, mas antes em confiar em Alguém, em Deus, a escutá-Lo, a amar, e a falar com Ele, enfim, comprometer-se a seu serviço", ensinou.


.: OUÇA trechos do Discurso do Papa (em italiano e francês)

O Pontífice salientou que observa o quanto os bispos belgas estão conscientes da necessidade de se enfatizar uma formação religiosa mais sólida e profunda, bem como indicou o recém-canonizado padre belga Damien De Veuster como um exemplo a inspirar o trabalho no setor vocacional no país.


"Que todos - sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos da Bélgica - recebam o meu incentivo e a expressão de minha gratidão e não esqueçam jamais que é o Cristo quem acalma qualquer tempestade e restaura a força e a coragem para levar uma vida santa, na plena fidelidade ao vosso próprio ministério, à própria consagração a Deus e ao testemunho cristão", alentou.


Em seu discurso, o Papa destacou as transformações vividas pela sociedade belga, como a Igreja daquele país "é provada pelo pecado" e outras características comuns a muitos países europeus.


Os principais desafios para a sociedade da Bélgica apontados por Bento XVI foram a diminuição do número de pessoas batizadas que mostram abertamente sua fé e sua pertença à Igreja, o aumento progressivo da idade média dos padres, religiosos e religiosas, a insuficiência no número de pessoas ordenadas ou consagradas engajadas na pastoral ativa ou nos campos educacional e social, o pequeno número de candidatos ao sacerdócio e à vida consagrad, a formação cristã nas questões relativas ao respeito à vida e à instituição do matrimônio e da família, as situações complexas e muitas vezes perturbadoras relacionadas à crise econômica, ao desemprego, a integração social dos imigrantes, a coexistência pacífica das várias comunidades linguísticas e culturais da Nação.



Vocações, leigos e Liturgia


"A diminuição do número de sacerdotes não deve ser vista como um processo inevitável. O Concílio Vaticano II afirmou com força que a Igreja não pode prescindir do ministério dos sacerdotes. É, portanto, necessário e urgente dar-lhes o seu lugar de direito e reconhecer o seu caráter sacramental insubstituível. Daqui resulta, portanto, a necessidade de uma ampla e séria pastoral vocacional, baseada na santidade exemplar de sacerdotes, na atenção aos gérmens de vocação presentes em muitos jovens e na oração assídua e confiante, conforme a recomendação de Jesus", ressaltou o Papa.


Já o trabalho dos prelados belgas em formar os leigos para animar as realidades temporais foi louvado pelo Papa, mas com um alerta:


"É bom discernir todas as possibilidades que emanam da comum vocação dos leigos à santidade e ao compromisso apostólico, no que diz respeito à distinção essencial entre o sacerdócio ministerial e o sacerdócio comum dos fiéis. Todos os membros da Comunidade católica, mas de uma forma especial os fiéis leigos, são chamados a testemunhar abertamente sua fé e ser fermento na sociedade, respeitando uma sã laicidade das instituições públicas e das outras confissões religiosas. Tal testemunho não pode ser limitado somente ao âmbito pessoal, mas deve também assumir as características de uma proposta pública, respeitosa mas legítima, de valores inspirados pela mensagem do Evangelho de Cristo".


Por fim, o Bispo de Roma disse que "é importante que os padres cuidem das celebrações litúrgicas, especialmente da Eucaristia, que permitam uma profunda comunhão com o Deus vivo, Pai, Filho e Espírito Santo. É necessário que as celebrações aconteçam a partir do respeito à tradição litúrgica da Igreja, com uma participação ativa dos fiéis, segundo o papel que corresponde a cada um deles, unindo-se ao mistério pascal de Cristo".

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